Instituto Educacional Dona Carminha

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Instituto Educacional Dona Carminha Proporciona Educação de qualidade especializada para crianças surdas, Educação Infantil para cr

20/10/2026

Corpo que brinca, corpo que descobre
No circuito, cada desafio se transformou em uma oportunidade para as crianças conhecerem um pouco mais sobre o próprio corpo e suas possibilidades.
Organizamos o espaço com troncos de madeira e pneus, criando diferentes caminhos e desníveis. A rampa despertou especialmente a curiosidade: algumas crianças subiram e desceram diversas vezes, outras observaram primeiro e, aos poucos, se arriscaram. Houve quem preferisse engatinhar, quem buscasse apoio com as mãos, quem tentasse passar pelos pneus e quem inventasse seu próprio percurso.
E é justamente nessa liberdade de experimentar que o movimento ganha sentido.
Na faixa etária dos pequenos, experiências como essas contribuem para o desenvolvimento da coordenação motora ampla, equilíbrio, força, orientação espacial, lateralidade, planejamento motor e percepção corporal. Mas também envolvem muito mais: confiança, autonomia, tomada de decisões, persistência e a capacidade de perceber os próprios limites.
Cada subida exigia uma organização do corpo.
Cada descida trazia um novo desafio.
Cada tentativa permitia descobrir “eu consigo de outro jeito”.
A perspectiva Pikler valoriza justamente a importância de oferecer às crianças espaço, segurança e condições para que possam se movimentar e descobrir suas próprias possibilidades, sem que o adulto precise conduzir cada movimento.
E, como nos lembra Lóris Malaguzzi, a criança possui “cem linguagens” — e entre elas está também o corpo que se movimenta, experimenta, comunica e pesquisa.
Assim, o circuito se tornou um verdadeiro espaço de pesquisa: O que meu corpo consegue fazer? Como posso chegar até lá? Consigo subir? E descer? Preciso das mãos? Posso tentar de outro jeito?
Mais do que completar um percurso, as crianças construíram percursos próprios, negociaram caminhos, observaram os colegas e transformaram o ambiente em território de descobertas.
Porque, na primeira infância, brincar com o corpo é também aprender com o corpo.

20/10/2026

Os bebês fizeram sua primeira pintura com colorau, uma experiência que possibilitou descobrir novas possibilidades de cores, marcas e movimentos.
Com os rolinhos, foram convidados a explorar o pigmento e deixá-lo deslizar sobre a folha A3, observando as marcas que surgiam a cada movimento. Nesse percurso, puderam experimentar diferentes gestos, movimentos de braços e mãos, percebendo como suas ações transformavam o papel.
A proposta também favoreceu a coordenação motora, a ampliação dos movimentos, a percepção visual e a exploração das cores e texturas. Ao manipular o colorau, os bebês puderam pesquisar suas características, perceber sua transformação quando espalhado e descobrir diferentes possibilidades de produzir marcas.
Mais do que pintar, os bebês foram convidados a experimentar, pesquisar e criar, exercitando sua autonomia e fazendo escolhas durante a exploração. Cada movimento, cada marca e cada descoberta revelaram diferentes formas de se expressar e de deixar registrada sua presença.
O papel foi, então, se transformando em um espaço de investigação: um lugar onde o gesto vira marca, a curiosidade vira pesquisa e a experiência vira aprendizagem.

19/10/2026

Quando o traço ganha espaço, a criança encontra muitas formas de dizer.
Em um grande suporte de papel Kraft, disponibilizamos carvão como riscador e convidamos as crianças a experimentar livremente suas possibilidades.
O carvão deslizou, riscou, marcou, espalhou, produziu linhas, manchas, contornos e diferentes intensidades. As pequenas mãos descobriram que a força do gesto também transforma a marca: pressionar, arrastar, repetir, mudar a direção, aproximar-se ou afastar-se do suporte produzia novos efeitos.
Aos poucos, o papel foi se transformando em um território de investigação. As crianças observaram as marcas dos colegas, interferiram nos registros uns dos outros, criaram novos traçados sobre os anteriores e, principalmente, construíram uma produção coletiva, na qual cada gesto passou a fazer parte de uma composição maior.
Não buscamos um desenho pronto ou uma representação determinada. Valorizamos o percurso do grafismo, os movimentos do corpo, as escolhas, as descobertas e os sentidos que cada criança atribuiu aos próprios registros.
Para as crianças pequenas, o grafismo é uma importante forma de expressão e comunicação. Como aponta Vigotski, “O desenho é uma linguagem gráfica que surge tendo por base a linguagem verbal”.
Oferecer experiências gráficas nessa faixa etária é também criar condições para que a criança experimente linguagens, organize pensamentos, conte sobre aquilo que fez e atribua significado às suas marcas. Pesquisas com crianças pequenas mostram, inclusive, como fala, ação e desenho se articulam durante essas experiências.

Neste Dia dos Professores, celebramos o talento, a competência e a dedicação dos profissionais que fazem da educação uma...
15/10/2026

Neste Dia dos Professores, celebramos o talento, a competência e a dedicação dos profissionais que fazem da educação uma experiência de descobertas e aprendizagens todos os dias.

Cada proposta vivida pelas crianças envolve estudo, planejamento e escolhas pedagógicas. Existe uma profissional que seleciona materiais, organiza os espaços e pensa nas possibilidades de aprendizagem. Durante as experiências, esse trabalho continua no olhar atento, na escuta e na capacidade de acolher as ideias da turma e ampliar suas descobertas.

Na nossa escola, esse compromisso ganha a contribuição de cada professora, com seus conhecimentos, sua criatividade e sua trajetória. A troca entre profissionais fortalece o trabalho da equipe e enriquece as experiências que oferecemos às crianças.

Hoje, nosso reconhecimento vai para quem exerce essa profissão com responsabilidade e entusiasmo. Para quem se dedica a conhecer cada criança, constrói uma relação de confiança com as famílias e participa ativamente da construção do nosso projeto pedagógico.

Temos orgulho da nossa equipe docente e agradecemos a cada professora pela contribuição à história e à qualidade da nossa escola.

A todas as professoras e a todos os professores, nossa admiração e nosso reconhecimento. Que este dia seja de carinho, celebração e orgulho pela profissão escolhida!

Feliz Dia dos Professores!

12/10/2026

A escola começa antes delas chegarem.
Mas é com elas que ela ganha luz, história, sons.
Com elas, o espaço muda de nome.
A sala vira encontro.
O brinquedo vira invenção.
O pátio vira corrida, descoberta, conversa, riso.
E aquilo que estava parado passa a ter movimento.
São as crianças que dão sentidos aos cantos, aos objetos e vida à escola.
Talvez por isso o Dia das Crianças nunca seja só uma data por aqui.
Porque todos os dias, quando elas chegam, a escola acontece de verdade.

Todo dia é dia das crianças.

09/10/2026

Todos os dias são das crianças!

Aqui no Instituto Dona Carminha, a potência da infância inspira o nosso cotidiano. O brincar faz parte das relações e das aprendizagens, e a alegria está nos encontros e nas descobertas que vivemos juntos.

Outubro nos convida a celebrar a infância e a revisitar as brincadeiras e os rituais que marcaram a nossa própria história. Memórias que carregamos com carinho e que nos lembram da importância do que as crianças vivem hoje.

A escola também é lugar de construir essas memórias. Cada experiência compartilhada pode deixar marcas que seguem com a gente pela vida.

Neste vídeo, compartilhamos um pouco do que vivemos nessa semana: momentos de brincar, de conviver e de se emocionar com a infância.

02/10/2026

APRENDENDO A VER
Inspirados pela história O menino que aprendeu a ver, de Ruth Rocha, iniciamos com a Turma Puri um percurso de investigação sobre algo que está por toda parte: a escrita.
Mas como aprender a ver aquilo que, muitas vezes, ainda parece apenas um conjunto de sinais?
Começamos pelo que carrega identidade, pertencimento e significado: os nossos nomes.
Em um grande registro coletivo, os nomes das crianças foram colocados lado a lado. Olhares atentos começaram a perceber semelhanças e diferenças, reconhecer letras, encontrar nomes conhecidos e estabelecer relações entre a própria escrita e a dos colegas.
Depois, ampliamos o olhar.
Jornais, lupas, fichas com os nomes e canetas passaram a compor um novo cenário investigativo. As crianças se aproximaram, observaram, procuraram e marcaram suas descobertas. Uma letra conhecida aqui... outra acolá... letras que também estavam no próprio nome começaram a surgir em meio a tantas palavras.
A lupa aproximava aquilo que os olhos queriam investigar.
E, pouco a pouco, aquilo que antes poderia ser apenas uma marca impressa começava a ser visto de outra maneira.
Aprender a ver a escrita é descobrir que ela já estava ali.
Nos nomes. Nos jornais. Nos espaços. No mundo.

Turma Puri
Agrupamento IIIH
Professora Thammy

30/09/2026

O mistério das cenouras

A partir da nossa leitura da semana do livro: o mistério das cenouras, as crianças em nosso momento de roda, discutiram sobre o quanto o vegetal é importante para nossa alimentação e saúde, “ela faz bem para o cabelo!”, “eu sei desenhar uma cenoura, sabia?” Então, em uma proposta o convite: vamos observar e registrar os detalhes através do registro gráfico. E assim, com diálogos, traços e formas as cenouras surgiram, cada um com sua interpretação e singularidade.

AGII C
Turma Tupiniquim
Professora Beatriz.

29/09/2026

Do brincar com elementos da natureza ao registro gráfico

Pedras, gravetos, folhas e outros elementos da natureza chegam às mãos das crianças sem uma única forma de brincar ou um significado previamente definido. Suas formas, texturas, tamanhos e possibilidades convidam a criar, combinar, organizar, investigar e imaginar.

Diante de um conjunto de pequenas pedras, uma pergunta iniciou a pesquisa da Turma Tupi Guarani: “O que podemos construir juntos com esses elementos?”

A pergunta abriu também espaço para o diálogo e para a negociação. Algumas crianças compreenderam que seria preciso chegar a uma ideia comum; outras sugeriram dividir as pedras para que cada uma pudesse realizar sua própria construção. Entre conversas, escolhas e diferentes pontos de vista, algumas começaram a posicionar as pedras no chão.

Primeiro surgiu um círculo. Depois, linhas foram se formando a partir dele.

— É uma flor!
— É um sol!

E as interpretações começaram a ganhar argumentos.

— Vejam… são raios que saem dele. As pétalas das flores não são assim, elas são redondas!
— Mas parece um girassol!

Uma mesma composição passou, assim, a comportar diferentes olhares.

Depois dessa investigação coletiva, o registro gráfico abriu uma nova possibilidade de expressão. Ao desenhar, as crianças puderam revisitar aquilo que haviam vivido, selecionar detalhes, reorganizar formas e construir novas interpretações para a experiência.

Entre a composição com as pedras, as palavras compartilhadas e os traços no papel, diferentes linguagens se encontraram. Mais do que registrar uma construção, as crianças tornaram visíveis seus modos de observar, argumentar, imaginar e atribuir sentidos ao mundo.

Agrupamento: III G
Turma: Tupi Guarani
Professora: Patricia

O Setembro Surdo é um período de valorização da identidade, cultura, história e língua das pessoas surdas.Neste mês, ref...
26/09/2026

O Setembro Surdo é um período de valorização da identidade, cultura, história e língua das pessoas surdas.

Neste mês, reforçamos a importância da Libras, da acessibilidade, da inclusão e do respeito aos direitos das pessoas surdas.

Um mês para conhecer, valorizar, respeitar e fortalecer a comunidade surda.

Endereço

Rua Alayde Nascimento De Lemos, 532
Campinas, SP
13100453

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:00 - 17:00
Terça-feira 07:00 - 17:00
Quarta-feira 07:00 - 17:00
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