Esse é o pedido do menino de rua que bate à porta da Casa das Irmãs Salesianas que teve como resposta o pão pedido e o Projeto voltado para cidadania. Ao passar do tempo, o número de crianças aumentou e não era possível acolhe-las no quintal das irmãs. Em 1985, foram para um salão cedido pela comunidade do Jd. Com mais espaço foi possível dar outros passos. Com os jovens da comunidade organizaram,
naquela época, atividades e brincadeiras com as crianças ajudando a pensar e construir um futuro diferente. A proposta estava voltada a ações de prevenção às crianças e adolescentes que se encontravam em situação de vulnerabilidade social. A partir de então, surge o nome “Projeto Gente Nova” – PROGEN. Ao longo desses vinte e oito anos permanecem o respeito à participação das crianças, adolescentes, família e comunidade na elaboração e planejamento das atividades, pois temos como princípio de trabalho a criança, adolescente e suas famílias como sujeitos de direito e protagonistas de suas histórias. Cabe-nos destacar o relacionamento com as universidades, em especial a Faculdade de Psicologia e Nutrição – PUC Campinas que se faz presente nas ações do PROGEN ao longo de 10 anos. Outra presença importante é a do Centro de Memória da Unicamp a partir de 2002 com a proposta de oficinas de Jornalismo, Fotografia, História Oral e Criatividade, que trabalham a reconstrução da História dos Bairros da Periferia da Cidade de Campinas. A parceria foi tão intensa que até hoje, membros do Centro de Memória estão ligados a esta instituição, seja na continuação de atividades junto aos jovens ou oferecendo os espaços acadêmicos de discussão para os técnicos e educadores desta instituição. Atualmente, o PROGEN continua a empenhar seus esforços na área da prevenção, tendo ampliado sua capacidade de atendimento seja na quantidade como também na qualidade dos serviços prestados, contando com uma equipe técnica e uma rede de suporte inter-setorial bastante diversificada. No ano de 2005 o PROGEN foi premiado na 6ª edição do Prêmio Itaú Unicef – Tecendo Redes. Teve também a publicação do seu Regimento Interno no livro Educação Não Formal, organizado pelas Doutoras e pesquisadoras do Centro de Memória da UNICAMP Margareth Park e Renata Sieiro Fernandes. No ano de 2005 o PROGEN em parceria com o CRAS (Centro de Referencia da Assistência Social) estende suas ações ao bairro Cidade Satélite Íris I através do Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF) tendo como eixo norteador o conceito de matricialidade sócio familiar. Outra questão que nos chama atenção é em relação à exploração sexual, trabalho infantil e os “atrativos” da criminalidade e do tráfico de dr**as. Essa realidade ainda permeia o contexto social dos Bairros Cidade Satélite Íris e Vila Castelo Branco, o que muitas vezes afasta ou dificulta o convívio comunitário. As crianças e adolescentes que chegam ao nosso serviço encontram-se inseridas em um contexto de vulnerabilidades. Frente a isso se faz necessário o desenvolvimento da proposta socio-educativa voltada para Educação Não-Formal no processo de formação do educando. Esta proposta favorece o enfrentamento de tais problemas e viabiliza condições para o desenvolvimento de uma cidadania consciente e atuante, através da descoberta e interiorização de valores como: valorização da vida, participação, diálogo, respeito mútuo, cooperação, senso crítico frente à realidade cotidiana. Diante desta realidade o PROGEN revitalizou seu espaço físico adequando as salas para realização de oficinas específicas para crianças, jovens, família e comunidade. Também atendemos a rede de Violência Doméstica Contra Criança e Adolescente no município, com três duplas Psicossociais. Com a intensificação das parcerias com as Universidades, empresas privadas, fundações e contando ainda com recursos públicos ampliamos os atendimentos oferecidos e a prestação de serviços à comunidade. OBJETIVOS
Desenvolver ações com as crianças, adolescentes e o grupo familiar de forma articulada, integrada e continuada, que contribuam na prevenção de situações de risco social e violação de direitos, propiciando o desenvolvimento integral e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, garantindo assim espaços de convivência, formação para participação e cidadania.