TYKHE Associação de Psicanálise

TYKHE Associação de Psicanálise A idéia que norteia a fundação dessa nova instituição é de ser um lugar de encontro para aqueles que

Sem história, há psicanalista?A história da psicanálise costuma ocupar um lugar ambíguo na formação: ora como erudição, ...
11/05/2026

Sem história, há psicanalista?

A história da psicanálise costuma ocupar um lugar ambíguo na formação: ora como erudição, ora como narrativa de origens, ora como repertório de conceitos já estabilizados. Mas e se ela não fosse apenas isso? E se aquilo que chamamos de “história” dissesse respeito, antes, às controvérsias que definem, em cada momento, o que conta como prática analítica?

A clínica lacaniana não surgiu como simples desenvolvimento interno da teoria freudiana, mas como resposta a impasses, conflitos e forças políticas que atravessam o campo psicanalítico e disputam sua legitimidade. Nesse sentido, a história não é um pano de fundo, mas um campo de forças no qual se reconfiguram o lugar do analista, o estatuto da interpretação e as condições de formação.

Partindo dessa hipótese, esta conferência propõe recolocar a questão: pode um psicanalista se formar sem atravessar a história de sua própria prática? Ou, dito de outro modo, o que se perde, na clínica e na formação, quando a história é reduzida a ornamento?

Neste primeiro semestre de 2026, abriremos nossos trabalhos com a leitura de um texto fundamental, cuja discussão se faz...
20/02/2026

Neste primeiro semestre de 2026, abriremos nossos trabalhos com a leitura de um texto fundamental, cuja discussão se faz não só atual, como necessária: Como se dá a formação do analista?

“A questão da Análise Leiga: diálogo com um interlocutor imparcial”, texto de 1926, será nosso ponto de partida. No dia 26/02, quinta-feira, às 20h15, em formato híbrido, teremos nosso primeiro Encontro com Freud. A apresentação será de Erich Nogueira, com comentários de Deborah Steinberg.

Esse encontro será um aquecimento para o dia 14/03, quando receberemos Denise Maurano, que virá conversar conosco sobre a formação do psicanalista (em breve mais informações).

Contamos com sua companhia, sua leitura e suas contribuições para o nosso debate.
Esperamos vocês, até lá!

A Rede de Pesquisa: Psicanálise e Instituições de Saúde da Tykhè institui-se como um espaço de interlocução destinado à ...
04/02/2026

A Rede de Pesquisa: Psicanálise e Instituições de Saúde da Tykhè institui-se como um espaço de interlocução destinado à investigação dos efeitos da psicanálise nas instituições de saúde mental.
Pautada pela ética do desejo, a Rede propõe-se a transpor os limites da clínica convencional para interrogar o mal-estar que emerge nos dispositivos de saúde, convertendo a experiência clínica e institucional em objeto de escrutínio teórico, seu ineditismo e sua transmissibilidade.
Na Psicanálise, a pesquisa é compreendida como um ato de participação ativa, no qual o pesquisador não apenas observa, mas implica-se na construção de um saber que responda aos impasses atuais da instituição. Esta Rede consolida-se como um dispositivo de transmissão da psicanálise, sustentando que o rigor dos conceitos — em constante diálogo com a interdisciplinaridade — deve produzir marcas tanto na formação do analista quanto na qualidade do cuidado das estruturas institucionais. Convoca-se, assim, uma produção intelectual que não se encerra na teoria, mas que se renova no laço de trabalho e na formalização de uma práxis comprometida com a singularidade do sujeito diante das normatizações da saúde.
Neste importante ano de 2026, estaremos oferendo essa atividade em formato anual com uma proposta de trabalho especial que será apresentada na entrevista de acesso a atividade.

Atividade com acesso a partir de uma entrevista.

O percurso pela elaboração de uma metapsicologia do sujeito negro, de Isildinha Baptista Nogueira, e da concepção de uma...
02/02/2026

O percurso pela elaboração de uma metapsicologia do sujeito negro, de Isildinha Baptista Nogueira, e da concepção de uma categoria político-cultural de amefricanidade, por Lélia Gonzales, consistiu, até o momento, o trabalho de insistência da atividade em pensar e debater as questões da estruturação do racismo no Brasil, evidenciando algumas implicações que esta constatação exigem para uma formação em Psicanálise.

Portanto, nesta direção, “Tornar-se negro” de Neusa Santos Souza e sua investigação a respeito de uma “emocionalidade” construída histórico e socialmente na exigência de ascenção social do negro, com as consequências concernentes aos processos identificatórios que isso acarreta, passa a ser um lugar importante de leitura neste semestre.

Um amigo me pede que faça uma nota de falecimento em homenagem a Claudia Lemos.-Como podemos nos despedir de alguém que ...
31/01/2026

Um amigo me pede que faça uma nota de falecimento em homenagem a Claudia Lemos.

-Como podemos nos despedir de alguém que foi um pedaço tão importante de tantas vidas?

Muito se pode dizer de Claudia: que foi uma das fundadoras do IEL, fundadora do OUTRARTE, orientadora de gerações de acadêmicos que tiveram o privilégio de conviver com sua imensa cultura e sua generosidade para ensinar.

Foi também a analista de ouvidos atentos que formou muitos dos que hoje praticam a psicanálise, transmitindo com rigor o desejo que sustenta a clínica.

Viveu muitas vidas: professora, escritora, pesquisadora, mulher linda, elegante, mãe dedicada, analista, amiga.

A “indesejada das gentes” chegou e a levou consigo.

Ficamos todos menores, o mundo encolheu.

Lutou sempre o melhor combate! Vá em paz, guerreira!

Neste ano de 2026 tomamos como tema do nosso grupo de trabalho a angústia, a partir das leituras do Seminário 10, de Lac...
27/01/2026

Neste ano de 2026 tomamos como tema do nosso grupo de trabalho a angústia, a partir das leituras do Seminário 10, de Lacan, e da Paixão segundo G.H., de Clarice Lispector.

Nas coisas mais cotidianas da experiência de uma análise, a angústia está lá, e não somente para o sujeito que fala, mas também para o analista que ouve.
É preciso lembrar que, desde Freud, o que está em jogo em uma análise é a relação do sujeito com o desejo.
Momento em que nos encontramos na encruzilhada da angústia no labirinto do desejo. Não é coisa estranha a nós encarar esses caminhos cruzados com temor e encantamento. Pois é o instante em que cai a significação do que eu imaginava ser. A encruzilhada é lugar das incertezas, onde o saber ja sabido não nos serve para nos prevenir do risco das escolhas de uma nova posição, de uma nova ressignificação. Portanto, infere mobilidade para que o sujeito se desloque no espaço (corpo) e no tempo (fala). A encruzilhada é inquietante - e nos fascina. Em que se abrem no horizonte perspectivas de mundo. O que o desejo quer da gente é coragem.
Não se espera do analista que ele fale sabiamente do desejo, mas que fale com desejo do desejo.

Esperamos vocês!!!

É com alegria que seguimos com nosso grupo de leitura de Sigmund Freud. Esta é uma atividade que se caracteriza pela esp...
26/01/2026

É com alegria que seguimos com nosso grupo de leitura de Sigmund Freud. Esta é uma atividade que se caracteriza pela espontaneidade na escolha do texto a ser trabalhado, sendo orientada pelo desejo de cada apresentador, e não pela ordem cronológica da obra freudiana. Uma escolha sem script, que de forma subjetiva, marca o tempo da nossa associação.

Dessa forma, a transmissão da psicanálise se dá pela singularidade tanto daquele que apresenta — e que, de alguma forma, foi atravessado por determinado texto — quanto daqueles que fazem parte do público, que escolhem participar dos encontros, levando em conta que esse texto também os atravessou de alguma forma.

Os encontros serão mensais, às quintas-feiras, às 20h, de forma presencial e on-line.

Neste primeiro semestre de 2026, abriremos com a leitura de um texto fundamental, cuja discussão se faz não só atual, como necessária: Como se dá a formação do analista? A questão da Análise Leiga, texto de 1926, será nosso ponto de partida.

Contar com sua companhia, sua leitura e suas contribuições será um enorme prazer.

01/12/2025
Esta (mini) jornada é fruto da decantação de um ano de trabalho. Desde o instigante encontro com Isildinha Baptista Nogu...
25/11/2025

Esta (mini) jornada é fruto da decantação de um ano de trabalho. Desde o instigante encontro com Isildinha Baptista Nogueira que abriu nossas atividades, passando por diferentes seções clínicas e debates ocorridos ao longo das atividades de transmissão, notamos que o corpo reaparecia, insistia, colocava seus enigmas. A proposta para a jornada, então, surge a partir disso. Como podemos pensar o corpo na psicanálise? E o corpo da psicanálise? O que diferencia essas concepções de outros campos de saber? Quais implicações para a teoria e a clínica pode nos fornecer um pensamento sobre o corpo?
Essas são algumas questões que motivaram os trabalhos que serão apresentados.

Endereço

Rua Américo Brasiliense, 244/sala 61/Cambuí
Campinas, SP
13025-251

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