Cáritas Arquidiocesana de Campinas

Cáritas Arquidiocesana de Campinas A serviço da defesa dos direitos humanos e prática da caridade, especialmente junto às pessoas e populações mais vulneráveis e excluídas da sociedade.

Dia dos Avós: amor que acolhe e ensinaHoje celebramos o Dia dos Avós e a memória de São Joaquim e Santa Ana, reconhecido...
26/07/2026

Dia dos Avós: amor que acolhe e ensina

Hoje celebramos o Dia dos Avós e a memória de São Joaquim e Santa Ana, reconhecidos pela tradição cristã como os avós de Jesus.

Os avós guardam histórias, transmitem valores e oferecem um amor que atravessa gerações. Em seus gestos de cuidado, encontramos acolhimento, sabedoria e a presença de Deus.

Que São Joaquim e Santa Ana abençoem todos os avós, especialmente aqueles que enfrentam a solidão, a enfermidade ou a falta de recursos. E que nunca nos faltem respeito, carinho e gratidão por quem tanto já cuidou de nós.

Feliz Dia dos Avós!

“Vou criar novos céus e nova terra!”“Construirão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão seus frutos.” (Is...
15/07/2026

“Vou criar novos céus e nova terra!”
“Construirão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão seus frutos.” (Is 65,17.21)

“Novos céus, nova terra”, sociedade edificada na justiça, na garantia de que todos “construirão casas, e nelas habitarão” é a promessa de Deus que, fiel, fez com que seu Filho fizesse morada entre nós. Ao assumir nossa humanidade e morar entre nós (Jo 1,14), Jesus, o Verbo Divino, entra nessa morada, símbolo da fragilidade humana que hoje se revela também na precariedade das habitações. Inspirados no agir de Jesus, nosso agir deve tornar concreto nossos anseios de fraternidade. (CF 2026 - Texto Base: AGIR/PROPOR)

O agir pessoal nos leva a buscar condições mínimas de habitação para cada um de nós e para toda a família. Nossa primeira morada, o nosso corpo, precisa ocupar um local para viver e conviver com os outros. Este lugar digno, a moradia, deverá se tornar um lar, onde se cria um local de acolhida, segurança e pertença, onde as pessoas se relacionam com maior liberdade, se compartilha a vida, buscam-se restaurar as energias, descansar a cabeça e cultivar o amor em meio às diferenças.

O agir comunitário busca criar e manter o bem viver dos povos e o viver bem em comunidade. A realidade do lar se expande para uma casa maior, a comunidade, em que são tecidas relações de mútua ajuda e bem querer, em meio às adversidades, com um senso de uma família maior. Essa família maior cresce para uma casa fortalecida pelo bem comum, na construção de ações no âmbito da cidade e do Estado, com as políticas públicas, em vista da garantia dos direitos fundamentais, o que constitui o agir sociopolítico.

“Tanta gente sem casa e tanta casa sem gente”. É necessário conhecer a realidade do problema da moradia nos bairros e os desafios para garantir esse direito para todos, assim como compreender como uma moradia precária gera graves prejuízos para a vida humana como: adoecimentos e limitações para cuidados da saúde, baixo rendimento escolar das crianças, impossibilidade de descanso adequado para o trabalho, vários riscos físicos, conflitos familiares, entre outros que limitam o pleno desenvolvimento humano. Conhecer e compreender para apoiar, promover, participar de ações com atuações diretas junto às pessoas e às realidades.

A fé nos garante que o Reino já é dado em graça, mas só acontecerá se for construído, e esta construção tem um processo histórico, que exige a intervenção prática dos cristãos e dos homens de boa vontade.
Que a Virgem Maria e sua sagrada família intercedam por nós!

Celebramos São Pedro e São Paulo, testemunhas do Evangelho e inspiração para servir ao próximo.
28/06/2026

Celebramos São Pedro e São Paulo, testemunhas do Evangelho e inspiração para servir ao próximo.

Continuando nosso olhar sobre a questão da moradia, vemos com o coração e com os olhos da fé a realidade da moradia prec...
17/06/2026

Continuando nosso olhar sobre a questão da moradia, vemos com o coração e com os olhos da fé a realidade da moradia precária no Brasil, considerada como uma mercadoria cara de consumo individual ou familiar, um consumo compulsório pois ninguém pode viver sem moradia. Neste sentido, lembramos a exortação do Papa Francisco que nos convida: “não fiquem na varanda olhando a vida, mergulhe nela. Jesus não ficou na varanda, mergulhou.” (Christus Vivit, 174)

O Evangelho nos diz: “e a palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14), lema da CF 2026. Ele expressa a Encarnação, quando o filho de Deus assume a condição humana e vem morar entre nós, ser o “Emanuel”, Deus conosco.

No Antigo Testamento, a habitação do povo, também adotada por Deus no caminho do deserto, é a tenda. Jesus, o Verbo Divino, entra nessa morada, símbolo da fragilidade humana. Ele mora entre nós, mas especialmente entre os mais privados de direitos e dignidade. Na narrativa do nascimento de Jesus (Lc 2,1-20) vemos que o Menino foi reclinado numa manjedoura, pois “não havia lugar para eles na hospedaria”. Jesus nasce entre os que não têm lugar.

A cena do nascimento é um protótipo para todo o seu ministério, sendo solidário com os mais pobres e pregando nas periferias, na Galileia. Jesus também precisou se refugiar, “fugindo às pressas” por causa do poder de Herodes. A vida toda de Jesus é um forte apelo a encontrá-lo na vida de tantos que habitam nas inúmeras periferias geográficas e existenciais.

A casa na trajetória de Jesus também é vista como lugar no qual são estabelecidos vínculos de fraternidade, amizade e comunhão. A casa de Isabel e Zacarias é o lugar onde Maria estabelece laços de serviço e compaixão com sua prima. Jesus e os discípulos também eram convidados a entrar nas casas tanto dos consideraos justos, como daqueles considerados pecadores, tanto judeus como gregos, e comer com eles, como na casa de Zaqueu, num gesto de reconciliação que comunica a salvação. Jesus também ensinava e curava nas casas, sendo este, depois, o lugar das práticas catequéticas e celebrativas das primeiras comunidades.

Jesus era acolhido por seus amigos Lázaro, Maria e Marta. Ele também era anfitrião ao receber as pessoas em sua casa. Na sua época, havia muitas pessoas sem-teto, vulneráveis, que receberam dele o carinho, a compaixão, a solidariedade e a libertação da marginalidade.

Os Evangelhos nos ensinam que o amor a Deus é inseparável do amor ao irmão, e o amor fraterno é a marca fundamental e determinante do cristão. Que o Espírito Santo de Deus nos dê discernimento e coragem para ver e lutar pelos direitos fundamentais de cada pessoa.

Corpous ChristiEm cada gesto de acolhimento, o amor de Cristo se torna presença viva entre nós.
04/06/2026

Corpous Christi
Em cada gesto de acolhimento, o amor de Cristo se torna presença viva entre nós.

"Neste Dia das Mães, queremos celebrar o amor que cuida, protege e transforma. No coração materno, sempre há lugar para ...
10/05/2026

"Neste Dia das Mães, queremos celebrar o amor que cuida, protege e transforma. No coração materno, sempre há lugar para mais um. A Cáritas Campinas presta uma homenagem a todas as mães, e estende seu abraço e apoio a todas aquelas que, mesmo nas dificuldades, lutam por seus filhos com fé e coragem. Que o carinho de Nossa Senhora, a Mãe de todos nós, seja o conforto e a esperança de cada uma de vocês. "

Feliz Dia das Mães!

O lema da Campanha da Fraternidade nos lembra que ao nascer, Jesus não encontrou lugar na hospedaria. A partir da Palavr...
04/05/2026

O lema da Campanha da Fraternidade nos lembra que ao nascer, Jesus não encontrou lugar na hospedaria. A partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, a CF 2026 (Texto base – Iluminar) quer conscientizar sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos e corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual, compreendendo-a como uma necessidade essencial para o desenvolvimento humano integral e um direito social.

Inicialmente, a terra, dada por Deus, é vista como espaço a ser habitado e cultivado para garantir a dignidade humana e a convivência com as outras criaturas (Gn 1-2). Depois da libertação do Egito, dos 40 anos de vida no deserto (Ex 12-24) e da posse da Terra Prometida (Nm 20-36), surge a necessidade de fixar-se num determinado lugar.

O acúmulo de terra na mão de um determinado grupo sempre foi uma preocupação e uma tentação do povo de Israel. Por isso, são constantes os relatos sobre a distribuição da terra (Js 13-21; Ez 48). Acumular terras e riquezas não fazia parte do plano de Deus. O direito a moradia era muitas vezes negado, por isso os profetas criticam (Mq 6,9-16) àqueles que, para manter seu luxo, com casas de marfim, de verão e de inverno (Am 3,15), exploram os indigentes, que não têm onde morar (Am 4,1), denunciando inclusive o roubo das casas dos pobres. Essas formas de se apoderar da moradia do outro são um desrespeito à dignidade do ser humano, ao seu direito, e um pecado estrutural, sobretudo quando estão envolvidos grandes proprietários de terra, juízes e o próprio rei ou dirigente de um determinado local. As denúncias se referem também às leis injustas e à cobrança de tributos excessivos. Além do endividamento e das injustiças, as pessoas perdiam suas moradias quando migravam à procura de melhores condições de vida, sobretudo em períodos de seca e de fome, como é o caso da família de Jacó (Gn 46) e de Noemi (Rt); o mesmo acontecia em época de guerra e exílio quando perdiam suas casas, suas famílias, sua cultura, tradições e a forma de se comunicar.

Essa situação inspirou a esperança de um novo céu e uma nova terra (de uma nova criação), na qual haveria a convivência harmoniosa na terra, conforme anunciam os profetas acerca da volta do exílio e da era messiânica: “vão construir casas e nelas morar, plantar vinhas e consumir seu fruto” (cf. Is 65,16b-25; Am 9,14-15).

Que Deus nos ajude a reconhecer no outro um irmão, uma irmã e assim nos tornar próximos daqueles que vivem à margem, sem casa, sem terra, sem cidade.

Neste 1º de maio, inspirados por São José Operário, celebramos o valor de cada trabalhador. Que Deus abençoe as jornadas...
01/05/2026

Neste 1º de maio, inspirados por São José Operário, celebramos o valor de cada trabalhador. Que Deus abençoe as jornadas e nos fortaleça na luta por trabalho digno, justo e humano.

Em tempos difíceis de violência, guerra, morte e escuridão, celebrar a Páscoa de Jesus Cristo é reacender a luz da fé na...
05/04/2026

Em tempos difíceis de violência, guerra, morte e escuridão, celebrar a Páscoa de Jesus Cristo é reacender a luz da fé na vida nova que ressurge da morte!
Votos e preces de Santa Páscoa a todos.

A Campanha da Fraternidade inspirada no lema “Ele veio morar entre nós” tem como objetivo geral “Promover, a partir da B...
03/04/2026

A Campanha da Fraternidade inspirada no lema “Ele veio morar entre nós” tem como objetivo geral “Promover, a partir da Boa-nova do Reino de Deus, em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna como prioridade e direito, junto aos demais bens e serviços essenciais a toda a população”.

O direito à moradia está previsto na Constituição Federal (1988): “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Percebe-se que o direito à moradia vem acompanhado dos demais bens e serviços essenciais. Cabe, pois, ao poder público, em todas as suas instâncias, promover programas de construção e melhoria de habitação da população. Cabe, por sua vez, à Igreja, guardiã da dignidade de toda pessoa humana, denunciar profeticamente quando este direito fundamental está sendo negligenciado, sendo voz dos que não têm voz.

O Brasil é um país rico, porém desigual e o direito à moradia precisa se tornar prioridade. Assim como produzimos alimentos para o mundo, temos riqueza suficiente para que todos vivam dignamente em suas casas, mas essa riqueza não está a serviço de todos, está nas mãos de poucos. No Brasil, o maior gasto do orçamento (43% em 2024) destina-se ao pagamento de juros da dívida pública enquanto os recursos destinados às políticas sociais são sempre limitados e insuficientes.

A CF convocar a todos para “promover a moradia digna como prioridade e direito”, quer inverter essa lógica. Sem terra e trabalho, não haverá teto. Sem terra, teto e trabalho, não haverá dignidade.

Jesus veio morar entre nós e nos ensina o valor da dignidade humana. Que nesta Quaresma Deus nos dê a graça de um arrependimento sincero e da conversão de nossas atitudes.

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