Coletivo A Rua Tem Voz

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O Coletivo tem como foco mitigar a dor do morador de rua na cidade de Campinas oferecendo alimentação, higiene e autonomia com um projeto de economia solidária e um espaço de voz para os invisíveis

Todo texto que escrevo carrega um tom muito pessoal. Atualmente, estou em um projeto de uma edtech que oferece formação ...
15/08/2026

Todo texto que escrevo carrega um tom muito pessoal. Atualmente, estou em um projeto de uma edtech que oferece formação para pessoas que trabalham em comunidades terapêuticas. Conversando com meu chefe, pensei: "Poxa, a gente precisa de um blog!".

Eu gosto de escrever, sou desenvolvedor e vivo com o Transtorno de Uso de Substâncias (TUS). Acho até que a minha formação principal seja essa: a de um virador que não desistiu, um "cabeleira" que conseguiu entrar no carro. Um sobrevivente.

Músicas e filmes geralmente dão o contexto da minha vida; eles permeiam meu dia a dia com frases e cenas. Recentemente, andei assistindo a alguns bons filmes sobre o assunto, o TUS.

*Mercador de Corpos* é um deles. A obra mostra como o tratamento virou um negócio lucrativo nos Estados Unidos, com um olhar bem pragmático sobre o quanto a grana manda e como entramos em portas giratórias sem ao menos nos darmos conta. Eu passei por mais de vinte comunidades terapêuticas, uns trinta psiquiatras e várias clínicas no percurso. Vivenciei abusos variados em meio à eterna chama que queima no coração da família — a vontade de salvar e proteger —, e foi justamente nesse processo que as violações à minha alma e ao meu corpo aconteceram.

Outro filme que vi foi o do lutador, aquele do *Pride*, que concorreu ao Oscar. Traz mais sentimento, mas foca na mesma dor recorrente do uso e das relações humanas que compõem a vida de pessoas como ele, como eu e, quem sabe, como você.

Mas o melhor que já vi sobre TUS é *Magnólia*, de Paul Thomas Anderson. Para mim, é a sua obra-prima, cheia de referências que só os cinéfilos mais atentos não deixam passar. Sugiro que assista e preste atenção aos números que aparecem e às suas parábolas.

Pois é, pessoal, a arte salva. Ela dá uma nova compreensão para as dores do mundo. Como diria um novo amigo meu, que tem me ensinado sobre meditação e que deve sentar com seus filósofos prediletos (Epicuro, *I guess*): a m***a respingou para todos. Você não é o "menino especial" que recebeu todas as dores do mundo. Lide com elas e, sobretudo, saiba que há muito menos sob o seu controle do que você imagina, especialmente se não mudar essa mecânica de estar eternamente reagindo.

E é exatamente por isso que esse projeto sobre o TUS é o meu bebê, meu iaiá, meu ioiô!

Não temos todas as respostas aqui. Temos, sim, algumas boas soluções já validadas, é verdade, mas também trazemos um pacotão interminável de perguntas para fazermos em conjunto, buscando viver melhor.

Torço para que você embarque conosco nessa, dividindo suas dúvidas e pensamentos. A vida é um sopro; bora aproveitar essa brisa com menos grilhões?

**Trilha sonora do texto:** Djonga.

05/08/2026

incrível esse aqui

01/07/2026
01/07/2026

28/06/2026

Mulheres de botas longas e calça jeans no estilo cowboy tomaram outra conotação depois da polarização. Achava muito sexy...
17/05/2026

Mulheres de botas longas e calça jeans no estilo cowboy tomaram outra conotação depois da polarização. Achava muito sexy e a referência mais quente que eu tenho é de uma menina no mato grosso do sul andando na linha do trem assim, balance de fuzuê como diz o outro, ela devia ter uns 16 ou 17 e eu uns 20 ou 22 anos.

Enquanto ela se movia, aparentemente esperando  algo ou só gastando energia, meus olhos seguiam aquela mulher. Era fim de dia, o sol se pondo, fiquei apaixonado. Paixão demorada de anos, eu ia aonde ela estava, revisava as esquinas em que nós encontrávamos esquadrinhando tudo, ela tinha namorado, eu me relacionava com uma mulher, nada sério, namorico.

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Hoje esses apps de dating me mandam exatamente esse perfil, uma mulherada bonita e cheia de senões.

Se for assim clica no x

Se não for cristão clica no x

E um papo meio meritocrático, falando de virtudes e virtudes mil.

Então, sempre que vem um push pra sugestão de relacionamento eu dou uma checada.

E o algoritmo falha fodidamente quase sempre, em 90 ou 95% das vezes.

Pátria, meritocracia, não fuma, não bebe, não tem filho e é de Jesus com uma foto de botinhas, calça jeans e chapéu de vaqueira. Não são boas ou ruins, mas tantas verdades em menos de 150 caracteres e o papo de Jesus pra dar liga me assustam.

Ainda prefiro aquela menina de 16 anos lá no MS ou a ideia que segue junto daquela menina, que hoje deve estar perto dos 40.

A ideia é simples, a vida é um sopro, bora ver o mundo.

E essas chatinhas do universo, sem brilho e cuspindo virtudes me fazem ler os 100 ou 150 caracteres cheio de verdades absolutas e virtudes.

E nisso eu passo alguns minutos do dia.

Quase que Invariavelmente saio frustrado, das boas mulheres, dessas que sangram e gritam, que fumam ou bebem e gostam de forró e gente eu tenho encontrado poucas, das que falam de música, livros e de relações singelas e boas quase não vejo.

Muito pouco mudou na minha régua desde aquela pequena de 16 ou 17 lá no MS, Será que eu jogo fora meu tempo não escolhendo essas mulheres de botas longas e calça jeans cheias de senões?

Sinto que não.

A vida é um sopro.

Pois é, foram quatro casamentos antes dela nascer, e eu seguia o mesmo egoísta filho da p**a de sempre.Pensei nisso enqu...
17/05/2026

Pois é, foram quatro casamentos antes dela nascer, e eu seguia o mesmo egoísta filho da p**a de sempre.

Pensei nisso enquanto ela quebrava as coisas da casa, me amaldiçoada e dizia que ia me deixar.

Acolhi todo o ato, era como um filme de roteiro ruim, ou dessas músicas que tem um refrão chiclete que f**a na tua cabeça por mais que tente se livrar do lixo que você replica, contra própria vontade.

Decidi aceitar, ajudei ela a arrumar a mala e chamei o Uber. Verso, verso e refrão.

Então lembro do relacionamento anterior.

“Não te quero nunca mais na minha vida!”

Mais uma, menos uma.

Não é que eu não sinta, nem que não ame. Eu só percebo que sou egoísta demais, que não aprendi a dividir.

Tenho pensado e olhando as mães com maior interesse, problemas tem família grande como dizia o Leminski, então porque  não arrumar um cacho com cachinhos e filhos?

Parece um nó enorme, quem sabe assim saia desse desejo suicida de amar todas as mulheres, e de não ser nada além de um pouco de paixão e um resto todo de egoísmo.

O Uber chegou, mais uma ou menos uma.

Tem dias em que a vantagem não está no que a gente ganha, mas no que a gente deixa de perder. Sigo observando o que tenh...
11/05/2026

Tem dias em que a vantagem não está no que a gente ganha, mas no que a gente deixa de perder. Sigo observando o que tenho feito com a minha raiva e percebo que o "apagamento" momentâneo já não cabe mais aqui. Seria como fugir de um tempo e espaço que lutei muito para habitar.

Em datas como hoje, que remetem ao que construí a partir das ausências e dos reencontros, a escolha natural seria o caos. Mas escolhi a refeição, o pé no chão, o acolhimento das oportunidades. Correr daquela persona "meio homem" que a urgência cria me abriu portas para conexões reais, dessas que só acontecem quando a gente decide não sumir.

Sigo em busca de manter o brilho em lugares que antes pareciam cinzas demais, transformando movimento em autonomia. Como dizem os amigos de lá: "E lá se vai, mais um dia".

Pois é, mon ami... sonhos não envelhecem. ✊✨

11/04/2026

“Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho, deixem que eu decida a minha vida”

Esse trecho da música “comentário a respeito de John” é bem explícita nas referências, sabemos que o Belchior falava da Yoko, do Lennon e da angústia que ele sentia com sua relação emocional/musical só que música tem dessas coisas, das nossas traduções.

Hoje pensei nessa frase e imaginei que nesse pedido de que deixem que eu decida a minha vida está muito mais pra mim nas vozes que ecoam aqui na minha cabeça. E, me propondo a ir um pouquinho mais fundo, quanto da compreensão do Belchior para o momento do Lennon, não tinha do mesmo perceber que eu tenho, de que embora ele dissesse que queria decidir por sua vida, ele não sabia exatamente o que escolher.

As vozes são assim comigo, elas dizem muito sobre o que fazer, e como seguir. Não é intuição, é reação. Confundem e me isolam acuado.

Quero matar pessoas, quero pôr fogo em corpos vivos e mortos, quero desligar e dormir.

Quero que saiam do caminho, que encerrem como fatura paga no débito.

22/03/2026

O corre do dia-a-dia porque as lutas são feitas pelos povos e pra que elas aconteçam você precisa conclamar sempre.
Conclamar sair da lama enquanto inflama o mundo!


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Rua Dos Guainumbis, 431 Vila Costa E Silva
Campinas, SP
13081530

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