Coletivo A Rua Tem Voz

Coletivo A Rua Tem Voz Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Coletivo A Rua Tem Voz, Organização não governamental (ONG), Rua dos Guainumbis, 431 Vila Costa e Silva, Campinas.

O Coletivo tem como foco mitigar a dor do morador de rua na cidade de Campinas oferecendo alimentação, higiene e autonomia com um projeto de economia solidária e um espaço de voz para os invisíveis

11/04/2026

“Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho, deixem que eu decida a minha vida”

Esse trecho da música “comentário a respeito de John” é bem explícita nas referências, sabemos que o Belchior falava da Yoko, do Lennon e da angústia que ele sentia com sua relação emocional/musical só que música tem dessas coisas, das nossas traduções.

Hoje pensei nessa frase e imaginei que nesse pedido de que deixem que eu decida a minha vida está muito mais pra mim nas vozes que ecoam aqui na minha cabeça. E, me propondo a ir um pouquinho mais fundo, quanto da compreensão do Belchior para o momento do Lennon, não tinha do mesmo perceber que eu tenho, de que embora ele dissesse que queria decidir por sua vida, ele não sabia exatamente o que escolher.

As vozes são assim comigo, elas dizem muito sobre o que fazer, e como seguir. Não é intuição, é reação. Confundem e me isolam acuado.

Quero matar pessoas, quero pôr fogo em corpos vivos e mortos, quero desligar e dormir.

Quero que saiam do caminho, que encerrem como fatura paga no débito.

22/03/2026

O corre do dia-a-dia porque as lutas são feitas pelos povos e pra que elas aconteçam você precisa conclamar sempre.
Conclamar sair da lama enquanto inflama o mundo!


06/03/2026

Abrem se is caminhos

-cps.social

22/02/2026


Covarde!Eu, que vitimizo a p***a toda recebo respostas pra esse chororo que eu faço na caminhada, no dia-a-dia.Mudou um ...
22/02/2026

Covarde!

Eu, que vitimizo a p***a toda recebo respostas pra esse chororo que eu faço na caminhada, no dia-a-dia.

Mudou um casal pra cá, hoje de manhã a moça veio no portão e eu tinha acabado de chegar, de virote, cabeça cheia não dei muita atenção, ela perguntou sobre a água, eu disse que nessa rua era melhor, mas que morei no portal do inferno três ruas acima e lá sim, água era como no sertão do nordeste.

Fui dormir.

Acordei às 15h, alimentei as crias, paguei uma ducha e fiz um café. Coloquei Djonga pra tocar.

“Tá pra nascer

Alguém que faça essa guerra parar de fazer sentido pra mim.

Tá pra nascer…”

Chegam as duas meninas do casal no portão, pedem água, ou melhor, vejo a garrafa na mão delas e falo.

Vcs querem água né?

E elas comunicativas e espertas já começaram a papear.

Sim, acredita que tem três dias que a gente não toma banho?

Falei que imaginava que sim, e balancei a mão na frente do nariz como se estivesse mandando o fedor pra longe, elas riram largo.

“Seu cachorro morde?”

Morde nada, é cachorra, o nome dela é Marimar, mas ela odeia esse nome grande  pede pra chama la de Mari.

Elas riram novamente…

Peguei os galões, pedi pra Mari fazer companhia pra elas e fui até o tanque, enquanto enchia as garrafas, eram no total nove litros para cinco pessoas, voltei com os galões e fui até o portão deles.

O marido tava sentado na frente da casa, o  filho mais novo com a mãe, dentro da casa.

Convidei eles para tomar banho, voltei pra casa, fui na mesa onde estava os itens que eu tinha ganhado da cesta básica.

Dividi em dois o que usava, mandei tudo pra eles do que usava, como farinha de trigo e açúcar, pensei em bolos e pães, crianças são do mundo, dizia meu pai, eu replicou em fala e ação sempre.

“Se o sol nascer quadrado 

eu sei não foi pecado

é que uns mudou de lado e eu não me rendi”

Levo na casa deles, perguntar se eles precisavam ou não era irrelevante, eles precisavam e eu sabia, sintonia fina? P***a nenhuma, só atento as evidências. As crianças são do mundo, replica meu pai na minha mente, eu complemento.

Os bichos também.

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20/02/2026

.oficial
Estive aqui hoje, a primeira dica veio de um pop rua, encostei e perguntei: salve mais velho, aqui nessa cantoneira aonde eu consigo vender meus livros sem criar problema. Ele disse.
Vai ali no Dogão.
Assim eu fiz.
Encostei no mano que tava de uniforme e dei o papo.
Tô desempregado será que você libera de eu trocar uma ideia com o teu público, vou chegar na postura, pedindo permissão pra ter o tempo da pessoa se ela disser que não agradeço e saio fora.
Ele não entendeu consultou o patrão ou responsável, o negão, que foi quem o mais velho disse pra eu falar, ele disse. Só depois das 11:30h. Pega a visão, ele não compreendeu mas abriu a porta, era perto de 10 da noite e já achei isso legal. Mas precisava de mais do que um dog e expliquei.
Quando ele entendeu que eu ia apresentar o app e vender meus livros só disse:
Vai lá!
Tá vendo, pura positividade.
Mano, quero deixar um salve pra quem igual eu bate palmas se precisar pra não passar fome. Em lugares como esse em que ama pop rua não é tirada como lixo a gente precisa cuidar e preservar. Não usa aqui o meu rolê pra derramar feiúra, sempre que forem vender algo consultem o dono do estabelecimento, sejam educados não importa o veneno que estejam e sigam no leve e fluído.
Vai ter escrotos, sem dúvida, só não se permita ser um deles.
E isso cabe pra todos os lados.
É noix!

20/02/2026

Bora ver no que dá o teste do app
Será que eu encontro comida aqui dos coletivos?
Será que corro risco oferecendo meus livros pra vender na frente dos comércios?
Será que eu logro êxito ou arrumo problemas?
Veremos!


18/02/2026

Esse vídeo é um desabafo,.pensando que vocês de fato nunca me incluíram como apoio pra o fortalecimento da causa da pop rua porque esse é talvez para vocês "um mal menor" eu vou seguir falando do assunto.
A pauta?
Um conselho consultivo no whatsapp para, com os dados coletados pelo jogo, pensar em políticas públicas com ações mais eficientes.
O PROJETO
caminhos-cps.social visitem!!!
As respostas, ou melhor, o feedback confirmando ou declinando o pedido?
NINGUÉM!

Estou meio cansado desse jogo, sabe aquele som do Djonga - Fome

O melhor não é aquele que sempre acerta
Mas sim o que aproveita o erro do adversário
Se eles dormem, eu nem pisco e
Não é só porque o olho não fecha que sou visionário
O lobo se tornou cachorro pra não ser caçado
Por isso nóis queria sentar na mesa dos boy
Nessa aí que alguns irmão foram domesticado
Na coleira do vilão, gritando: Meu herói
Não confio nem no espelho, é que ele é ao contrário
A imagem que me dá não é o que eu represento
Eu não vou trocar o moleque que só pensa em dançar
Por um adulto covarde que só pensa em sustento
Mudar minha realidade era uma causa urgente
Mudei, então me chame de Santo Expedito
Já fiz pra alimentar nossas bocas
Hoje eu faço pra alimentar minha alma e meu espírito

Juro que ainda tenho fome, mano.

A Máquina que nos Desumaniza: O "Cesto Podre" e a Vida na RuaSalve, família. Já se perguntou por que, às vezes, uma pess...
17/02/2026

A Máquina que nos Desumaniza: O "Cesto Podre" e a Vida na Rua

Salve, família. Já se perguntou por que, às vezes, uma pessoa que deveria estar ali para servir ou proteger acaba agindo com tanta crueldade? Por que o "Rapa" leva o seu cobertor no frio ou por que a burocracia parece um muro feito para te barrar?
Existe uma ideia chamada "Efeito Lúcifer" (do pesquisador Philip Zimbardo). Ela diz que não existem apenas "maçãs podres" (pessoas más), mas sim "cestos podres" (sistemas e instituições ruins). Quando uma pessoa entra para trabalhar em uma instituição que nos enxerga como "invisíveis" ou "incômodos", essa instituição molda o comportamento dela até que ela perca a empatia.
O Sistema que Cria o Inimigo
A nossa realidade nas ruas de Campinas é marcada pela pobreza estrutural, que nada mais é do que uma "dívida social deliberada". Isso significa que o abandono não é um erro, é uma escolha de quem governa.
Quando o Estado e a sociedade praticam o que os estudiosos chamam de "apartação social", eles param de nos ver como seres semelhantes. Passamos a ser vistos como "seres à parte", o que justifica a falta de políticas públicas e, pior, legitima a violência.
A Violência que vira "Regra"
A violência que sofremos não é um caso isolado; ela é institucionalizada. Veja os exemplos:
• O "Rapa" (Zeladoria Urbana): Agentes públicos levam pertences pessoais, colchões e até documentos, tratando tudo como se fosse "lixo".
• Aporofobia: É o nome chique para o medo e a aversão ao pobre. Ela se manifesta em prédios com espinhos nas calçadas (arquitetura hostil) ou no segurança que te expulsa da tomada onde você ia carregar o celular.
• Estresse Burocrático: Exigir agendamento online para quem não tem celular ou cobrar comprovante de endereço de quem mora na rua são formas de nos manter "desinseridos" do sistema.
O Mapa não é o Território
Como diz o historiador Hakim Bey, o "mapa" que o governo usa é uma abstração que não cobre a vida real. O poder público ignora a nossa "geografia da sobrevivência". Eles não sabem onde dói a fome ou o peso de carregar um carrinho de reciclagem o dia todo.
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Perfeito, Daniel.Aqui vai a versão pra Instagram, adaptada com ritmo de leitura, quebra de parágrafo natural e uma estru...
12/10/2025

Perfeito, Daniel.
Aqui vai a versão pra Instagram, adaptada com ritmo de leitura, quebra de parágrafo natural e uma estrutura de impacto — início que prende, meio que dói, fim que provoca reflexão. Mantive tua linguagem, seca e verdadeira:

12 de outubro.
Dia das Crianças.

Saio de casa às sete da manhã pra trabalhar.
Na frente do espaço onde vai ter a festa, um monte de criança já tá lá.
Arrumadinhas, animadas, esperando.

Mas não tem nada.
Nem som, nem barraca, nem presente.
Só as crianças. Esperando.

E isso me desmonta.
Porque o meu bairro, o Clube Santa Clara, é aquele tipo de lugar onde a esperança chega antes da estrutura.
Onde a alegria vem de teimosia, não de recurso.

Enquanto uns bairros se preparam pra distribuir brinquedo caro e algodão doce colorido, aqui as crianças estão descalças, rindo entre si, inventando alegria onde o Estado esqueceu de chegar.

E é isso que me pega.
Porque os mesmos lugares que contratam a gente pra servir, limpar e carregar... são os que nunca olham de volta pra onde a gente mora.

A cidade é dividida: uns colhem, outros carregam.
Mas o riso das nossas crianças — esse não se apaga fácil.

Queria ver o Santa Clara diferente.
Queria ver respeito, justiça e as coisas feitas com mais jeito.
Queria ver o sorriso delas sendo resposta, não pedido.


Aqui está a nova versão da postagem, pronta para marcar a  no Instagram:🌸 Dia das Mulheres com Alero Veg na Feira de Bar...
08/03/2025

Aqui está a nova versão da postagem, pronta para marcar a no Instagram:

🌸 Dia das Mulheres com Alero Veg na Feira de Barão! 🌸

Nos dias 08 e 09 de março, todas as mulheres que almoçarem na barraca da terão 15% de desconto nos pratos do dia!

🥗 Pratos do Dia 🍛
🍄 Chilli Beans de Cogumelos + Arroz + Farofa + Batata Palha – R$ 30
🍆 Lentilha com Berinjela e Cogumelos + Arroz + Farofa + Batata Palha – R$ 30
🥗 Salada de Macarrão com Legumes e Cogumelos ao Molho Preto – R$ 30

🔥 Assados Especiais
🧀 Creme de Queijo Cheddar Vegano – R$ 12
🎃 Kibe de Cabotiã com Shimeji – R$ 15
🍔 Hambúrguer de Grão de Bico – R$ 15
🌽 Cuscuz Paulista com Shimeji – R$ 15

🥤 Bebidas
💧 Água – R$ 3
🥤 Refrigerante e sucos – R$ 6

✨ Venha celebrar essa data especial com a gente!
📍 Feira de Barão | Apresente essa arte e garanta seu desconto!



Se quiser, posso criar um design com essa arte para postar no Instagram.

Endereço

Rua Dos Guainumbis, 431 Vila Costa E Silva
Campinas, SP
13081530

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