Coletivo Ubuntu

Coletivo Ubuntu Somos um coletivo de pessoas comprometidas com a luta contra o racismo e a intolerância religiosa.

Pelo respeito à liberdade religiosa, à diversidade e à justiça!O Coletivo Ubuntu –  vem a público manifestar seu mais pr...
04/08/2025

Pelo respeito à liberdade religiosa, à diversidade e à justiça!

O Coletivo Ubuntu – vem a público manifestar seu mais profundo e veemente repúdio às falas proferidas pela vereadora Ana Paula Lopes (PL), da cidade de Lins, vazadas em áudio no dia 1º de agosto de 2025.

No referido áudio, a parlamentar, que também se apresenta como pastora, articula uma visão absolutamente discriminatória ao afirmar que outras religiões — especialmente de matriz africana — e a comunidade LGBTQIAPN+ não agradam a Deus, associando-as à figura do “inimigo” e colocando a presença dessas expressões culturais e sociais como uma “brecha para Satanás tomar posse da cidade”.

Trata-se de uma fala intolerante, criminosa e incompatível com os valores de uma sociedade democrática e plural, que respeita a diversidade religiosa, a liberdade de expressão e a dignidade de todas as pessoas, como garantido pela Constituição Federal de 1988.

Não se trata de um mal-entendido. Trata-se de intolerância religiosa, de LGBTfobia e da propagação de discursos de ódio por parte de uma autoridade pública, o que configura possível crime previsto no Código Penal Brasileiro e na Lei nº 7.716/89 (Lei do Racismo), recentemente ampliada para incluir a criminalização da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

Rechaçamos a tentativa de suavização por meio de nota de “retratação”, que se limita a alegar “mal-entendido” e “fora de contexto”, ignorando a gravidade e o impacto social da fala. Pedimos que a vereadora responda judicialmente por suas palavras, em respeito às comunidades atingidas e aos princípios de justiça e reparação.

É inadmissível que alguém eleito para representar toda a população de uma cidade use seu espaço e influência para alimentar a segregação, fomentar o medo e tentar limitar o exercício pleno de cidadania de grupos historicamente marginalizados.

O Coletivo Ubuntu exige:

A apuração imediata da conduta da vereadora pelo Ministério Público;

O posicionamento oficial da Câmara Municipal de Lins com medidas compatíveis com a gravidade do caso;

A solidariedade ativa e apoio há todas lideranças políticas, sociais e religiosas comprometidas com a democracia e os direitos humanos da cidade de Lins..

Seguiremos de pé, com coragem, como nossos ancestrais nos ensinaram, lutando por uma sociedade onde ninguém seja silenciado, violentado ou invisibilizado por ser quem é.

UBUNTU: eu sou porque nós somos. E juntos, seguiremos quebrando as correntes.

Endereço

Cafelândia, SP

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