08/10/2025
📢 NOTA DO INTERSINDIS – REPOSIÇÃO DE AULAS EM CAETÉ
O Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos Municipais da Região Central de Minas Gerais (INTERSINDIS) reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das servidoras e servidores da rede municipal de ensino de Caeté.
Desde o início do ano, o Sindicato acompanha com atenção a determinação de reposição de aulas aos sábados, adotada pela Secretaria Municipal de Educação, e vem questionando formalmente a base legal que sustenta essa prática.
Em junho de 2025, o INTERSINDIS encaminhou ofício ao Município de Caeté solicitando esclarecimentos sobre qual seria o fundamento jurídico que autoriza a recomposição de jornada, considerando que, embora a CLT admita diferentes formas de compensação, todas exigem previsão expressa em norma formalmente válida — o que, no caso da Administração Pública, somente pode ocorrer mediante lei aprovada pelo Poder Legislativo, não sendo suficiente decreto, portaria ou ato administrativo.
Até o momento, não foi localizada nenhuma lei municipal vigente que institua sistema de compensação de horas, e a resposta enviada pela Prefeitura (Ofício nº 173/2025) limitou-se a citar genericamente a CLT, sem apresentar qualquer norma municipal específica que autorize a prática.
Importante destacar que, por se tratar de ente público, não é possível qualquer forma de compensação tácita, informal ou imposta por ato administrativo, ainda que o § 6º do artigo 59 da CLT trate dessa hipótese para o setor privado. A Administração Pública está sujeita ao princípio da legalidade, que exige autorização expressa em lei.
Diante disso, o INTERSINDIS informa que já reúne toda a documentação necessária para adoção das medidas judiciais cabíveis, objetivando o pagamento das horas extras decorrentes das reposições realizadas sem respaldo legal.
Reiteramos que o Sindicato atua nesse tema desde o início do ano, com acompanhamento técnico e jurídico permanente, e que as providências estão sendo tomadas de forma responsável e transparente.
Convidamos todas as professoras filiadas e demais profissionais filiados da educação que se sintam prejudicados pelas reposições compulsórias a nos procurarem.