A Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense é uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, com sede no município de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo. A entidade foi fundada em 28 de novembro de 2001 por iniciativa dos seus grupos associados com a finalidade de manter vivas as tradições seculares das manifestações folclóricas que representa. Tem
os como missão preservar o patrimônio imaterial cachoeirense através de ações educativas, de difusão e de salvaguarda.
2000 e 2001
A história da Associação de Folclore iniciou entre os anos de 2000 e 2001 com o trabalho de inventário dos grupos de patrimônio imaterial de Cachoeiro feito pelos pesquisadores Genildo Coelho Hautequestt Filho e Isabel Cristina de Almeida Bastos que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, através do Secretário Higner Mansur. No dia 28 de novembro de 2001 oito grupos reuniam-se no Bernardino Monteiro para criar a Associação que teve como primeira presidente eleita a Mestra de Bate Flechas de São Sebastião Niecina Ferreira de Paula Silva, mais conhecida como Dona Isolina, que geriu a Associação até o ano de 2006 quando foi sucedida pelo mestre de capoeira Aldeci Gomes da Silva.
2002
No dia 30 de novembro de 2002, com apoio da Secretaria Muncipal de Cultura e do Secretário Álvaro Scalabrin, realizamos a primeira grande ação de visibilidade dos grupos de patrimônio imaterial de Cachoeiro o 1º Furdunço, evento que contou com a participação de mais mil pessoas de 30 grupos de Cachoeiro e municípios vizinhos quando foi redigida a carta aos prefeitos da região. O resultado dessa ação foi a aprovação da Lei número 5.388 de 17 de dezembro de 2002 que instituiu o Registro do Patrimônio Vivo de Cachoeiro de Itapemirim atualmente conhecida como “Lei João Inácio”.
2008
Embora importantes ações de consolidação da entidade e de seus grupos associados tenham sido efetivadas durante os sete primeiros anos de existência da Associação, foi somente a partir da gestão da Mestra de Caxambu Maria Laurinda Adão, em 2008, que a entidade começou a se profissionalizar estabelecendo parcerias com todas as esferas de governo, com outras entidades e também com empresas privadas. Entre os anos de 2008 e 2014 a Associação realizou 81 projetos totalizando R$ 1.449.646,14 (um milhão quatrocentos e quarenta e nove mil seiscentos e quarenta e seis reais e quatorze centavos) captados que beneficiaram direta e indiretamente todos os grupos associados. Nesse período foram realizadas diversas oficinas de transmissão de saberes, tendo como objetivo reconhecer e valorizar os mestres do patrimônio imaterial cachoeirense, foram produzidos livros, documentários, CDs e folhetos, tendo como objetivo difundir nosso patrimônio imaterial, eventos culturais receberam aporte financeiro e foram adquiridos instrumentos musicais e indumentárias para a grande maioria dos grupos associados. Além de tudo isso foi implementado um projeto de incentivo a leitura com a criação de três bibliotecas comunitárias, o Ponto de Cultura do Folclore e o incentivo a produção de artesanato tradicional.
2015
No ano de 2015, na gestão do Mestre de Folia de Reis Wilson Diniz Cecon, foram realizados sete projetos totalizando R$ 184.359,84 (cento e oitenta e quatro mil trezentos e cinquenta e nove reais e oitenta e quatro centavos) captados para as ações da Associação.
É importante ressaltar a importância do associado Genildo Coelho Hautequestt Filho na elaboração, captação de recursos e gestão da grande maioria dos projetos desenvolvidos pela Associação, principalmente a partir do ano de 2008 e também de diversos parceiros associados ou não como Dário Eustáquio Dias, Diego Scarparo Barbieri, Luan Faitanin Volpato, Maria Elvira Tavares Costa, Isabel Cristina de Almeida Bastos, Rosângela Venturi Barros, Renilson Chagas, Rozinês Machado Lima e Waguinos Pirovani Merenciano.