Com a alma e os pés calcados no princípio da DEMOCRACIA DE BASE, várias lutas cotidianas foram travadas, e o histórico movimento do início de 2017 trouxe consigo novos integrantes, especialmente nas figuras dos delegados sindicais. Levar à radicalidade o princípio ético de INDEPENDÊNCIA em relação a partidos e da ESCUTA aos sofrimentos e aspirações cotidianos vivenciados nos locais de trabalho não
são desafios pequenos – e nem todos conseguiram manter-se junto, na luta independente e autônoma. O contexto político e econômico nacional e os novos desafios advindos do tempo de pandemia deixaram evidentes o que este grupo já sabia: NA LUTA POR CONDIÇÕES DIGNAS DE TRABALHO, NA DEFESA INTRANSIGENTE DO SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE E DO DIREITO À CIDADE PARA TODAS AS COMUNIDADES, OS TRABALHADORES SÓ TÊM A SI PRÓPRIOS. Não há mestre salvador, não há respeito senão aquele conquistado. Só temos a nós – e nós por nós, resistindo e lutando, no ombro a ombro, amassando o barro para fazermos um mundo mais justo, é a nossa única opção. E foram dos laços de companheirismo criados nas lutas, nas resistências e nos estudos conjuntos que nasceu nosso coletivo “NÓS POR NÓS – RESISTIR E LUTAR”. Para muito além de uma chapa num processo eleitoral para gestão de nosso SIMCA, “Nós por Nós” vem propor a manutenção de nosso Sindicato como ferramenta imprescindível na defesa de nossos interesses de classe e que tal defesa só pode prosperar através dos métodos de ação direta, auto-organização, autonomia em relação a governos e independência de partidos políticos – tal como a categoria estabeleceu em nosso Estatuto. O sindicalismo que acreditamos passa pela democracia de base exercida em cada setor de trabalho, pelo movimento da categoria, pelas decisões livremente discutidas em assembleias e pela efetiva atuação dos delegados sindicais. Assim, CONVIDAMOS TODOS OS COLEGAS A SE MANTEREM FILIADOS NO NOSSO SINDICATO, a espraiarem o convite aos colegas ainda distantes dos movimentos, para que juntos sejamos ainda mais ativos na defesa dos interesses dos municipários, sem perder nossa independência em relação a governos, partidos e patrões. Nisso não há espaço para qualquer tentativa de terceirização da luta, seja para partidos políticos, seja para dirigentes eleitoreiros, seja ainda para os poderes Legislativo e Judiciário. Tal tentativa só geraria burocracia sindical e retiraria do trabalhador o que nós temos de mais precioso que é o poder e a alegria da ação direta – e é disso que a luta sindical precisa: de cada um! Nosso Coletivo vai seguir afirmando a necessidade da mobilização e o poder decisório para as assembleias, confiante que isso é imprescindível para enfrentarmos nossas cruéis realidades local e nacional: o arrocho salarial, o ataque à nossa previdência proposto pelo governo Miki (com apoio de instâncias do Legislativo), associados ao desmonte do serviço público, às tentativas de privatizações e terceirizações, ao congelamento de verbas, à politicagem da reforma administrativa que vem do governo Bolsonaro/Guedes e do Congresso Nacional. Tal realidade afeta a cada um e cada uma, inclusive produzindo adoecimento, apatia e desesperança, por isso é urgente levar à radicalidade o princípio da SOLIDARIEDADE DE ClASSE: a superação desta realidade passa pelo coletivo, em construirmos e mantermos laços que nos fortaleçam pessoal e coletivamente. O COLETIVO NÓS POR NÓS - RESISTIR E LUTAR será militância diária na vida do sindicato e um espaço acolhedor para todos os colegas que querem construir a auto-organização. VEM COM A GENTE!