22/05/2025
EDITAL
CONCURSO DE FOTOGRAFIA INFANTO-JUVENIL “Zizinho Botelho”
5ª edição
(REGULAMENTO)
Do Tema
Art. 1o – O Instituto Ruth Guimarães, por meio deste edital, abre inscrições para o Concurso de Fotografia Infanto-juvenil “Zizinho Botelho”
Parágrafo Único – O tema escolhido para esse concurso tem como base “FAMÍLIA”. Este é um tema bem discutido, atualmente. Portanto iremos priorizar o quesito originalidade. Anexamos a este edital uma crônica de Ruth Guimarães como fonte de ideias para o tema. Em sua crônica há um pouco de poesia, um pouco de melancolia, um pouco de humor. Luz e sombra, importantes elementos para se utilizar na fotografia. Composição dos contrastes. Família é um tema mais amplo hoje, o que é família para você? Use sua criatividade!
Categorias
a) Categoria INFANTIL: 4 a 8 anos
b) Categoria INFANTO-JUVENIL: 9 a 12 anos
c) Categoria JUVENIL: 13 a 17 anos
Das Inscrições
Art. 2o – Pode participar do concurso o público em geral, desde que residentes no Vale do Paraíba e Litoral Norte.
§ 1o – É vedada a participação de pessoas envolvidas na organização deste concurso;
§ 2o – É vedada a participação dos membros da família Guimarães Botelho.
Art. 3o – As inscrições podem ser feitas no período de 22 de março de 2025 a 22 de maio de 2025 pelo e-mail: [email protected].
Art. 4o – Cada participante pode se inscrever com até 02 (duas) fotografias. As fotografias devem ser inéditas, ou seja, não terem sido apresentadas em nenhum livro ou mostra, ou premiada em outros concursos até a data da inscrição.
§ 1o – As fotografias devem ser enviadas no momento da inscrição e somente serão aceitos até 02 (dois) arquivos de imagens de cada participante.
§ 2o – As fotografias deverão ser devidamente identif**adas através do preenchimento da FICHA DE INSCRIÇÃO, que está ao final deste edital, obedecendo aos seguintes critérios:
a) As fotografias devem ser digitais em formato jpeg com o mínimo de peso de 1MB;
b) Não há restrição quanto à técnica utilizada, podendo as imagens ser coloridas ou P&B;
d) Os candidatos inscritos são responsáveis pelo teor e conteúdo das imagens, incluindo autorização de publicação dos seus atores;
e) Pela inscrição, os participantes cedem ao Instituto Ruth Guimarães os direitos patrimoniais sobre as imagens enviadas e autorizam seu uso em todo e qualquer material, documentos e meios de comunicação;
f) porque estamos apostando na criatividade dos candidatos e em sua capacidade de ver o mundo, não se aceitam selfies;
g) A autorização do uso das imagens será concedida a título gratuito, abrangendo o seu uso em todo território nacional e no exterior, em todas as suas modalidades;
h) As imagens poderão passar por tratamento de imagem, fracionamento, alteração da resolução etc., sem que haja prejuízo à essência da fotografia e ao conjunto da obra. No entanto, não será permitido fazer montagens.
§ 3o – A inscrição será gratuita para quem for aluno de escola pública. Dos demais candidatos será cobrada uma taxa de R$10,00 por candidato, via depósito bancário na conta corrente do INSTITUTO RUTH GUIMARÃES: Banco do Brasil, agência 3029-5. c/c 29456-x. PIX : CNPJ 36.502.818/0001-50. Envie seu comprovante juntamente com seu formulário de inscrição.
§4o – Ao se inscreverem, todos os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas no presente regulamento.
Da Seleção
Art. 5o A seleção dos vencedores será realizada por um júri convidado pelo Instituto Ruth Guimarães.
§ 1o – Serão pré-selecionadas 20 (vinte) fotografias do total de fotografias inscritas, com premiação para 1o, 2o e 3o lugares.
§ 2o – Não serão aceitas fotografias que estimulem a violência, a prática de crimes e que incitem o ódio e o preconceito.
§ 3o – O resultado será divulgado até dez dias após o encerramento das inscrições, podendo variar dependendo da quantidade de inscritos.
Da Premiação
Art. 6o Serão entregues prêmios para os 3 (três) primeiros classif**ados das 3 (três) categorias.
§ 1o – Os inscritos não poderão acumular as premiações, ou seja, só poderá ser classif**ada uma fotografia de cada participante.
§ 2o – O 1o colocado receberá o valor de R$ 120,00.
§ 3o – Os 2o colocados receberão R$ 50,00 e livros da escritora Ruth Guimarães.
§ 4o – Os 3o colocados receberão R$ 30,00 e livros da escritora Ruth Guimarães.
Da Comissão Técnica
Art. 7o – A Comissão Técnica será composta por profissionais convidados com reconhecida atuação nas áreas de artes visuais.
Parágrafo Único – A Comissão Técnica terá autonomia na realização da seleção e seguirá critérios de linguagem fotográf**a, originalidade e criatividade.
Do Resultado
Art. 8o – A divulgação do resultado f**ará a cargo do Instituto Ruth Guimarães que anunciará os vencedores no próprio Instituto, à Rua Carlos Pinto, 130, dia 14 de junho de 2025.
Das Disposições Finais
Art. 9o – Os casos omissos serão decididos pela Comissão Técnica.
Art. 10o – Da seleção realizada pela Comissão Técnica, quanto à qualidade das fotografias selecionadas não caberá qualquer recurso.
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FICHA DE INSCRIÇÃO
(o responsável deve assinar e enviar como foto ou escaneada)
O candidato
Nome Completo:________________________________________________________
Filiação:
Pai:___________________________________________________________________
Mãe:__________________________________________________________________
Nome artístico: _________________________________________________________
Título da fotografia:______________________________________________________
Data de nascimento:___/___/_______
Endereço:_____________________________________________________________
Telefone para contato: ( ) residencial ( ) profissional___________________________
E-mail:________________________________________________________________
Informações do responsável:
Nome do Responsável:
RG:_________________________________ CPF:________________________________
Assinatura:_____________________________________________________________
( ) Li e estou de acordo com as normas do edital do Concurso Fotográfico
ANEXO
João, o queijeiro
Ruth Guimarães
Sabe onde f**a o bairro dos Macacos? Pois, a cavalo, f**a umas três horas pra lá. É como João Emboava explica o caminho entre o sitiozinho no sertão de Cunha e a cidade de Cachoeira Paulista. Entre essas duas pontas geográf**as, está Silveiras, se resolvemos seguir pela Rodovia dos Tropeiros. Subindo pela Rodovia Paulo Virgínio, passamos pela entrada de Lagoinha – e, em consequência, de São Luiz do Paraitinga, atravessamos o centro urbano de Cunha e seguimos em direção do sertão de Campos Novos. Viagem comprida, por este ou por aquele caminho.
O pobre do Emboava, que vem de uma grande família de fazendeiros, faz muito esforço pra viver. Custa-lhe manter a fabriquinha de um alimento meio difícil de vender. Mandar o leite para as cooperativas não compensa – são só seis vaquinhas. Os fazendeiros da região resolveram, ultimamente, alugar seus açudes para pescadores de domingo. O João não. Teima.
Faz assim, às quartas e aos sábados: pega o caminhão do leite até Guará, um ônibus circular até Cachoeira, onde deixou guardada a valente bicicleta. Traz um jacá, pra amarrar na garupa da magrela, com vinte queijos redondos, metade frescos, metade meia-cura. No sítio, meia dúzia de vacas. E, no sítio, a família que inclui uma filha deficiente, dessas criaturas que dependem dos outros para tudo. A dureza da labuta, a duração da viagem, a preocupação com a moça, a gente adivinha tudo isso no sorriso triste do João Emboava.
Como técnica para convencimento do cliente, explica o processo da produção do queijo. Gosta de conversa, e fazer queijo é o que sabe, então está dado o mote do diálogo. Duas colheres de sal, uma de manhã, outra à tarde. O leite é fervido primeiro, que é mais seguro pra saúde. Quando é época de vacina contra a “fetosa”, f**a uma semana sem fazer queijo. Tira o leite mas joga pros porcos, porque praticamente já sai talhado das tetas.
Isso me lembra quando três dos meus meninos pegaram febre aftosa, bebendo leite no curral. Um desconsolo, aqueles meninos babando e chorando, boca tinta de violeta genciana. Uma semana de ai, ai, ai.
João Emboava não tem consciência da sua sabença de fazer queijo. Certa vez, em Paris, ouvimos, dentro de um estabelecimento, uma fala brasileira. Que alvoroço! Parecia que tínhamos voltado no tempo ou encontrado inesperadamente um pedacinho do Brasil. Com que alegria tentamos contato com aquele falante da linguagem da nossa terra. Tratava-se de um casal de mineiros de meia-idade, e adivinha o que estavam fazendo em Paris? Artes, literatura? Não. Apenas comprando queijos. E isso nos comoveu profundamente.
Comove mais receber a visita do João Emboava, que não faz ideia de que o seu ofício é francês, da velha milenar Europa. Aí está: dos Pirineus para a Serra da Mantiqueira, o queijo que ajuda a cuidar da criatura que depende dos outros para tudo.