Hitler Samussuku

Hitler Samussuku Do Moxico para a vida Nascido no Moxico, residente em Cacuaco. Revú, Rapper, Designer. Membro da Terceira Divisão, Preso Político no caso 15+2.
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Formado em Ciência Política, especialista em Movimentos e lutas sociais em Angola. Presidente da mesa de Assembleia da Associação cívica Handeka, responsável de comunicação e imagem da Associação Angolana de Ciência Política, Co-fundador do Movimento Jovens pelas Autarquias de Angola e Guiné Bissau,Projecto AGIR, BCNK.

22/08/2026

Uma polícia que dispara contra mulheres e crianças não merece o respeito dos cidadãos. Uma polícia partidária, política, é inútil.

21/08/2026

📍NOTA DE CONDOLÊNCIAS
A UNITA, por intermédio do seu Presidente, Adalberto Costa Júnior, tomou conhecimento, com profunda consternação, tristeza e pesar, do passamento físico de Nkaka Lunda-Ndembu Benjamin Chinhama, tradicionalmente conhecido por Nkaka Chinunki Mukanda Nkunda e carinhosamente tratado por “Tchinuque”, aos 96 anos de idade, ocorrido no município de Cazombo, província do Moxico Leste, após doença.
Com a sua partida, desaparece uma das importantes referências da autoridade tradicional e da memória ancestral do povo Lunda-Ndembu, um homem cuja longa vida foi dedicada à preservação da cultura, das tradições, dos valores ancestrais e da identidade histórica do seu povo.
Nkaka Tchinuque representava uma geração de líderes tradicionais cuja autoridade não se limitava à dimensão comunitária. Era depositário de uma história, de uma cultura e de um património civilizacional profundamente enraizados na região Leste de Angola e que ultrapassam as fronteiras nacionais, alcançando igualmente comunidades e territórios históricos na República Democrática do Congo e na Zâmbia.
A sua existência foi marcada pelo compromisso com a defesa da identidade do povo Lunda-Ndembu, pela valorização das instituições tradicionais e pela transmissão de conhecimentos, princípios e valores ancestrais às novas gerações. Com ele desaparece uma voz de experiência, sabedoria e autoridade, mas permanece um legado que continuará a viver na memória colectiva do seu povo e de todos aqueles que tiveram o privilégio de com ele conviver.
A morte de Nkaka Tchinuque representa, por isso, uma perda profunda para a família Lunda-Ndembu, para as autoridades tradicionais, para o município de Cazombo, para a província do Moxico Leste e para o património histórico e cultural de Angola.
Num momento em que as sociedades contemporâneas enfrentam o desafio de preservar as suas raízes, a memória dos seus antepassados e as suas identidades culturais, a vida e o percurso de Nkaka Lunda-Ndembu Benjamin Chinhama constituem um testemunho da importância das autoridades tradicionais enquanto guardiãs da memória colectiva, da cultura e dos valores que estruturam as comunidades.
Neste momento de profunda dor e consternação, a UNITA, em nome do seu Presidente, Adalberto Costa Júnior, curva-se respeitosamente perante a memória do malogrado e apresenta as suas mais sentidas condolências à família enlutada, às autoridades tradicionais, ao povo Lunda-Ndembu, às comunidades do Cazombo e a todos os familiares, amigos e cidadãos que partilharam momentos da sua longa e valiosa caminhada.
Que a dor da separação seja confortada pela grandeza do legado que deixa. Que a sua memória permaneça viva na história do seu povo. E que as presentes e futuras gerações encontrem no seu exemplo de liderança, sabedoria e fidelidade às tradições uma fonte permanente de inspiração.
À família enlutada, às autoridades tradicionais e a todo o povo Lunda-Ndembu, a UNITA manifesta a sua profunda solidariedade e une-se ao vosso luto.
Paz à sua alma e honra à sua memória.
Luanda, 21 de Agosto de 2026

O PRESIDENTE DA UNITA
Adalberto Costa Júnior

21/08/2026

Policia que dispara contra mulheres e crianças indefesas não merece respeito de ninguém.

21/08/2026

A Policia no Uíge disparou contra mulheres e crianças indefesas que estavam apenas a cantar e a dançar.

COMITÊ DE ESPECIALIDADE DA POLÍCIA NACIONALHá países onde a farda representa o Estado. E há países onde, aos olhos de um...
21/08/2026

COMITÊ DE ESPECIALIDADE DA POLÍCIA NACIONAL
Há países onde a farda representa o Estado. E há países onde, aos olhos de uma parte significativa da sociedade, a farda passou a representar o poder político. Esta diferença não é meramente semântica. Ela separa uma polícia republicana, subordinada à Constituição, à lei e ao interesse público, de uma força de segurança percebida como instrumento de preservação de um determinado poder.
Em Angola, esta é uma das questões mais incómodas que o debate sobre democracia, direitos humanos e alternância política precisa enfrentar: até que ponto a Polícia Nacional consegue exercer as suas funções com independência política quando uma parte da sua estrutura dirigente possui ligações orgânicas ou políticas com o partido que governa o Estado há décadas?
A questão torna-se ainda mais delicada quando episódios de repressão política, detenções, dispersão de manifestações e alegações de uso excessivo da força são interpretados pela sociedade como sinais de uma polícia que não actua apenas para garantir a ordem pública, mas também para proteger a ordem política estabelecida. Numa República, o polícia não deve perguntar quem é o cidadão que está diante dele, a que partido pertence ou qual é a sua posição perante o Governo. Deve perguntar apenas: o que determina a Constituição e a lei?
Essa é a essência da neutralidade das forças de segurança.
O problema surge quando a fronteira entre partido e Estado se torna pouco nítida. O facto de dirigentes de órgãos de segurança possuírem militância partidária, por si só, não prova automaticamente que uma instituição inteira actue partidariamente. Mas, quando essa proximidade política se combina com decisões policiais controversas e com episódios de repressão contra sectores da oposição ou da sociedade civil, surge uma questão legítima de natureza republicana: onde termina a fidelidade partidária e começa a fidelidade institucional ao Estado?
O debate ganha particular relevância no caso do Ministério do Interior e da Polícia Nacional. O ministro do Interior, Manuel Homem, é uma figura com presença conhecida na estrutura política do MPLA. O próprio facto de um responsável político partidário dirigir o sector encarregado da segurança interna não é, juridicamente, suficiente para demonstrar instrumentalização da Polícia. Mas coloca uma exigência adicional de escrutínio público: as instituições de segurança precisam demonstrar, através dos seus actos, que obedecem à lei e não a interesses partidários.
Essa demonstração é particularmente importante num ano pré-eleitoral.
À medida que Angola se aproxima das eleições gerais previstas para 2027, a questão da neutralidade das forças de segurança torna-se ainda mais sensível. Nos últimos tempos, declarações e espaços noticiosos associados às forças de segurança têm apresentado exercícios, treinamentos e preparação operacional relacionados com o período eleitoral. Do ponto de vista institucional, preparar a Polícia para garantir segurança durante eleições é perfeitamente compreensível.
Mas existe uma diferença fundamental entre preparar a Polícia para proteger as eleições e utilizar a linguagem da segurança para intimidar os cidadãos.
Se um cidadão começa a associar a aproximação das eleições à possibilidade de repressão policial, a preparação institucional deixa de produzir apenas segurança e passa a produzir medo.
E o medo é politicamente poderoso.
Um eleitor que acredita que manifestar-se pode colocar a sua liberdade em risco pode simplesmente decidir não se manifestar. Um jovem que vê a Polícia como uma instituição hostil pode abandonar uma manifestação antes mesmo de ela começar. Um cidadão que teme ser detido por expressar uma opinião política pode escolher o silêncio.
É assim que a intimidação pode funcionar numa sociedade autoritária: nem sempre é necessário prender milhares de pessoas; basta criar a percepção de que protestar pode ter um preço elevado.
Os acontecimentos recentes no Uíge colocaram esta discussão no centro do debate público.
Quando mulheres, jovens e outros cidadãos são confrontados violentamente por agentes do Estado durante comício político ou marcha pacífica, a pergunta deixa de ser apenas policial. Passa a ser uma pergunta sobre democracia.
Uma polícia republicana deve proteger o cidadão, inclusive aquele que critica o Governo.
Deve proteger o manifestante que protesta contra o partido no poder.
Deve proteger a oposição.
Deve proteger o jornalista.
Deve proteger a sociedade civil.
E deve proteger até aquele cidadão cuja opinião seja profundamente desagradável para os próprios agentes que garantem a ordem pública.
Porque a função da Polícia não é proteger o Governo da sociedade. É proteger a sociedade, inclusive perante o exercício abusivo do poder.
Por isso, os disparos contra civis, mulheres e crianças, não podem ser tratados como simples episódios de manutenção da ordem pública. Exigem investigação independente, responsabilização individual quando houver ilícitos e esclarecimento público dos factos.
Uma República não pode normalizar a violência estatal.
Há uma imagem que se tornou particularmente simbólica no imaginário político angolano: a do agente uniformizado, aparentemente representando o Estado, mas cuja identidade política partidária é conhecida pela comunidade. A existência de militantes partidários dentro das forças de segurança não é, por si só, prova de que todos os agentes actuem politicamente. É preciso distinguir militância individual de instrumentalização institucional.
Mas essa distinção precisa ser acompanhada por regras claras.
O problema começa quando a sociedade já não consegue distinguir entre o agente que veste a farda para cumprir a lei e o militante que veste a farda enquanto exerce uma função pública.
A República exige que essa fronteira seja cristalina.
A farda deveria apagar, naquele momento, a filiação partidária do agente. O cidadão não deveria olhar para um polícia e perguntar: "Ele está aqui como servidor do Estado ou como militante do MPLA?"
Se essa dúvida existe, o problema não está apenas no cidadão. Está na própria credibilidade da instituição.
A discussão não termina na Polícia Nacional.
O mesmo princípio deve ser aplicado aos serviços de inteligência e segurança do Estado. O Serviço de Inteligência e Segurança do Estado, tal como qualquer órgão de segurança, deveria estar subordinado à Constituição e às leis da República, e não funcionar como extensão operacional de qualquer partido político.
Quando instituições encarregadas da segurança do Estado são percebidas como instrumentos de vigilância política, o cidadão deixa de confiar nelas.

A Policia em Angola apenas será republicana quando tivermos alternância política, enquanto o MPLA continuar no Poder nós teremos COMITÊ DE ESPECIALIDADE DA POLICIA NACIONAL e os agentes ou os oficiais dedicar-se-ão mais na defesa dos interesses partidarios doque da ordem pública conforme a Constituição da Republica de Angola.

20/08/2026

Desinteligência e ambição desmedida de João Lourenço poderá contribuir para alternância política em 2027

Este Juiz que interrogou o Higino Carneiro primeiro recebeu ordens superior na Presidência  da República segundo Club k
19/08/2026

Este Juiz que interrogou o Higino Carneiro primeiro recebeu ordens superior na Presidência da República segundo Club k

A capacidade de liderança de Adalberto Costa Júnior merece ser estudada pela Ciência Política. Não apenas por ser presid...
19/08/2026

A capacidade de liderança de Adalberto Costa Júnior merece ser estudada pela Ciência Política. Não apenas por ser presidente da UNITA, mas pela forma como conseguiu conduzir o partido em momentos de grande pressão, enfrentar crises internas e externas e contribuir para o crescimento eleitoral da organização.

A trajectória de Adalberto Costa Júnior ganhou maior visibilidade quando assumiu a liderança do Grupo Parlamentar da UNITA. No Parlamento, destacou-se pela capacidade de argumentação, pelo discurso firme e pela forma como fazia o confronto político com o partido no poder. Em 2019, foi eleito presidente da UNITA. A partir desse momento, iniciou-se uma nova etapa da sua trajetória política. A UNITA passou a apresentar-se de forma mais clara como uma alternativa de poder, e Adalberto Costa Júnior tornou-se uma das principais figuras da oposição angolana.

Mas essa liderança não foi construída num ambiente tranquilo. Pelo contrário.

Pouco depois da sua eleição, surgiu uma disputa jurídica em torno do congresso que o elegeu. Em 2021, o Tribunal Constitucional influenciado pelo MPLA anulou o XIII Congresso da UNITA, provocando uma grave crise política e institucional dentro do partido. O mais importante, do ponto de vista da liderança, é perceber o que aconteceu depois.

Adalberto Costa Júnior não abandonou a disputa política nem desapareceu da vida pública. Voltou a disputar a liderança da UNITA e continuou à frente do partido.Esse episódio revela uma característica fundamental: resiliência.Um líder não é verdadeiramente testado apenas quando tudo funciona bem. É durante as crises que se percebe a capacidade de resistir, reorganizar, mobilizar e continuar a conduzir uma organização.
Outra dimensão importante da sua liderança é a capacidade de procurar pontos de encontro entre diferentes forças políticas. Em 2021, a UNITA, o Bloco Democrático, o PRA-JÁ Servir Angola e sectores da sociedade civil participaram na construção da Frente Patriótica Unida.

A ideia era simples, mas politicamente importante: reunir diferentes forças em torno de um objetivo comum, a alternância política. Essa experiência demonstra uma questão fundamental da política: grandes transformações raramente são construídas por uma única organização. É necessário dialogar, negociar, fazer concessões, construir confiança e encontrar aquilo que diferentes grupos têm em comum.

As eleições gerais de 2022 foram um momento decisivo para a UNITA. Em 2017, o partido tinha 51 deputados. Em 2022, passou para 90. A sua votação também aumentou significativamente.Independentemente da fraude no processo eleitoral, o resultado demonstrou que a UNITA havia ampliado consideravelmente a sua presença política e parlamentar. Esse crescimento não pode ser analisado isoladamente da liderança exercida por Adalberto Costa Júnior.

Contudo, liderar um partido não significa apenas fazer discursos, participar em campanhas ou disputar eleições. Significa também administrar conflitos internos, lidar com diferentes interesses, controlar tensões, manter a militância mobilizada e preservar uma direção política.Nesse aspecto, a liderança de Adalberto Costa Júnior também merece atenção. Mesmo diante de dificuldades e divergências com diferentes actores da oposição, a UNITA manteve-se como uma das principais estruturas partidárias de oposição em Angola. O desafio de manter milhares de militantes e simpatizantes mobilizados em torno de um objectivo comum exige mais do que popularidade. Exige organização, comunicação, disciplina política e capacidade de construir uma visão compartilhada.

Quatro características da sua liderança
A trajetória de Adalberto Costa Júnior permite identificar pelo menos quatro características importantes.
1. Capacidade de congregar
Procura aproximar pessoas, grupos e organizações diferentes em torno de objetivos comuns.
2. Capacidade de negociação
A política não é apenas confronto. Também envolve diálogo, negociação e construção de compromissos.
3. Resiliência
Conseguiu permanecer politicamente ativo depois de enfrentar uma das maiores crises institucionais da sua trajetória.
4. Capacidade de construir esperança de Angola

A sua liderança ajudou a manter no centro do debate público a possibilidade de alternância política em Angola.
É justamente a combinação dessas características que torna a sua trajetória politicamente interessante.
A proposta política associada à UNITA tem colocado no debate temas como autarquias locais, descentralização, fortalecimento das instituições, democratização, combate à corrupção e maior separação entre o Estado e os interesses partidários.
Por que estudar Adalberto Costa Júnior?
A questão mais interessante não é simplesmente saber se Adalberto Costa Júnior é um “bom” ou “mau” líder.
A Ciência Política precisa fazer perguntas mais profundas:
Como conseguiu manter a sua liderança durante períodos de crise?
Como contribuiu para a expansão eleitoral da UNITA?
Como conseguiu aproximar diferentes sensibilidades políticas em torno da ideia de alternância?
Como conseguiu manter a organização mobilizada?
Que papel tiveram a comunicação política e a construção de uma nova imagem da UNITA?
Quais são os limites dessa liderança?
E, sobretudo, será capaz de transformar uma experiência de liderança oposicionista em capacidade efetiva de governo?
Essas perguntas são mais importantes do que simplesmente discutir a sua popularidade.

A turma da "Caixa Térmica" não está a acreditar no que está a ver. É isso mesmo: Nova Frente Patriótica Unida para as el...
19/08/2026

A turma da "Caixa Térmica" não está a acreditar no que está a ver. É isso mesmo: Nova Frente Patriótica Unida para as eleições de 2027.

19/08/2026

Angola é maior do que qualquer partido, disse nosso querido e ilustre Presidente Adalberto Costa Júnior.

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Van Gogh
Brasília, DF
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