19/05/2026
O debate sobre terras raras entrou definitivamente na agenda estratégica do país. Em meio à disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, o governo federal passou a defender o desenvolvimento da cadeia mineral brasileira como eixo de reindustrialização, soberania tecnológica e desenvolvimento nacional.
A discussão, porém, não pode ser tratada apenas como corrida mineral. Explorar terras raras exige planejamento estatal, inteligência técnica, infraestrutura científica e forte capacidade de regulação pública.
O SINAEG alerta há anos sobre a importância estratégica das carreiras técnicas do Estado diante de temas como mineração crítica, transição energética, infraestrutura e desenvolvimento regional.
Apesar disso, os concursos do CNU 1 e 2 não ofertaram uma única vaga para geólogos da ERCE — justamente uma das categorias mais ligadas ao estudo e avaliação técnica de reservas minerais estratégicas.
Falar em exploração de terras raras sem considerar impactos ambientais, territoriais e econômicos é ignorar a complexidade do setor. Projetos desse porte exigem estudos multidisciplinares, análise geológica, modelagem econômica e planejamento de longo prazo.
A ERCE reúne profissionais diretamente ligados a esse desafio: geólogos, engenheiros, economistas, arquitetos e estatísticos que atuam em planejamento, infraestrutura, orçamento, licenciamento e formulação de políticas públicas estratégicas.
“Não há projeto nacional de desenvolvimento sem valorização do corpo técnico do Estado”, destacou Flauzino Antunes, presidente do SINAEG.
O SINAEG cobra a estruturação definitiva da ERCE como plano de carreira pleno, com valorização salarial e novos concursos públicos. Desenvolvimento econômico também é ERCE. Filie-se ao SINAEG.