Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa

Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa Organização da sociedade civil que, desde 1993, busca apoiar, promover e reivindicar a prática do atendimento humanizado ao parto e nascimento.

13/08/2026

O parto precisa deixar de ser um lugar onde a pessoa apenas “obedece” e voltar a ser um espaço onde ela é ouvida, respeitada e participa das decisões.

Falar em reforma obstétrica é falar sobre uma mudança de modelo: sair de uma assistência centrada exclusivamente na intervenção e construir um cuidado que coloque a pessoa que gesta, pare e vive o puerpério, seu bebê e sua rede de apoio no centro.

Parto respeitoso não significa ausência de tecnologia ou de intervenção quando ela é necessária. Significa usar a ciência sem retirar autonomia.

Significa informar antes de intervir.
Significa escutar antes de decidir.
Significa respeitar escolhas, cultura, corpo, identidade e contexto.
Significa reconhecer que segurança e respeito não são opostos são partes do mesmo cuidado.

O próprio Ministério da Saúde estabelece a atenção humanizada ao parto e nascimento a partir do protagonismo e da autonomia da mulher, com participação nas decisões sobre seu cuidado.

E a OMS também defende uma assistência centrada na pessoa para uma experiência positiva de parto.

A pergunta não deveria ser apenas: “como fazer o bebê nascer com segurança?”

Mas também:

Como garantir que essa pessoa atravesse o nascimento com segurança, dignidade, informação, autonomia e respeito?

É disso que estamos falando quando defendemos uma reforma obstétrica.

Porque nascimento seguro importa.
Mas a forma como cuidamos também importa.

E quem está no ciclo gravídico-puerperal não pode ser coadjuvante da própria história.

O cuidado precisa começar pela pessoa. E terminar cuidando dela também.

Fonte: Medical Decoded uma boa explicação do Parto.

A saúde do bebê também começa antes da gravidez e não é responsabilidade exclusiva quem gesta.Um estudo brasileiro reali...
12/08/2026

A saúde do bebê também começa antes da gravidez e não é responsabilidade exclusiva quem gesta.

Um estudo brasileiro realizado em Ribeirão Preto encontrou uma associação entre o maior consumo paterno de alimentos ultraprocessados e maior peso ao nascer e maior acúmulo de gordura em algumas regiões do corpo dos recém-nascidos.

A pesquisa é pequena — foram 43 famílias — e não permite afirmar que os ultraprocessados causaram essas alterações. Os próprios pesquisadores apontam a necessidade de estudos maiores.

Mas existe uma mensagem importante por trás desse achado:

por que ainda falamos tão pouco sobre a saúde do homem quando falamos de planejamento familiar?

A preparação para uma gestação não deveria começar apenas quando o teste dá positivo.

Alimentação, saúde, hábitos de vida, acompanhamento e planejamento reprodutivo podem ser conversas de duas pessoas — e não apenas da mulher.

Porque quando colocamos toda a responsabilidade sobre a mãe, invisibilizamos uma parte importante da história.

Cuidar antes de nascer também é cuidar de quem participa da concepção.

E você: quando pensa em planejamento familiar, a saúde do pai também entra nessa conversa?

Gestação Nutrição Ultraprocessados Paternidade SaúdeDaFamília

Gente boa, essa é daquelas notícias que mostram por que vale a pena fazer parte da ReHuNa. 💜Nos próximos meses, a Rede p...
10/08/2026

Gente boa, essa é daquelas notícias que mostram por que vale a pena fazer parte da ReHuNa. 💜

Nos próximos meses, a Rede pela Humanização do Nascimento (ReHuNa) estará presente em três importantes encontros, levando para diferentes espaços uma agenda que não pode ficar de fora: humanização, direitos, assistência baseada em evidências e cuidado respeitoso para mulheres, bebês e famílias.

📍 HACKTOWN — Santa Rita do Sapucaí/MG
3 a 7 de setembro de 2026
🎟️ 30% de desconto pelo link exclusivo da ReHuNa.

📍 FÓRUM BOM PARTO — São José do Rio Preto/SP
11 a 13 de setembro de 2026
🎟️ 30% de desconto com o cupom REHUNA.

📍 SIAPARTO — Salvador/BA
31 de outubro a 2 de novembro de 2026
🎟️ 15% de desconto com o cupom REHUNA.

O próprio SIAPARTO se apresenta como um espaço voltado a profissionais e estudantes envolvidos na assistência ao parto e destaca a importância de uma assistência baseada em evidências e respeito.

E tem algo ainda mais importante aqui:

fazer parte da ReHuNa não é apenas ter acesso a descontos.

É pertencer a uma rede que constrói conhecimento, promove diálogo, fortalece profissionais, conecta pessoas e mantém viva uma pauta histórica de transformação da assistência ao nascimento.

É estar onde as conversas importantes acontecem.

É aprender.

É trocar.

É construir junto.

É levar a humanização para novos territórios.

💜 Se você acredita que mulheres, bebês e famílias merecem um cuidado baseado em evidências, respeito e autonomia, talvez seja hora de fazer parte dessa rede.

Você já é filiad@ à ReHuNa?

Algumas das nossas filiadas arraste para o lado e veja algumas delas!

Se ainda não é, vem conversar com a gente.

Obstetrícia EnfermagemObstétrica Obstetrizes Doulas DireitosReprodutivos NascimentoRespeitoso

O UNICEF convida você para participar do webinário que irá apresentar estudo comportamental sobre fatores que influencia...
10/08/2026

O UNICEF convida você para participar do webinário que irá apresentar estudo comportamental sobre fatores que influenciam a decisão pela via de nascimento no Brasil.

O encontro vai apresentar evidências e recomendações para fortalecer o pré-natal, qualificar a assistência ao parto e apoiar escolhas mais informadas, seguras e respeitosas para mulheres e bebês.

📅 Data: 11 de agosto
🕒 Horário: 14h30
📺 Transmissão ao vivo pelo canal do UNICEF Brasil no YouTube.

Esperamos você!

A ReHuNa estará no HackTown 2026! HackTown SRS De 3 a 7 de setembro, Santa Rita do Sapucaí será palco de encontros, idei...
08/08/2026

A ReHuNa estará no HackTown 2026! HackTown SRS

De 3 a 7 de setembro, Santa Rita do Sapucaí será palco de encontros, ideias e provocações sobre os futuros que estamos construindo e a ReHuNa estará presente para colocar a humanização no centro dessa conversa sobre inovação.

Nossa rede chega ao HackTown com diferentes vozes, trajetórias e perspectivas, conectando saúde, cuidado, direitos, comunicação, tecnologia e transformação social.

Nomes como: Dadi Rattner Valéria Eunice Mori Machado 👑 Braulio Zorzella Obstetra MARINA RIBEIRO | Doula Laura Uplinger Carol Reis | Obstetra CRM MG 61402 RQE 38120 Raquel Oliva Carla Machado ANA CRISTINA DUARTE Adriano de Oliveira Calhau Rafael Schinoff estarão presentes na programação, levando experiências, reflexões e provocações para mostrar que inovar também é transformar a forma como cuidamos, nos relacionamos e construímos o futuro. Uma programação potente que você não pode perder!

E um lembrete importante para toda a comunidade ReHuNa: pelo link exclusivo disponível na nossa bio, você garante 30% de desconto na inscrição.

⚠️ E atenção à virada de lote: os valores vão mudar. Se você quer viver essa experiência com a gente, aproveite para garantir sua inscrição antes da virada e acessar a condição especial da nossa comunidade.

📍 Santa Rita do Sapucaí – MG
📅 3 a 7 de setembro

Humanização também é inovação.

Ontem, 5 de agosto, foi celebrado o Dia Nacional da Saúde.Mas você sabe por que essa data existe?Ela foi instituída pela...
06/08/2026

Ontem, 5 de agosto, foi celebrado o Dia Nacional da Saúde.

Mas você sabe por que essa data existe?

Ela foi instituída pela Lei nº 5.352, de 1967, em homenagem ao nascimento do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, um dos maiores nomes da saúde pública brasileira.

No início do século XX, o Brasil enfrentava epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica. Foi Oswaldo Cruz quem liderou campanhas sanitárias que mudaram a história do país, mostrando que prevenir doenças é tão importante quanto tratá-las.

Mas a criação do Dia Nacional da Saúde tinha um objetivo ainda maior.

A data foi pensada para promover a educação em saúde e despertar na população a consciência sobre o valor da saúde, entendida não apenas como ausência de doença, mas como qualidade de vida, prevenção, acesso à informação e condições dignas para viver.

Mais de meio século depois, essa mensagem continua atual.

Falar de saúde é falar de vacinação.
É falar de alimentação adequada.
É falar de parto respeitoso.
É falar de aleitamento materno.
É falar de saúde mental.
É falar de equidade.
É falar de acesso.

Porque não existe saúde quando direitos são negados.

Neste mês em que também vivemos o Agosto Dourado, vale lembrar que promover saúde começa desde o nascimento — com cuidado baseado em evidências, acolhimento e respeito às mulheres, aos bebês e às famílias.

A maior homenagem que podemos fazer ao legado de Oswaldo Cruz é continuar defendendo uma saúde pública forte, preventiva, humanizada e acessível para todos.

AgostoDourado ReHuNa HumanizaçãoDaSaúde DireitoÀSaúde SaúdeParaTodos

O leite materno alimenta.Mas o apoio sustenta a amamentação. 💛No dia 1º de agosto teve início a Semana Mundial do Aleita...
04/08/2026

O leite materno alimenta.
Mas o apoio sustenta a amamentação. 💛

No dia 1º de agosto teve início a Semana Mundial do Aleitamento Materno, e durante todo o mês celebramos o Agosto Dourado, uma campanha que reforça que amamentar é um direito da mulher, do bebê e uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.

O leite materno é considerado o padrão ouro da alimentação infantil. Ele protege contra doenças, fortalece o desenvolvimento do bebê, promove vínculo, reduz internações e também traz benefícios para a saúde da mulher. Mas, para que a amamentação aconteça e seja mantida, o leite sozinho não basta.

Toda mulher precisa de uma rede de apoio.

Apoio da família.
Apoio dos profissionais de saúde.
Apoio do empregador.
Apoio de políticas públicas.
Apoio da comunidade.

Amamentar não deve ser um desafio enfrentado em silêncio. É um cuidado que precisa ser protegido, respeitado e incentivado.

O tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 nos convida justamente a reconhecer e fortalecer as estratégias que já fazem a diferença: “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona.”

Neste Agosto Dourado, vamos lembrar que cada gesto de acolhimento faz diferença. Quando uma mulher é apoiada para amamentar, toda a sociedade colhe os benefícios.

💛 Amamentar é natural. Apoiar é indispensável.

SaúdeDoBebê ReHuNa HumanizaçãoDoNascimento RedeDeApoio CuidadoBaseadoEmEvidências

O maior desafio da violência doméstica nem sempre é a falta de leis. Muitas vezes, é a falta de reconhecimento.Uma nova ...
30/07/2026

O maior desafio da violência doméstica nem sempre é a falta de leis. Muitas vezes, é a falta de reconhecimento.

Uma nova pesquisa dos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva revela um dado que chama atenção: 54% das mulheres afirmam já ter vivido alguma forma de violência, enquanto apenas 11% dos homens reconhecem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.

Essa diferença revela como comportamentos abusivos ainda são naturalizados. Controle excessivo, humilhações, ameaças, destruição de bens, isolamento e violência psicológica frequentemente deixam de ser percebidos como violência, mesmo quando produzem impactos profundos na vida das mulheres.

A pesquisa também mostra que o medo de denunciar, a sensação de impunidade e a lentidão da Justiça continuam sendo barreiras importantes. Ao mesmo tempo, evidencia que a maioria das mulheres acredita que enfrentar esse problema exige uma combinação de políticas públicas, fortalecimento da rede de proteção, responsabilização dos agressores e educação para relações mais respeitosas.

A violência contra a mulher não começa na agressão física. Ela começa quando o controle, o medo e o desrespeito passam a ser vistos como normais.

Durante muitos anos, a atuação das doulas foi vista por parte dos serviços de saúde como complementar — e, em alguns con...
27/07/2026

Durante muitos anos, a atuação das doulas foi vista por parte dos serviços de saúde como complementar — e, em alguns contextos, até como um desafio à prática médica.

Agora, um importante avanço muda esse cenário.

O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) publicou a diretriz “Partnering with Doulas in Clinical Settings”, recomendando que obstetras e ginecologistas fortaleçam a parceria com doulas como parte do cuidado obstétrico baseado em evidências.

Essa recomendação representa uma mudança importante na forma como a assistência ao parto é compreendida.

As evidências reunidas pelo ACOG mostram que o acompanhamento por doulas está associado a:

✔ redução da duração do trabalho de parto;
✔ menor taxa de cesarianas;
✔ maior início da amamentação;
✔ experiências de parto mais positivas e satisfatórias para as mulheres.

Mas talvez a maior contribuição das doulas vá além dos indicadores clínicos.

Elas oferecem apoio emocional, acolhimento, informação baseada em evidências e fortalecem a autonomia da gestante para participar das decisões sobre seu próprio corpo.

Em um cenário marcado por desigualdades na saúde materna, especialmente entre mulheres negras, indígenas, de baixa renda e populações historicamente marginalizadas, o ACOG destaca que as doulas também ajudam a melhorar a comunicação entre pacientes e equipes de saúde e fortalecem a autodefesa das mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto.

É importante lembrar que a doula não substitui médicos, enfermeiras obstétricas ou obstetrizes. Seu papel é diferente e complementar: oferecer suporte contínuo físico, emocional e informativo, enquanto a equipe clínica permanece responsável pelas decisões e intervenções médicas.

A mensagem da nova diretriz é clara:

O futuro da assistência obstétrica não está na disputa entre profissões, mas na construção de equipes colaborativas, centradas na mulher e baseadas em respeito, comunicação e evidências científicas.

Porque um parto seguro também precisa ser um parto respeitoso.

oda pesquisa com seres humanos precisa equilibrar dois princípios fundamentais: produzir conhecimento e proteger a digni...
22/07/2026

oda pesquisa com seres humanos precisa equilibrar dois princípios fundamentais: produzir conhecimento e proteger a dignidade, a segurança e os direitos de quem participa.

Nas últimas décadas, o Brasil construiu um dos sistemas de ética em pesquisa mais reconhecidos internacionalmente, com a atuação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e de mais de 900 Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs), responsáveis por avaliar estudos envolvendo pessoas, garantindo consentimento livre e esclarecido, transparência e proteção aos participantes.

Agora, pesquisadores, profissionais de saúde e especialistas em bioética têm manifestado preocupação com as mudanças trazidas pela criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). Entre os principais pontos levantados estão:

• redução da participação social nas decisões;
• enfraquecimento do papel historicamente desempenhado pela Conep;
• centralização das decisões no Ministério da Saúde;
• possíveis impactos na independência das análises éticas;
• incertezas sobre a continuidade de um modelo que, por três décadas, foi referência na proteção dos participantes de pesquisa.

O debate vai além da burocracia. Trata-se de uma questão de direitos humanos.

Toda pessoa que participa de uma pesquisa deve ter garantidos o direito à informação, ao consentimento livre, à proteção contra riscos desnecessários e ao respeito à sua autonomia. Esses princípios estão alinhados ao Relatório Belmont e à Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos.

Defender a ética em pesquisa significa defender uma ciência responsável, transparente e comprometida com as pessoas.

Porque nenhum avanço científico pode acontecer às custas dos direitos humanos.

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