Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa

Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa Organização da sociedade civil que, desde 1993, busca apoiar, promover e reivindicar a prática do atendimento humanizado ao parto e nascimento.

Você sabia que existe uma diretriz oficial no Brasil que organiza como deve ser o cuidado com pessoas que gestam?Da grav...
10/06/2026

Você sabia que existe uma diretriz oficial no Brasil que organiza como deve ser o cuidado com pessoas que gestam?

Da gravidez ao puerpério, tudo deveria ser estruturado para garantir:
✔️ acesso
✔️ qualidade
✔️ segurança
✔️ respeito

Mas a realidade ainda é outra.

A mortalidade materna continua sendo um reflexo direto da desigualdade e não da falta de conhecimento.

Essa nota técnica mostra que:
👉 o risco não é só clínico
👉 o cuidado precisa ser integral
👉 e o SUS precisa funcionar em rede

E mais: reforça algo essencial
quem gesta precisa ser escutada, acolhida e respeitada.

💬 Agora me conta:
Você já viu esse cuidado acontecer na prática?

ViolênciaObstétrica ReHuNa

  .saude ・・・O Brasil registrou 1.347 mortes maternas em 2024, com razão de 56,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos – dist...
08/06/2026

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O Brasil registrou 1.347 mortes maternas em 2024, com razão de 56,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos – distante da meta de 30 estabelecida para 2030. Segundo a Opas, nove em cada dez dessas mortes são evitáveis. As principais causas obstétricas diretas são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do ab**to, responsáveis por 66% dos óbitos. A ginecologista Inessa Beraldo (Febrasgo) destaca a importância do acompanhamento pós-parto: “A mulher vai para casa e acaba sendo menos olhada pelos serviços de saúde e pela família”. Estudo do Outra Saúde (2023) já apontava a estagnação dos índices e a ausência de uma plataforma integrada de monitoramento da morbidade materna grave.

📊 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐞 𝐝𝐚 𝐦𝐞𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝟑𝟎 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝟏𝟎𝟎 𝐦𝐢𝐥 𝐧𝐚𝐬𝐜𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐯𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝟐𝟎𝟑𝟎. 𝐎𝐬 𝐚𝐯𝐚𝐧𝐜̧𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐫𝐚𝐦. 𝐄́ 𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐢𝐫.

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SUS PréNatal PósParto Prevenção PolíticasPúblicas DireitosReprodutivos

No Brasil, quase todas as gestantes realizam a primeira consulta pré-natal. Ainda assim, uma em cada cinco não completa ...
08/06/2026

No Brasil, quase todas as gestantes realizam a primeira consulta pré-natal. Ainda assim, uma em cada cinco não completa o número mínimo de consultas recomendadas.

E essa interrupção não acontece de forma igual.

Mulheres indígenas, adolescentes, mulheres negras, com baixa escolaridade e moradoras de regiões mais vulnerabilizadas são as mais afetadas.

Os dados escancaram uma realidade conhecida: o sistema consegue captar muitas gestantes, mas ainda falha em garantir acompanhamento contínuo, vínculo e cuidado integral ao longo da gestação.

Quando o pré-natal é interrompido, aumentam os riscos de complicações maternas e neonatais, parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortes evitáveis.

Falar em humanização do nascimento também é falar sobre acesso, permanência e equidade.
Não basta abrir a porta de entrada do sistema. É preciso garantir que nenhuma mulher seja deixada para trás no meio do caminho.

A Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa) manifesta profunda preocupação diante da aprovação, pelo Senado F...
05/06/2026

A Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa) manifesta profunda preocupação diante da aprovação, pelo Senado Federal, de proposta destinada a sustar os efeitos da Resolução nº 258/2024 do Conanda, normativa construída para orientar a proteção integral de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e garantir o acesso aos direitos já previstos na legislação brasileira.

A Resolução nº 258/2024 não criou novos direitos. Seu objetivo é estabelecer diretrizes para que os serviços de saúde, assistência social, sistema de justiça e órgãos de proteção atuem de forma articulada, humanizada e livre de barreiras indevidas diante de situações de extrema vulnerabilidade, reduzindo a revitimização e garantindo acesso aos cuidados e às proteções já assegurados pelo ordenamento jurídico brasileiro.

Os direitos relacionados ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual encontram fundamento na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em diversas normas de proteção à infância e à adolescência.

É inadmissível que avancem iniciativas capazes de fragilizar mecanismos de proteção ou ampliar obstáculos ao exercício de direitos legalmente assegurados. A prioridade absoluta conferida à infância exige que todas as decisões públicas sejam orientadas pelo melhor interesse da criança e do adolescente.

A ReHuNa reafirma que nenhuma criança deveria ser obrigada a suportar as consequências de uma violência sexual sem acesso pleno à proteção, ao acolhimento e aos cuidados garantidos pela legislação brasileira. A gravidez na infância representa, antes de tudo, uma situação de violência e vulnerabilidade que exige proteção integral e atenção especializada.

Nenhuma menina deve ser obrigada a enfrentar sozinha as consequências de uma violência que jamais deveria ter acontecido.

O avanço dos discursos de ódio contra mulheres, especialmente no ambiente digital, não pode ser tratado como algo “norma...
03/06/2026

O avanço dos discursos de ódio contra mulheres, especialmente no ambiente digital, não pode ser tratado como algo “normal” ou inevitável.

A misoginia sustenta violências cotidianas, silencia mulheres, legitima agressões e impacta diretamente a saúde, a autonomia e a vida de meninas e mulheres.

Projetos e mobilizações que buscam enfrentar a misoginia são importantes porque reconhecem que violência de gênero não começa apenas na agressão física. Ela começa também nas desqualificações, no controle, no constrangimento, no medo e na tentativa constante de retirar mulheres dos espaços de decisão e existência.

Defender a humanização do parto e nascimento também é enfrentar a cultura misógina que atravessa os corpos, os serviços de saúde e as relações de poder.

Não existe cuidado verdadeiramente humanizado sem respeito às mulheres, aos seus direitos e à sua autonomia.

SaúdeDaMulher

🚨 Quando um direito existe apenas no papel, ele deixa de ser um direito.No Brasil, menos de 4% dos municípios oferecem a...
03/06/2026

🚨 Quando um direito existe apenas no papel, ele deixa de ser um direito.

No Brasil, menos de 4% dos municípios oferecem ab**to legal na rede pública. Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Bioética, realizado com mulheres atendidas pelo Projeto Vivas, revelou que a distância média percorrida para acessar esse serviço é de 1.307 km. Mais da metade precisou viajar mais de 1.000 km para exercer um direito garantido por lei.

Os dados mostram quem são as mulheres mais afetadas por essa barreira:
▪️ 69,3% possuem renda de até dois salários mínimos;
▪️ 49,5% são mulheres negras;
▪️ 47,7% já são mães.

Em outubro de 2025, uma decisão favorável do ministro Luís Roberto Barroso na ADPF 1207 autorizava enfermeiras a realizarem procedimentos de ab**to legal. A medida poderia ampliar o acesso ao cuidado em regiões onde faltam serviços especializados. No entanto, a liminar foi suspensa apenas dois dias depois.

Enquanto o debate jurídico continua, milhares de meninas seguem sem acesso a seus direitos. Cerca de 16 mil meninas menores de 14 anos dão à luz todos os anos no Brasil. Pela legislação brasileira, gravidez nessa faixa etária configura estupro de vulnerável.

Garantir o ab**to legal não é apenas cumprir a lei. É proteger vidas, reduzir desigualdades e assegurar que mulheres, meninas e pessoas que gestam tenham acesso a um cuidado digno, seguro e livre de violência institucional.

A ReHuNa reafirma seu compromisso com os direitos se***is e reprodutivos, a autonomia das mulheres e pessoas que gestam, e a construção de uma assistência baseada em evidências, direitos humanos e respeito.

📚 Fonte: Outra Saúde, a partir de estudo da UnB e do Instituto de Bioética.

ReHuNa DireitosHumanos CriançaNãoÉMãe JustiçaReproduti

01/06/2026

Cuidado, direitos e incidência política caminham juntos.

Durante o Congresso Todo Parto Importa, promovido pelo Instituto Suassuna e pela Rede Umbiguinho, a diretora da ReHuNa, Monalisa, conversou com Luana Gualberto, diretora executiva da Associação Doulas Candangas e uma das vozes atuantes na defesa da regulamentação da profissão de doula no Brasil.

O encontro reuniu especialistas, gestores, profissionais e ativistas para debater temas fundamentais, como saúde mental materna e perinatal, políticas públicas de cuidado, direitos das mulheres e das crianças e a valorização das práticas humanizadas no ciclo gravídico-puerperal.

Na conversa, Luana compartilha reflexões sobre sua atuação em torno do PL 3.946/2021, que regulamenta a profissão de doula, reforçando a importância do reconhecimento dessas profissionais para a promoção de uma assistência mais respeitosa, acolhedora e baseada em evidências.

A presença das doulas nos espaços de construção de políticas públicas fortalece a defesa dos direitos reprodutivos, da autonomia das mulheres e da humanização do parto e nascimento.

▶️ Assista ao vídeo e conte para nós nos comentários: qual a importância das doulas para a transformação da assistência ao parto no Brasil?

Hoje, no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, levantamos a voz por todas as mulheres que não deveriam ter sid...
28/05/2026

Hoje, no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, levantamos a voz por todas as mulheres que não deveriam ter sido silenciadas.

A mortalidade materna não é apenas um número.
Ela revela desigualdades sociais, raciais e estruturais, falhas na assistência obstétrica, dificuldades de acesso ao pré natal e ao parto seguro, além da ausência de políticas públicas efetivas para a proteção da vida das mulheres.

Segundo dados e diretrizes nacionais e internacionais, cerca de 90% das mortes maternas poderiam ser evitadas com acesso oportuno à saúde, acompanhamento adequado, identificação precoce de riscos e uma assistência baseada em evidências científicas, respeito e cuidado humanizado.

Falar sobre redução da mortalidade materna também é falar sobre:
• combate à violência obstétrica
• acesso à informação de qualidade
• equipes capacitadas
• assistência contínua no pré natal, parto e pós parto
• valorização da escuta da mulher
• garantia de direitos maternos
• equidade no cuidado

A defesa de uma assistência segura, respeitosa e humanizada não é uma pauta secundária.
Ela salva vidas.

Que esta data nos lembre da urgência de fortalecer políticas públicas, ampliar o acesso à saúde materna e construir uma rede de cuidado onde nenhuma mulher seja invisibilizada.

Porque maternidade segura deve ser um direito, nunca um privilégio.

Neste mesmo 28 de maio, também celebramos o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, uma data que reforça que saúde feminina vai muito além da ausência de doenças.

Falar sobre saúde da mulher é falar sobre dignidade, autonomia, acesso, prevenção, escuta, acolhimento e direitos.
É reconhecer que mulheres precisam ser cuidadas em todas as fases da vida, com equidade, respeito às suas singularidades e acesso a uma assistência verdadeiramente humanizada.

Saúde da mulher é política, é direito e é luta.
Por todas as mulheres, todos os dias.

27/05/2026

Nos dias 20, 21 e 22 de maio, Brasília recebeu o encontro Todo Parto Importa, reunindo profissionais de diferentes áreas para discutir nascimento, puerpério, saúde mental perinatal, parentalidades e os desafios da implementação da Lei 14.721/23.

A ReHuNa esteve presente em mesas fundamentais desse debate, fortalecendo a defesa de uma assistência baseada em direitos humanos, escuta e cuidado respeitoso.

Entre as vozes que passaram pelo encontro, tivemos também a participação de Tiago Koch — educador perinatal e parental, naturólogo, palestrante e idealizador do Projeto Homem Paterno, iniciativa pioneira no Brasil voltada ao acompanhamento de pais desde a gestação até o puerpério.

Pai da Iara e da Nalu, Tiago vem transformando o debate sobre paternidade no país, incentivando uma presença masculina mais afetiva, consciente e responsável desde o início da vida. Seu trabalho já impactou milhares de famílias, mostrando que falar sobre cuidado também é falar sobre equidade, saúde emocional e transformação social.

No vídeo, Tiago deixa um recado importante sobre a construção de comunidades de cuidado e o papel das paternidades no nascimento e no desenvolvimento das crianças.

💬 Assista, deixe seu comentário e compartilhe essa reflexão.

Obrigada, Tiago. Seguimos juntos na luta pela humanização do parto e nascimento e por paternidades mais presentes, cuidadoras e conscientes. 🤍

A nova Caderneta da Gestante do Ministério da Saúde virou alvo de debates públicos especialmente por reconhecer temas co...
26/05/2026

A nova Caderneta da Gestante do Ministério da Saúde virou alvo de debates públicos especialmente por reconhecer temas como violência obstétrica, plano de parto, saúde mental perinatal e autonomia das mulheres e pessoas que gestam.

Mas o que muitas críticas ignoram é que o documento está alinhado a recomendações internacionais, evidências científicas e direitos já reconhecidos juridicamente no Brasil e no mundo.

A declaração assinada por entidades como ReHuNa, ABENFO, Rede Feminista de Saúde, UBM e organizações de mulheres negras reafirma algo fundamental:

Informação salva vidas.
Direitos precisam ser conhecidos.
O cuidado deve ser respeitoso, baseado em evidências e centrado nas necessidades das pessoas.

Falar sobre violência obstétrica não é atacar profissionais.
É reconhecer que práticas violentas ainda existem e precisam ser enfrentadas com formação, diálogo e políticas públicas.

Compartilhe este conteúdo para que mais pessoas entendam o que realmente está sendo defendido: dignidade, autonomia e cuidado humano no ciclo gravídico-puerperal.

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