Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa

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Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa Organização da sociedade civil que, desde 1993, busca apoiar, promover e reivindicar a prática do atendimento humanizado ao parto e nascimento.

17/09/2026

TBT de um daqueles encontros que continuam ecoando depois que terminam.

Neste trecho, a Valéria nos lembra de algo que não podemos normalizar: violência obstétrica não deve ser aceita, naturalizada ou silenciada.

Mas essa conversa não é responsabilidade apenas de quem vive a experiência do parto.

Existe um conjunto de leis, acordos, políticas e diretrizes que reconhecem direitos e orientam uma assistência respeitosa. E existem pessoas e instituições que fazem parte dessa história: gestantes, famílias, profissionais de saúde, gestores, serviços, universidades, organizações e toda a sociedade.

Cada um pode e deve fazer a sua parte.

Informar.
Escutar.
Respeitar.
Denunciar quando necessário.
Mudar práticas.
Cobrar políticas.
E, principalmente, não tratar a violência como algo “normal” do nascimento.

Porque humanizar o parto não é um detalhe. É respeitar pessoas, direitos e escolhas.

▶️ Assista ao trecho da fala da Verônica e conte para a gente: o que você acha que precisa mudar para que nenhuma pessoa precise passar por uma violência para ter seu filho?

A Lei 15.493/2026 acaba de ser sancionada e determina que o SUS estruture rotinas de avaliação médica completa e periódi...
15/09/2026

A Lei 15.493/2026 acaba de ser sancionada e determina que o SUS estruture rotinas de avaliação médica completa e periódica da saúde da mulher.

A lei prevê exames preventivos e de triagem, orientação nutricional, atenção integral à saúde mental, vacinação e ações de promoção da saúde. E determina que esse cuidado considere idade, raça e etnia, deficiência, condição socioeconômica, território e outros fatores.

É um avanço importante.

Mas, para nós, falar em saúde integral da mulher também significa falar de autonomia, informação, escuta e respeito às suas escolhas em todas as fases da vida.

Inclusive no cuidado sexual e reprodutivo, na gestação, no parto e no pós-parto.

Porque uma avaliação não pode ser apenas uma lista de exames.

Cuidar da saúde da mulher é olhar para a mulher inteira.

A lei entra em vigor 180 dias após sua publicação.

E queremos saber: o que você considera indispensável quando falamos em cuidado integral à saúde da mulher?

10/09/2026

Daphne fez uma pergunta no HackTown.
Agora queremos fazer essa pergunta para você. 👀

Há alguns anos, a Organização Mundial da Saúde começou a provocar uma mudança importante na forma como pensamos o cuidado de quem gesta.

Não bastava mais perguntar:

“O bebê nasceu bem?”

Era preciso perguntar também:

“Como essa pessoa viveu essa experiência?”

Segurança clínica importa. Muito.
Mas respeito, autonomia, informação, privacidade, apoio, escuta e participação nas decisões também fazem parte de um cuidado de qualidade.

A OMS passou a colocar a experiência vivida no centro das discussões sobre gestação, parto e nascimento — e, em 2018, publicou uma diretriz que trazia uma expressão que se tornou fundamental para essa mudança de paradigma.

🎥 No vídeo, Daphne fala justamente sobre esse momento.

Mas antes de continuar lendo…

queremos saber se você lembra:

👇 QUAL FOI O TERMO USADO PELA OMS PARA DEFINIR O QUE DEVERIA SER UM DOS RESULTADOS DO CUIDADO NO PARTO?

Escreva nos comentários.
Sem pesquisar. 😉

Vamos ver quem lembra e quem vai descobrir por aqui.

Gente boa, tem vitória que precisa ser celebrada e também contada. Mais uma conquista das mulheres guerreiras que há ano...
09/09/2026

Gente boa, tem vitória que precisa ser celebrada e também contada.

Mais uma conquista das mulheres guerreiras que há anos vêm mobilizando, dialogando e insistindo para que os saberes das parteiras tradicionais sejam reconhecidos com a dignidade que merecem.

Porque não estamos falando apenas de uma palavra.

Estamos falando de identidade, memória, território, ancestralidade e reconhecimento de um saber que atravessa gerações.

O próprio IPHAN registra a importância dessa mudança de perspectiva e reconhece que a expressão “parteira leiga” foi historicamente questionada por ser discriminatória e por desqualificar o conhecimento dessas mulheres.

E tem algo ainda maior acontecendo: o ofício das parteiras tradicionais foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2024.

Agora, mais uma vez, a mobilização mostra que persistência também é ferramenta de transformação.

A gente pena.
A gente insiste.
A gente se organiza.
A gente luta.

E, com persistência, conquista.

Parabéns a todas que fizeram parte dessa caminhada!

Que a gente nunca se esqueça: nenhuma conquista coletiva nasce do nada. Ela nasce do trabalho muitas vezes silencioso de mulheres que não desistiram.

Grande regozijo!

07/09/2026

Neste vídeo, o Bráulio nos conta um pouco dessa história e abre uma conversa que a Valéria complementa, falando sobre a importância da ReHuNa e sobre esse trabalho muitas vezes incansável e silencioso que sustenta um coletivo como o nosso.

E não poderia deixar de falar da nossa presidente, Daphne Rattner. 💜

Daphne não tem a palavra individualismo no dicionário. Seu olhar é sempre para o coletivo, para as conexões, para aquilo que podemos construir juntos.

E que sorte a nossa ter esse coletivo.
Que sorte a nossa ter pessoas que acreditam, trabalham, articulam e seguem construindo — mesmo quando ninguém está vendo.

E você também faz parte disso. É apoiador, apoiadora, parceiro, parceira, profissional, ativista, alguém que acredita que humanizar o nascimento é transformar o mundo desde o começo.

Seguimos juntos. Porque quando a construção é coletiva, ela vai muito mais longe.

Vamos juntos?

O HackTown também é feito por quem chega junto, cria pontes e faz acontecer. 💫Esses são alguns dos rostos da nossa equip...
05/09/2026

O HackTown também é feito por quem chega junto, cria pontes e faz acontecer. 💫

Esses são alguns dos rostos da nossa equipe da ReHuNa que estão vivendo esse encontro em Santa Rita do Sapucaí, conectando pessoas, ideias, experiências e novos caminhos para falar sobre cuidado, nascimento e transformação.

Agora queremos descobrir uma coisa: quem você reconhece nessas fotos? 👀

Marque aqui nos comentários quem você conhece que está nas nossas fotos representando no HackTown!
E se você também estiver por aqui, vem conversar com a gente. 🤝🏽

Porque conexão boa é aquela que continua mesmo depois que o evento termina.

05/09/2026

Primeiro dia de HackTown. ✨

A ReHuNa está aqui para ocupar espaços, provocar conversas e criar conexões entre humanização, inovação e futuro.

Porque transformar o nascimento também é pensar o futuro que queremos construir.

E esse foi só o começo.

Há algo de muito brasileiro em pensar o nascimento através da música.De um lado, “Baião do Tomás”, de Luiz Tatit e Chico...
03/09/2026

Há algo de muito brasileiro em pensar o nascimento através da música.

De um lado, “Baião do Tomás”, de Luiz Tatit e Chico Saraiva, apresenta a chegada de uma criança como um acontecimento capaz de reorganizar toda uma família. Do outro, “Na Batucada da Vida”, de Ary Barroso e Luiz Peixoto, nos coloca diante de uma chegada ao mundo atravessada pelo abandono, pela desigualdade e pela sobrevivência.

Duas canções, dois tempos, duas experiências de nascer.

E talvez seja justamente aí que esteja a provocação: ninguém nasce apenas para uma história individual. Cada nascimento acontece dentro de uma família, de uma cultura, de um território e também de uma sociedade que pode acolher, proteger ou abandonar.

Na estrada para Poços de Caldas, essas músicas me fizeram pensar que falar sobre nascimento é também falar sobre quem tem rede, quem tem cuidado e quem precisa inventar caminhos para sobreviver.

Porque todo nascimento inaugura uma vida.
Mas o que fazemos depois que alguém chega diz muito sobre o mundo que escolhemos construir.

Talvez a pergunta seja: que Brasil estamos preparando para quem nasce?

Neste Agosto Lilás, precisamos ampliar a conversa: enfrentar a violência contra as mulheres também é uma responsabilidad...
31/08/2026

Neste Agosto Lilás, precisamos ampliar a conversa: enfrentar a violência contra as mulheres também é uma responsabilidade do SUS.

A Atenção Primária à Saúde está dentro dos territórios, próxima das famílias e pode ser um espaço fundamental para reconhecer sinais, acolher, orientar e conectar mulheres à rede de proteção.

Mas existe um desafio enorme: nem toda mulher vai dizer que está sofrendo violência.

Por isso, escutar não pode significar apenas perguntar “o que aconteceu?”.

É preciso preparar profissionais para perceber aquilo que nem sempre é verbalizado, acolher sem julgamento e compreender que violência psicológica, sexual, física e outras formas de violência também produzem impactos na saúde.

O Ministério da Saúde orienta que o acolhimento deve ser integral e que os serviços de saúde têm papel na identificação de situações de violência. A notificação compulsória de casos suspeitos ou confirmados também faz parte desse cuidado.

E aqui existe um ponto fundamental:

notificar não é abandonar a mulher à própria sorte.

A notificação é um instrumento de vigilância em saúde. Ela ajuda o Estado a conhecer a dimensão do problema e construir políticas públicas. A própria legislação brasileira estabelece a notificação compulsória de casos de violência contra mulheres atendidas nos serviços de saúde.

Mas nenhuma ficha, sozinha, rompe um ciclo de violência.

É preciso rede.

Saúde.
Assistência social.
Segurança pública.
Justiça.
Serviços especializados.
E, principalmente, profissionais preparados para acolher.

O artigo de Lina Faria chama atenção justamente para essa fragilidade: a falta de articulação entre os setores e a insuficiente formação profissional ainda dificultam a construção de uma rede capaz de proteger mulheres de forma integral.

Por isso, talvez a pergunta deste Agosto Lilás não seja apenas:

“Como o SUS pode atender uma mulher vítima de violência?”
Mas:

“Como podemos preparar o SUS para reconhecer a violência antes que ela se transforme em uma consequência ainda mais grave?”

Violência de gênero também é uma questão de saúde pública. E uma rede de cuidado preparada pode salvar vidas.

Tem coisa que a gente chama de “chique” porque custa caro.Mas tem coisa que, para nós, vale muito mais: respeito, autono...
26/08/2026

Tem coisa que a gente chama de “chique” porque custa caro.

Mas tem coisa que, para nós, vale muito mais: respeito, autonomia, informação e cuidado.

Por isso entramos na trend mas do nosso jeito.

Porque quando falamos de gestação, parto e pós-parto, não estamos falando apenas de um evento médico. Estamos falando de pessoas, corpos, histórias, famílias, profissionais, escolhas e direitos.

A gente acha chique uma assistência que escuta antes de intervir.
Que explica antes de decidir.
Que respeita o consentimento.
Que reconhece diferentes saberes.
Que entende o papel das doulas, obstetrizes, enfermeiras obstétricas e demais profissionais.
Que sabe que uma cesariana pode salvar vidas mas também sabe que uma cirurgia não deve ser banalizada.
Que entende que o pós-parto também é cuidado.

E, principalmente, achamos muito chique quando quem está vivendo o ciclo gravídico-puerperal deixa de ser coadjuvante e passa a ocupar o centro das decisões sobre o próprio cuidado.

Porque parto respeitoso não é sobre romantizar o nascimento.

É sobre garantir informação, segurança, dignidade, autonomia e cuidado baseado em evidências.

E sim: nem toda pessoa que gesta é mãe.
Por isso, nossa comunicação também precisa ser capaz de acolher diferentes experiências, identidades e formas de constituir uma família.

No fim, talvez seja esse o verdadeiro luxo:

ser cuidado sem ser silenciado. 🤎

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