28/05/2026
Hoje, no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, levantamos a voz por todas as mulheres que não deveriam ter sido silenciadas.
A mortalidade materna não é apenas um número.
Ela revela desigualdades sociais, raciais e estruturais, falhas na assistência obstétrica, dificuldades de acesso ao pré natal e ao parto seguro, além da ausência de políticas públicas efetivas para a proteção da vida das mulheres.
Segundo dados e diretrizes nacionais e internacionais, cerca de 90% das mortes maternas poderiam ser evitadas com acesso oportuno à saúde, acompanhamento adequado, identificação precoce de riscos e uma assistência baseada em evidências científicas, respeito e cuidado humanizado.
Falar sobre redução da mortalidade materna também é falar sobre:
• combate à violência obstétrica
• acesso à informação de qualidade
• equipes capacitadas
• assistência contínua no pré natal, parto e pós parto
• valorização da escuta da mulher
• garantia de direitos maternos
• equidade no cuidado
A defesa de uma assistência segura, respeitosa e humanizada não é uma pauta secundária.
Ela salva vidas.
Que esta data nos lembre da urgência de fortalecer políticas públicas, ampliar o acesso à saúde materna e construir uma rede de cuidado onde nenhuma mulher seja invisibilizada.
Porque maternidade segura deve ser um direito, nunca um privilégio.
Neste mesmo 28 de maio, também celebramos o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, uma data que reforça que saúde feminina vai muito além da ausência de doenças.
Falar sobre saúde da mulher é falar sobre dignidade, autonomia, acesso, prevenção, escuta, acolhimento e direitos.
É reconhecer que mulheres precisam ser cuidadas em todas as fases da vida, com equidade, respeito às suas singularidades e acesso a uma assistência verdadeiramente humanizada.
Saúde da mulher é política, é direito e é luta.
Por todas as mulheres, todos os dias.