26/08/2025
Vamos lá, preparei especialmente para você!
O termo "narcisismo" vem da mitologia grega e é bastante conhecido: relaciona-se às pessoas que têm uma opinião exageradamente elevada sobre si mesmas, que sentem necessidade de serem admiradas e de serem sempre o centro das atenções.
Muitas vezes as pessoas narcisistas acabam tratando os outros como inferiores, podendo se mostrar inflexíveis, superficiais e pouco empáticas. Tendem a ser egocêntricas, manipuladoras e podem até demonstrar comportamento abusivo.
O convívio com uma pessoa narcisista pode ser muito difícil, especialmente se ela for a sua mãe. Como os filhos quase sempre idealizam a figura materna, acreditando que seu amor por eles está acima de tudo, deparar-se com a realidade de ter uma mãe narcisista costuma causar bastante sofrimento emocional.
A mãe narcisista pode muito frequentemente expressar insatisfação, desinteresse e até mesmo raiva pelos filhos. Isto pode gerar consequências muito negativas para a saúde emocional das crianças e jovens, que tendem a se sentir inadequados, insuficientes, inseguros, ansiosos e com baixa autoestima - fatores que podem levar ao desenvolvimento de quadros depressivos, transtornos ligados à autoimagem, entre outros.
É comum também que mães narcisistas se comportem de forma diferente na frente dos outros, mas, na intimidade, voltem a ser mais frias, inacessíveis e desinteressadas. E, como não costumam ter autocrítica, dificilmente enxergam seus próprios erros - e, por isso, não acreditam que precisam promover mudanças.
Por trás de uma personalidade narcisista há, na verdade, uma pessoa insegura, com baixa autoestima e que vive em busca da aprovação do outro. Nesta relação em que todos os envolvidos passam por quadros de sofrimento, o trabalho psicoterapêutico pode ajudar muito, tanto a mãe quanto os filhos.
Entender os papéis, comportamentos e as fragilidades é um passo importante para que se possa construir mudanças que levem a uma vida familiar mais equilibrada e feliz, na qual todos se sintam importantes e verdadeiramente acolhidos.
Texto de :
Cida Magalhães
Psicanalista Clínica