18/03/2026
Neste ano em que o Na Hora completa 24 anos de existência, o que deveria ser motivo de celebração também se torna um momento de reflexão crítica e cobrança legítima. Desde a última solenidade de aniversário, quando se completaram 22 anos, não houve qualquer avanço concreto na valorização dos servidores que sustentam, diariamente, a excelência desse serviço público.
As demandas são antigas, justas e amplamente conhecidas: a implementação da jornada de 7 horas corridas, a recomposição da GAP — há mais de 16 anos sem qualquer atualização frente às perdas inflacionárias — e a ampliação da carga horária de 40 horas, atualmente restrita a pouco mais de 30 servidores. Trata-se de reivindicações básicas, que visam corrigir distorções históricas e garantir condições dignas de trabalho.
É inaceitável que, ao mesmo tempo em que o programa se expande, com a inauguração de novas unidades — como a do Venâncio 2000 e, em breve, mais uma em Samambaia —, os trabalhadores continuem sendo negligenciados. A expansão física e institucional não pode ocorrer às custas da desvalorização humana.
Os servidores do Na Hora são reconhecidos pela dedicação, eficiência e compromisso com a população do Distrito Federal. Mesmo diante de um cenário de descaso, continuam entregando um serviço de excelência. No entanto, não se pode naturalizar essa sobrecarga nem ignorar a necessidade urgente de reconhecimento.
A valorização dos trabalhadores não é apenas uma questão administrativa — é uma questão de justiça. Sem servidores motivados, respeitados e devidamente remunerados, não há política pública que se sustente com qualidade.
É hora de a Secretaria de Justiça assumir sua responsabilidade e abrir um diálogo sério, transparente e efetivo com a categoria. O fortalecimento do Na Hora passa, necessariamente, pela valorização de quem faz o programa acontecer todos os dias.
Chega de invisibilidade. Valorização já.