Conselho Indigenista Missionário - Cimi

Conselho Indigenista Missionário - Cimi O Cimi é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Há 50 anos em defesa dos povos indígenas
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Com profunda indignação, o Cimi acompa as notícias de perseguições, detenções, agressões e criminalização de indígenas e...
12/06/2026

Com profunda indignação, o Cimi acompa as notícias de perseguições, detenções, agressões e criminalização de indígenas e camponeses que se mobilizam em defesa de seus direitos, de seus territórios e de suas formas próprias de existência.

🚨 Alertamos da possibilidade de acirramento desta repressão depois de que Congresso boliviano ampliou, nestes últimos dias, os poderes do Presidente para declarar o estado de exceção e ampliar o uso das forças do Estado contra as mobilizações sociais.

🇧🇴 A Constituição Política do Estado Plurinacional da Bolívia, referência em toda América Latina, reconhece a diversidade de povos e nações indígenas que constituem o país, bem como seus idiomas, culturas, instituições e formas próprias de organização. Trata-se de uma conquista histórica desses povos, fruto de séculos de resistência e luta por reconhecimento, dignidade e justiça.

Contudo, apesar dessas conquistas, os povos indígenas continuam enfrentando a persistência de estruturas coloniais, racistas e excludentes que negam seus direitos e buscam silenciar suas vozes sempre que estas se levantam em defesa dos territórios, da natureza e da vida.

Leia a nota do Cimi na íntegra em cimi.org.br

A conjuntura contemporânea é marcada pela convergência de múltiplas crises que atravessam as dimensões política, econômi...
11/06/2026

A conjuntura contemporânea é marcada pela convergência de múltiplas crises que atravessam as dimensões política, econômica, social, cultural, ambiental e tecnológica. Longe de constituírem fenômenos isolados, essas dinâmicas expressam a permanência de um modelo histórico de desenvolvimento assentado na exploração intensiva dos territórios, na concentração de riquezas e na subordinação dos direitos humanos aos interesses da acumulação econômica.

No artigo, os autores examinam a relação entre desenvolvimento, direitos humanos e democracia em um contexto marcado por crise climática, autoritarismo, novas tecnologias e disputas políticas no Brasil

📰 Exclusiva Porantim: “A vida depende do nosso levante”No final de fevereiro de 2026, lideranças indígenas de onze estad...
01/06/2026

📰 Exclusiva Porantim: “A vida depende do nosso levante”

No final de fevereiro de 2026, lideranças indígenas de onze estados se reuniram no extremo sul da Bahia para uma partilha de lutas, estratégias e determinação.

Um encontro nacional que reuniu lideranças indígenas de onze estados e diversos povos, que se somaram aos Pataxó, Tupinambá e Pataxó Hã-Hã-Hãe para trocar experiências e articular estratégias comuns para enfrentar as ameaças que rondam seus territórios e seus direitos.

Apesar de diferentes entre si, suas histórias carregam o mesmo peso: ameaças, criminalização e resistência que não recua. “A nossa luta é por território, é por dignidade. Nós somos terra. E nós buscamos respeito e sobrevivência”.

📌 Confira o texto na íntegra acessando o link em nosso perfil.

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29/05/2026

Povo Xucuru-Kariri participa de reunião sobre demarcação de território na região de Brumadinho

Ontem, quinta-feira (28), advogados da Vale, representantes da Cemig e membros do Ministério Público Federal (MPF) se reuniram com o cacique do povo Xucuru-Kariri, Carlos Arapowãnã, e lideranças de sua aldeia. A pauta central foi o processo de delimitação do território em retomada, resultado de mais de quatro anos de luta e resistência do povo pela posse definitiva de suas terras pós crime da Vale em Brumadinho (MG).

Durante o encontro, foram apresentados elementos que reforçam a legitimidade da reivindicação territorial, com evidências da presença contínua da comunidade na área e de seu compromisso com a proteção da terra.

Mesmo diante da morosidade dos processos institucionais, o povo Xucuru-Kariri permanece no território, com ações concretas de preservação ambiental e reflorestamento de áreas anteriormente degradadas. O fortalecimento das famílias, o crescimento da comunidade e a vitalidade da cultura e da espiritualidade são apontados como pilares fundamentais dessa resistência.

A fala do cacique Carlos Arapowãnã traduz a dimensão que sustenta essa caminhada: “90% da luta é conduzida pelos encantados, e apenas 10% é realizada pelo meu povo.” A declaração reafirma que a defesa do território vai além do campo jurídico e político — trata-se de um compromisso sagrado com os ancestrais e com as futuras gerações.

📝 Vídeo e texto: Caio Silva/Cimi

Brumadinho

“Os territórios indígenas não estão à venda”Esta é a capa do Porantim de abril, que destaca o 22º Acampamento Terra Livr...
28/05/2026

“Os territórios indígenas não estão à venda”

Esta é a capa do Porantim de abril, que destaca o 22º Acampamento Terra Livre.

Com um editorial em homenagem aos 54 anos do Cimi, a edição nº 484 do Porantim destaca também:

🏹 Semana dos povos indígenas
Território e Moradia – Onde moram os teus irmãos?

🚨 Segue a escalada de violência
Sempre que o Estado demora, mais alguém morre
Lideranças Pataxó e Tupinambá denunciam perseguição e violações de direitos humanos ao Alto Comissariado da ONU

✊🏾 Vozes que se levantam
Intercâmbio de mulheres indígenas fortalece a voz coletiva na luta por dignidade

🛖 Martírio de Kiwxi
Memória, fé e justiça: a páscoa de Vicente Cañas na terra indígena Enawenê Nawê

🇧🇷 O Brasil falhou
Anistia: 43 anos depois, o Estado que calou Marçal agora pede desculpas

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26/05/2026

Com foco nos eixos universidade indígena e territórios etnoeducacionais, o encontro virtual promovido pelo Cimi propõe o debate sobre políticas públicas que articulem as demandas históricas, avanços e desafios na educação indígena.

A educação escolar indígena diferenciada constitui um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988, que reconhece aos povos indígenas o uso de suas línguas maternas, seus processos próprios de aprendizagem e suas formas específicas de organização social e cultural. A partir desse marco, a educação indígena passa a ser compreendida não como um modelo de integração, mas como um processo vinculado à autonomia dos povos, à valorização de seus saberes e à defesa de seus territórios.

É nesse contexto que se fortalece também o debate sobre a universidade indígena: uma proposta construída desde os povos indígenas, comprometida com a autonomia epistemológica, curricular e política, e com a produção de conhecimentos vinculados às realidades, cosmologias e projetos coletivos indígenas.

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22/05/2026

Ao comprar qualquer produto na nossa lojinha, você fortalece o trabalho do Conselho Indigenista Missionário na defesa dos direitos dos povos indígenas.

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🏹 A causa indígena é de todos nós.

🌳 Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a redução da proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, e abriu mais um...
21/05/2026

🌳 Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a redução da proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, e abriu mais uma frente de ataque contra uma das regiões mais pressionadas da Amazônia. O texto agora segue para o Senado, mas o recado já é grave: em nome da grilagem, da mineração e da expansão da fronteira agropecuária, querem enfraquecer áreas protegidas estratégicas para o Tapajós.

🚨 Hoje, o STF pode decidir se o Tapajós leva o segundo golpe em menos de 24 horas. O julgamento sobre o Parque Nacional do Jamanxim não autoriza a Ferrogrão, mas pode validar ou barrar a manobra que abriu caminho para o traçado da ferrovia. Por isso, os povos indígenas que estiveram em Brasília durante o ATL reforçam o um recado: STF, não deixe a Ferrogrão destruir o Tapajós.

PovosIndigenas

🏹 A política indigenista brasileira, ao invés de assegurar direitos constitucionais e reparar injustiças históricas, par...
19/05/2026

🏹 A política indigenista brasileira, ao invés de assegurar direitos constitucionais e reparar injustiças históricas, parece caminhar em sentido inverso: administra conflitos sem resolvê-los, relativiza direitos originários e transforma garantias constitucionais em objeto de negociação política e econômica.

O que se percebe, de fato, no Brasil, é que a questão indígena é tolerada enquanto dela se extraem elementos culturais. Mas, quando os povos exigem aquilo que constitui a essência de sua existência – a terra -, passam a ser marginalizados, excluídos, perseguidos e violentados. Ainda assim, apesar de séculos de violência, os povos indígenas permanecem resistindo. As resistências indígenas não são apenas reação; são afirmação permanente de existência, identidade e pertencimento.

Os povos indígenas deixaram há muito tempo o lugar de tutela que o Estado tentou lhes impor. Hoje, afirmam-se como sujeitos políticos, jurídicos e históricos, protagonizando suas próprias lutas e denunciando, nacional e internacionalmente, as violações de direitos.

✊🏾 Esse protagonismo incomoda setores econômicos e políticos interessados na apropriação dos territórios indígenas. Mas, apesar dessa lógica, os povos indígenas seguem demonstrando que seus direitos não nasceram do Estado.

📝 Artigo de Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, do Cimi Regional Sul

🔗 Leia mais no site do Cimi (link no perfil)

🚨 O caso é mais um capítulo da criminalização imposta pelo Estado brasileiro às reivindicações territoriais dos Pataxó, ...
18/05/2026

🚨 O caso é mais um capítulo da criminalização imposta pelo Estado brasileiro às reivindicações territoriais dos Pataxó, e que agora se estende a profissionais, servidores públicos e organizações de apoio à causa indígena.

🚔 A antropóloga Sheila Brasileiro, perita do MPF há três décadas, foi alvo de uma ação da Polícia Federal de busca e apreensão. Conforme decisão da Vara Federal de Teixeira de Freitas (BA), a medida faz parte da Operação Sombras da Mata, que apura “invasões de propriedades rurais”, no sul da Bahia.

Em nota pública, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) informa que “a medida ocorre em um contexto de extrema tensão e violência no Sul da Bahia, marcado por denúncias de assassinatos de lideranças indígenas e conflitos territoriais agudos”.

📣 Tanto a ABA quanto outras organizações indigenistas e sociais, bem como grupos de estudo e pesquisa em antropologia e ciências sociais de universidades de todo o país, a ação da Polícia Federal é um "grave precedente" de criminalização do exercício profissional da antropologia e da falta de segurança jurídica ao trabalho de servidores e servidoras.

Endereço

Rua São Bernardo
Brasília, DF
72850-505

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