06/05/2026
Filha de um ex-dependente químico, Flávia cresceu com uma dor que marcou sua infância.
Quando tinha apenas quatro anos, viveu a saída do pai de casa.
Naquele momento, sem entender o que estava acontecendo, guardou um pensamento que a acompanhou por anos:
Ele preferiu as dr**as a mim.
Hoje, atuando como psicóloga no mesmo contexto que um dia afetou sua própria história, ela enxerga tudo de forma diferente.
Com o tempo, compreendeu que se tratava de uma doença.
E foi nesse entendimento que encontrou espaço para algo que antes parecia impossível: o perdão.
Ao perdoar o pai, Flávia também iniciou um processo de cura pessoal.
Uma reconciliação interna que segue acontecendo, todos os dias.
Hoje, cada pessoa que ela atende carrega, de alguma forma, essa história.
E é com esse olhar que ela escolhe cuidar das pessoas que atende.
Serviços como o Pro-Vida, na Bahia, podem ser agentes de mudança.
Eles resgatam pessoas de situações profundas de vulnerabilidade, restauram a dignidade e ajudam a reconstruir relacionamentos familiares.
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