30/07/2026
No 1º semestre de 2026, as exportações brasileiras de rochas ornamentais somaram US$ 705,0 milhões e 1,037 milhão t, com retração de 4,6% em valor e 0,4% em volume físico em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do desempenho acumulado negativo, o mês de junho registrou o melhor resultado mensal do ano, com US$ 163,2 milhões exportados.
Houve aumento da participação das rochas brutas, especialmente granitos e quartzitos em blocos, e redução relativa dos materiais processados, movimento que contribuiu para a queda do preço médio das exportações, de US$ 709/t para US$ 680/t. Esse comportamento reforça a necessidade de ampliar a agregação de valor, fortalecer o beneficiamento industrial e preservar a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados de maior valor unitário.
Entre os principais destaques, observou-se o avanço das exportações para a China, que alcançaram US$ 142,7 milhões e passaram a representar 20,2% da receita cambial do setor, impulsionadas sobretudo pela compra de blocos. Em sentido oposto, os EUA mantiveram-se como principal destino das rochas brasileiras, mas com perda relativa de participação e retração nas compras, especialmente de materiais processados.
As importações brasileiras do setor somaram US$ 19,5 milhões e 44,1 mil t, com crescimento de 1,1% em valor e 13,2% em volume físico, mantendo participação modesta frente ao desempenho exportador. A balança comercial setorial permaneceu amplamente superavitária, com saldo de US$ 685,6 milhões no semestre.
A nova tarifação norte-americana constitui ponto de atenção para o setor, mas seus impactos potenciais podem ser mitigados pelo correto enquadramento fiscal dos produtos exportados. Destaca-se, nesse contexto, a importância da classificação adequada dos materiais silicáticos e da comprovação petrográfica, especialmente para produtos enquadrados na NCM 6802.99.90, correspondente ao código 6802.99.00 no HTS US, que permaneceu isento da sobretaxa de 25%.
O cenário do semestre evidencia a importância de ações coordenadas para preservar destinos estratégicos, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a presença internacional de produtos com maior valor agregado.