Diante da ameaça decorrente da aprovação do Plano de Manejo da Área de Preservação Ambiental (APA) de Pouso Alto - Chapada dos Veadeiros, que permitiria intensas atividades predatórias no sensível patrimônio ambiental da região, um grupo com forte ligação com o local e com suas questões ambientais reuniu-se para contribuir com o melhoramento desse plano, promovendo o diálogo entre as partes com o
objetivo de atingir o ideal do desenvolvimento sustentável. Buscando formar entendimentos e soluções a partir de diálogos e reuniões com a sociedade civil, governo e empresários, fortaleceu-se uma mobilização social de grande repercussão, onde surgiu a campanha SOS CHAPADA DOS VEADEIROS. Dessa forma, iniciou-se uma série de ações em rede visando fortalecer o assunto e formular um novo plano de manejo sustentável e que defendesse os potenciais da região, visto a crítica questão ambiental, hídrica e climática que vive o Bioma Cerrado.
É absurda a falta de informações sobre a degradação do Bioma Cerrado, ameaçado de extinção. A ausência de uma legislação específica necessária em defesa do bioma, planos de desenvolvimento com base em sua conservação, além do déficit de organizações focadas nessas questões, fortificaram a necessidade de agir em defesa do bioma como um todo. Da união das pessoas que abraçaram esta missão, surgiu a campanha nacional SOS MAIS CERRADO, focada em ações e projetos de sensibilização sobre a importância do Bioma Cerrado. Para maior efetividade nas diversas frentes em defesa do Bioma Cerrado, enxergou-se a necessidade de institucionalizar o grupo e essas ações, o que resultou na criação da Fundação MAIS Cerrado. Hoje, a Fundação é uma entidade civil sem fins lucrativos, ampliou seu grupo original com a chegada de novos colaboradores, articulou-se para que a questão do Bioma Cerrado seja abordada em toda a sua complexidade, envolvendo os seus aspectos ambientais, socioculturais, político e econômico, como também, sua vital importância para a biodiversidade nacional e mundial. O Cerrado tem um enorme potencial para a realização de investimentos em projetos ambientais, como o incentivo ao ecoturismo, à agroecologia, à produção orgânica, aos produtos típicos do bioma, programas de pagamentos por serviços ambientais (PSA), produção de água, recuperação ecossistêmica, pesquisas, educação ambiental, energia renovável, produtos medicinais. Uma nova visão sustentável de gestão eficiente do meio ambiente deve ser construída, sua resultante é um cenário de diversas oportunidades a todos.