12/08/2026
🚩A publicação Políticas Públicas Federais para Infâncias, Adolescências e Juventudes entre 2024 e 2025 chama atenção para um aspecto fundamental do enfrentamento ao trabalho infantil: a necessidade de compreender as desigualdades que tornam determinados grupos mais vulneráveis a esta violação de direitos.
Os dados mais recentes mostram que 66% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são pretos ou pardos. Além disso, a incidência é maior nas Regiões Norte e Nordeste, evidenciando que fatores como raça, território e renda influenciam diretamente as oportunidades de acesso à educação, à proteção social e ao desenvolvimento integral.
Essas desigualdades não surgem no momento em que uma criança começa a trabalhar. Elas estão presentes nas condições de vida, no acesso aos serviços públicos, na proteção oferecida às famílias e nas oportunidades disponíveis nos territórios.
Por isso, enfrentar o trabalho infantil pede mais do que ações pontuais. Exige políticas públicas capazes de reconhecer as diferentes realidades vividas por crianças e adolescentes e responder às vulnerabilidades que ampliam os riscos de exploração e violação de direitos.
📖 Acesse a publicação completa no site do FNPETI.