Centro de Trabalho Indigenista

Centro de Trabalho Indigenista O CTI atua em Terras Indígenas inseridas nos Biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
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O CTI tem como marca de sua identidade a atuação direta em Terras Indígenas por meio de projetos elaborados a partir de demandas locais, visando contribuir para que os povos indígenas assumam o controle efetivo de seus territórios. O CTI tem como marca de sua identidade a atuação direta em Terras Indígenas de modo a contribuir para que os povos indígenas assumam o controle efetivo de seus territór

ios, esclarecendo-lhes sobre o papel do Estado na proteção e garantia de seus direitos constitucionais.

14/08/2026

Somando com a Mobilização Nacional Indígena (MNI), o CTI vem apoiando a mobilização dos povos indígenas de diferentes regiões do país em Brasília, em defesa de seus direitos territoriais e para acompanhar os julgamentos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora a tese do marco temporal de 1988 já tenha sido considerada inconstitucional pelo STF, lideranças e organizações indígenas alertam para outros entraves em discussão que podem dificultar ou até inviabilizar os processos de demarcação.

Entre as preocupações estão a ampliação das indenizações a ocupantes não indígenas, a possibilidade de permanência desses ocupantes nos territórios até o pagamento das indenizações e outras medidas que podem retardar a garantia dos direitos territoriais indígenas.

Vindas de diferentes territórios, as lideranças reforçam a importância da participação dos povos indígenas nas decisões que afetam diretamente suas vidas, seus direitos e seus territórios. “Nunca mais sem nós.”

O CTI segue ao lado dos povos indígenas, apoiando suas lutas pela garantia de direitos e pela proteção de seus territórios.

Imagens de drone cedidas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

13/08/2026

No de hoje, resgatamos o filme Festa para Xopê, produzido em agosto e setembro de 2012, na Aldeia Nova, TI Kraolândia, no norte do Tocantins.

O filme acompanha os preparativos e a festa de Txopet Krahô, de 6 anos. Depois de passar por um período de doença, agora recuperada, sua família oferece a celebração para a aldeia. A partir da festa, Txopet pode voltar a brincar, cantar no pátio e participar da vida social junto às outras crianças.

Festa para Xopê foi realizado para compor a exposição O Paíz Timbira. O projeto foi realizado pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e pelo Centro Timbira de Ensino e Pesquisa Pënxwyj Hëmpejxà, em parceria com a Associação Wyty-Catë dos Povos Timbira do Maranhão e Tocantins e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Assista ao filme completo aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=eisy7ZyfchA

Em um cenário crescente de expansão agrícola e monocultivos no entorno do território avá-guarani, no Oeste do Paraná, a ...
12/08/2026

Em um cenário crescente de expansão agrícola e monocultivos no entorno do território avá-guarani, no Oeste do Paraná, a recuperação de áreas degradadas e a recomposição da vegetação nativa tornam-se estratégias primordiais de proteção territorial.

No mês de julho, o CTI acompanhou a entrega de mudas e a realização de plantios em oito aldeias nos municípios de Guaíra e Terra Roxa (PR). As atividades foram desenvolvidas em diálogo com as comunidades e suas lideranças, respeitando as prioridades definidas em cada aldeia.

A iniciativa apoia processos já conduzidos pelas comunidades: como a recuperação de áreas degradadas, o cuidado com nascentes, o fortalecimento dos roçados e quintais agroflorestais e a ampliação da autonomia para o manejo e a produção de espécies nativas.

Os próximos passos incluem o monitoramento das áreas plantadas, da regeneração da vegetação, além do aprofundamento de estratégias como a muvuca de sementes e a criação de novos viveiros comunitários.

As atividades foram realizadas pelo CTI por meio dos projetos Semeando a Diversidade, apoiado pela Buddhist Global Relief (BGR), e do projeto Revitalizando as Matas Nativas. As ações reforçam o protagonismo das comunidades avá-guarani na recuperação de seus territórios e fortalecem iniciativas locais de proteção das águas, da biodiversidade e da segurança alimentar nas aldeias.

O Centro de Trabalho Indigenista está com três vagas abertas para atuação no Programa Guarani, no âmbito do projeto “Sal...
12/08/2026

O Centro de Trabalho Indigenista está com três vagas abertas para atuação no Programa Guarani, no âmbito do projeto “Salvaguarda da Tava: referência cultural Guarani – Nhane arandu mbaraeteve rã”, executado pelo CTI com fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

As oportunidades são para:
* Consultoria Antropológica
* Assessoria Técnica Ambiental
* Assessoria Técnica

As pessoas contratadas atuarão junto ao Tekoa Koẽ’ju, na Terra Indígena Inhacapetum, em São Miguel das Missões (RS), com atividades relacionadas à salvaguarda da Tava, ao fortalecimento dos saberes e práticas Guarani, à pesquisa complementar realizada por pesquisadores indígenas e às ações ambientais, culturais e de articulação previstas pelo projeto.

Todos os processos seletivos serão realizados em duas etapas: análise de currículo, carta de intenções e proposta comercial, seguida de entrevistas virtuais com as pessoas selecionadas. As candidaturas devem ser enviadas até 21/8.

👉 Acesse os Termos de Referência e os formulários online para candidatura aqui: https://trabalhoindigenista.org.br/cti-contrata-assessorias-programa-guarani/

Cuidar das mulheres é fortalecer comunidades inteiras. Mulheres Gavião Pyhcop Catiji e Apãnjekrá-Canela se reuniram, no ...
11/08/2026

Cuidar das mulheres é fortalecer comunidades inteiras.
Mulheres Gavião Pyhcop Catiji e Apãnjekrá-Canela se reuniram, no mês de julho, para compartilhar saberes, fortalecer redes de cuidado e construir caminhos para a saúde nos territórios Timbira.

Durante quatro dias, o Encontro Formativo em Saúde da Mulher Timbira foi espaço de escuta entre gerações, diálogo e construção coletiva. Alimentação tradicional, plantas medicinais, resguardos, saúde mental, enfrentamento à violência contra as mulheres e à alcoolização estiveram entre os temas debatidos.

As participantes reafirmaram que saúde também é território preservado, cultura viva, roça, medicina tradicional, cantos, festas e transmissão de conhecimentos. Ao final, uma carta reuniu propostas para fortalecer a medicina Timbira, valorizar parteiras, pajés e especialistas indígenas, proteger as mulheres e ampliar uma atenção à saúde que respeite os modos de vida dos povos.

O Encontro é uma iniciativa do CTI e da Associação Wyty Catë das Comunidades Timbira do Maranhão e Tocantins, no âmbito do projeto “Território e Saúde: Olhares e Estratégias Guarani e Timbira”, com apoio do Fundo Amazônia/BNDES

Saiba mais informações sobre o encontro em nossa matéria: https://trabalhoindigenista.org.br/12934-2/

De 27 e 31 de julho, representantes de organizações da Amazônia e do Gran Chaco se reuniram no Suriname para fortalecer ...
10/08/2026

De 27 e 31 de julho, representantes de organizações da Amazônia e do Gran Chaco se reuniram no Suriname para fortalecer a articulação regional em defesa dos Povos Indígenas em Isolamento e de Recente Contato (PIACI).

O encontro foi realizado pelo Grupo de Trabalho Internacional para a Proteção dos Povos Indígenas em Isolamento e de Recente Contato (GTI-PIACI), articulação formada por 21 organizações indígenas e da sociedade civil de Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela.

O grupo atua de forma colaborativa na proteção dos direitos, dos territórios e da vida dos PIACI em toda a região.

Durante a Assembleia, foram compartilhadas experiências, analisados os principais desafios enfrentados nos diferentes países e discutidas estratégias para fortalecer a cooperação regional. Entre as principais ameaças debatidas estiveram o avanço de atividades econômicas sobre territórios indígenas e a fragilidade na garantia de direitos, além de outros fatores que colocam em risco a sobrevivência desses povos.

Membro do GTI-PIACI, o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) participou das discussões, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos dos PIACI e com o fortalecimento da cooperação entre as organizações da região.

Entre os dias 17 e 20 de julho, o povo Krenjê realizou o Pyr'pex em homenagem a Cu'tetet Krenjê, seis meses após seu fal...
06/08/2026

Entre os dias 17 e 20 de julho, o povo Krenjê realizou o Pyr'pex em homenagem a Cu'tetet Krenjê, seis meses após seu falecimento.

Conhecido em como ritual da Tora Grande, o Pyr'pex reúne espiritualidade, tradição e memória em um momento de profunda importância para os povos Timbira. Mais do que marcar o encerramento do período de luto, o ritual reafirma os ensinamentos deixados por aqueles que vieram antes e fortalece os laços que unem a comunidade.

Familiares, lideranças indígenas e representantes de diferentes povos estiveram reunidos para homenagear Cu'tetet, liderança fundamental na luta pela conquista do território Krenjê.

No carrossel, conheça um pouco mais sobre o significado desse momento e a trajetória de uma liderança cuja história permanece presente na caminhada de seu povo.

Você sabe o que é um PGTA?O Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) é um instrumento elaborado pelos próprios pov...
06/08/2026

Você sabe o que é um PGTA?

O Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) é um instrumento elaborado pelos próprios povos indígenas para orientar o cuidado com seus territórios. Nele são reunidos os conhecimentos tradicionais, as formas de uso da terra, os acordos coletivos e estratégias para proteger a floresta, os rios, e a biodiversidade, e fortalecendo os modos de vida indígenas.

No desta semana, destacamos o Yi Esaikáp – Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Andirá-Marau, território do povo Sateré-Mawé,
A Terra Indígena Andirá-Marau foi homologada em 1986 e possui 788.528 hectares, abrangendo os municípios de Barreirinha e Maués (AM) e Parintins, Aveiro e Itaituba (PA). Os Sateré-Mawé habitam a região do médio rio Amazonas desde tempos imemoriais, falam a língua sateré, do tronco linguístico Tupi, e são reconhecidos por ter domesticado o como os domesticadores do guaraná (warana), elemento central de sua cultura, organização social e economia.

Publicado pelo CTI em 2023, o documento é resultado de um amplo processo participativo conduzido pelos próprios Sateré-Mawé. Sua elaboração envolveu reuniões comunitárias, formação de agentes ambientais, expedições de mapeamento e a construção coletiva de acordos para a gestão da Terra Indígena Andirá-Marau. Ao CTI coube apoiar a organização e a sistematização desse processo.

Mais do que um documento, o Yi Esaikáp registra um processo de planejamento construído coletivamente pelos Sateré-Mawé e reafirma o protagonismo indígena na proteção do território, da cultura e dos conhecimentos tradicionais.

Leia o documento completo em nossa biblioteca digital. O link esta aqui:
https://biblioteca.trabalhoindigenista.org.br/documentos/pgta-da-terra-indigena-andira-marau/

05/08/2026

Hoje, o CTI acompanhou o lançamento do projeto político “Nosso território, nossa vida”, que reafirma a demarcação das Terras Indígenas como compromisso central e aponta caminhos para o futuro do Brasil.

O documento foi entregue a representantes do governo federal, incluindo integrantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). O evento reuniu cerca de 30 lideranças indígenas de diferentes regiões do país e organizações que compõem a APIB, além de parceiros e apoiadores.

A proposta está disponível em nossoterritorionossavida.org, onde é possível acessar o documento completo e manifestar apoio.

O lançamento acontece em um momento decisivo: entre 7 e 18 de agosto, o STF retoma o julgamento do marco temporal, tema que pode impactar diretamente os processos de demarcação das Terras Indígenas.

A Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC) inicia uma nova etapa de atuação com uma coordenação renovada, prio...
05/08/2026

A Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC) inicia uma nova etapa de atuação com uma coordenação renovada, prioridades políticas definidas e uma agenda voltada ao fortalecimento da defesa dos territórios indígenas e do Cerrado.

Na nova matéria do site do CTI, conheça os principais encaminhamentos do encontro realizado em Brasília e em Mato Grosso do Sul, que reuniu representantes de diferentes povos para compartilhar experiências e definir estratégias para os próximos anos.

Leia a matéria completa no site do CTI aqui: https://trabalhoindigenista.org.br/mopic-inicia-novo-ciclo/


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