15/05/2026
O Diário do Rio publicou em 11 de janeiro de 2026 um artigo de Rafael Azevedo que merece a leitura dos que vivem a Cultura no Brasil:
“Cultura e patrimônio em 2026: o que eleitores e políticos precisam enxergar antes do voto”
Num ano de eleições nacionais e estaduais, é hora de transformar a pauta cultural — sempre tratada como ornamento — em compromisso concreto de governo, com carreira, descentralização real e fortalecimento dos órgãos regionais.
[...] três pontos deveriam estar no centro de qualquer programa sério de mandato — e, portanto, no centro do olhar de quem vota.
O primeiro é uma obviedade que o Brasil insiste em adiar: o plano de carreira do Ministério da Cultura. Plano de carreira não é capricho corporativo; é o esqueleto administrativo sem o qual nada se sustenta. Ele organiza ingresso, remuneração, progressão, formação continuada e atribuições. Sem isso, não há estabilidade técnica, não há retenção de quadros qualificados, não há memória institucional — e tudo vira improviso, rotatividade, dependência do “gênio de ocasião” ou do abnegado que segura a máquina no braço. O próximo ciclo de mandatos (2027–2030) não avançará em nada estrutural se continuar tratando o corpo técnico como detalhe secundário. A cultura não se realiza apenas com editais: ela se realiza com gente competente, formada, valorizada e em número suficiente para fazer o Estado funcionar na ponta. [...]
Clique e leia a íntegra do artigo: https://bit.ly/4wwOD5Z