GT Infraestrutura

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O Grupo de Trabalho (GT) Infraestrutura é uma rede de 40 organizações unidas para debater modelos sustentáveis de desenvolvimento baseados na justiça socioambiental para o Brasil e os brasileiros.

🔎 A revogação do Decreto 12.600/25, que incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de ...
05/03/2026

🔎 A revogação do Decreto 12.600/25, que incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização, foi tratada por editoriais de grandes jornais como um retrocesso e uma concessão a “pressões indígenas”. Mas essa leitura reduz um debate que é ao mesmo tempo jurídico, técnico e político.

👉🏽 Ao contrário do que afirmam os editoriais, estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEAs) não dependem da inclusão de projetos no programa de desestatização para serem realizados. Pelo contrário: esses estudos deveriam anteceder decisões políticas, avaliando de forma aberta a viabilidade das hidrovias, seus impactos socioambientais e as alternativas logísticas possíveis.

⚠️ Ao tratar a reação indígena como “chantagem” e a queda do decreto como retrocesso, os editoriais esvaziam o debate e ignoram que decisões sobre os rios da Amazônia exigem planejamento técnico, análise territorial robusta e respeito a direitos — incluindo a consulta prévia a povos e comunidades afetadas.

05/03/2026

▶️ Para quem vive às margens do Baixo Madeira, o rio não é apenas rota de passagem: é território, alimento, memória e futuro. É nele que se sustenta a vida das famílias e das próximas gerações.

“O rio é a vida das nossas crianças, dos nossos filhos e netos, é o começo da nossa sobrevivência”, diz Leninina Leão, da comunidade Fortaleza do Bom Intento.

🔎 Veja este e outros relatos no vídeo acima 👆🏽

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🔎O Arco Norte é apresentado como solução logística para exportar mais rápido e reduzir custos. Mas ele também redefine t...
02/03/2026

🔎O Arco Norte é apresentado como solução logística para exportar mais rápido e reduzir custos. Mas ele também redefine territórios, pressiona territórios e amplia conflitos na Amazônia.

Enquanto a produção de soja mais que triplicou nas últimas décadas, cresceu junto a corrida por portos, hidrovias e corredores de exportação no Norte do país. Quem se beneficia? Quem arca com os impactos?

Infraestrutura é decisão política ⚠️. E entender o Arco Norte é parte do debate sobre o futuro da Amazônia.

26/02/2026

‼️ No Baixo Rio Madeira, a rotina das comunidades ribeirinhas tem sido marcada pelo aumento da circulação de barcaças do agronegócio. Moradores denunciam acidentes, destruição de canoas e danos a flutuantes, estruturas essenciais para quem vive do e no rio.

“Hoje, as barcaças que circulam pelo rio já causam grande impacto para nós, provocando acidentes, destruição de canoas e flutuantes”, afirma Maria Civita de Carvalho. “O rio representa nossa vida e não podemos ficar sem ele.”

🔎Assista aos depoimentos no vídeo acima 👆🏽

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✊🏽🏹Vitória dos povos indígenas!Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a revogação do Decreto 12...
24/02/2026

✊🏽🏹Vitória dos povos indígenas!

Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a revogação do Decreto 12.600, que abria caminho para a concessão de cerca de três mil quilômetros dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins. O GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental comemora essa conquista do movimento indígena e de organizações da sociedade civil, que há mais de um mês mantinham ocupação na sede da Cargill, em Santarém (PA), em resistência a uma medida tomada sem consulta prévia aos povos e comunidades tradicionais que vivem às margens desses importantes rios amazônicos.

A revogação representa uma vitória significativa e deve ser celebrada. Ao mesmo tempo, trata-se também de um tema que merece permanente estado de alerta: o governo ainda pode avançar com projetos hidroviários baseados no mesmo modelo, liderados pelo DNIT e financiados com recursos públicos, incluindo iniciativas articuladas com governos estaduais, como já ocorre no Pará, com dragagens e derrocamentos previstos em diferentes trechos desses rios amazônicos.

Nesse contexto, torna-se fundamental fortalecer um debate público qualificado e participativo sobre o modelo de hidrovias e seus impactos socioambientais. Iniciativas como seminários, incidência junto aos órgãos de controle — como TCU e CGU — e o acompanhamento de casos concretos, como o Pedral do Lourenção, no rio Tocantins, seguem sendo estratégicas para garantir transparência, respeito a direitos e avaliação adequada dos riscos.

De forma mais ampla, também é essencial aprofundar os diálogos sobre os corredores logísticos do chamado Arco Norte e suas alternativas, especialmente diante da fase final de elaboração do Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050). A construção de políticas de infraestrutura precisa incorporar critérios socioambientais, participação efetiva da sociedade e respeito aos territórios amazônicos.

📰 Participação efetiva da sociedade na logísticaEm artigo publicado em O Globo, Renata Utsunomiya e Brent Millikan anali...
23/02/2026

📰 Participação efetiva da sociedade na logística

Em artigo publicado em O Globo, Renata Utsunomiya e Brent Millikan analisam os riscos do Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050) reproduzir exclusões históricas caso não incorpore, de forma estruturante, critérios de governança socioambiental e respeito aos direitos territoriais desde a fase de planejamento.

A análise aponta que, embora haja ampliação de espaços participativos, o diagnóstico do plano prioriza gargalos logísticos e percepções de grandes grupos empresariais, enquanto contribuições de povos indígenas, comunidades tradicionais e populações afetadas aparecem de forma residual.

👉 Leia o artigo completo:
https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/02/participacao-efetiva-da-sociedade-na-logistica.ghtml

🔎Os projetos de infraestrutura que avançam sobre os rios Tapajós, Madeira e Tocantins impactam territórios, modos de vid...
12/02/2026

🔎Os projetos de infraestrutura que avançam sobre os rios Tapajós, Madeira e Tocantins impactam territórios, modos de vida e o futuro da Amazônia. Esta roda de conversa será um espaço para trocar informações, fortalecer análises coletivas e debater caminhos de resistência e incidência diante desse cenário.

✍🏽Chegue junto: traga sua escuta, suas perguntas e sua voz. Defender os rios e os territórios também se faz no diálogo e na construção coletiva.

🕒Domingo (15/02), das 9h30 às 12h, na plenária do acampamento na Cargill, em Santarém (PA).

🔎 O Decreto 12.600 colocou três mil quilômetros dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no caminho da concessão à iniciati...
09/02/2026

🔎 O Decreto 12.600 colocou três mil quilômetros dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no caminho da concessão à iniciativa privada. Na prática, isso pode ampliar dragagens, portos e corredores logísticos voltados ao escoamento de commodities, com impactos diretos sobre territórios, modos de vida e ecossistemas da região.

🚫 Decisões sobre infraestrutura não podem atropelar planejamento público, licenciamento ambiental e o direito à consulta livre, prévia e informada de povos e comunidades tradicionais. O futuro dos rios amazônicos precisa ser debatido com transparência, participação social e critérios socioambientais claros.

🚧 Ep. 20 – A Bioceânica: megaprojeto ou ilusão econômica?A ferrovia bioceânica é apresentada como um projeto capaz de tr...
06/02/2026

🚧 Ep. 20 – A Bioceânica: megaprojeto ou ilusão econômica?

A ferrovia bioceânica é apresentada como um projeto capaz de transformar a logística sul-americana, ligando o Brasil ao Pacífico para exportação de commodities. Neste episódio, Cláudio de Oliveira conversa com o economista Cláudio Frischtak sobre os riscos, custos bilionários e incertezas econômicas desse megaprojeto, além dos debates em torno do Porto Sul, na Bahia, e da necessidade de priorizar melhorias na infraestrutura já existente.

🎧 Ouça o episódio completo:
🔗 Spotify e YouTube – links na bio (

A nova dragagem prevista para o Tapajós, com edital de R$ 74 milhões, foi aberta sem licenciamento ambiental e sem estud...
05/02/2026

A nova dragagem prevista para o Tapajós, com edital de R$ 74 milhões, foi aberta sem licenciamento ambiental e sem estudos essenciais. Isso coloca em risco ecossistemas sensíveis, territórios tradicionais e direitos garantidos por lei. O GT Infra entende que qualquer intervenção dessa escala precisa de transparência, participação social e respeito ao direito de consulta livre, prévia e informada. Defendemos a suspensão do edital até que todos os estudos e consultas sejam realizados. Salve e compartilhe para fortalecer o debate. A Nota Técnica completa está disponível em gt-infra.org.br

🎙️ Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos | 2025Em 2025, o podcast do GT Infra também falou de ...
26/01/2026

🎙️ Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos | 2025

Em 2025, o podcast do GT Infra também falou de incidência jurídica como ferramenta de resistência, da importância de considerar o socioambiental desde o início do planejamento e de quem decide o futuro dos rios amazônicos — com vozes que vivem os impactos e enfrentam os conflitos no dia a dia.

⚖️ “Foi tão forte que o governo federal paralisou a ‘nova Belo Monte’ ao ser obrigado a ouvir o povo Munduruku.”
— Felício Pontes (Ep. 18)

📊 “Questões socioambientais precisam ser critério de escolha dos projetos, desde o começo do planejamento.”
— Gabriela Monteiro Avelino (Ep. 17)

🌊 “Educação e saúde são direitos. Não podem ser moeda de troca para aceitar portos ou hidrelétricas.”
— Alessandra Munduruku (Ep. 16)

🎧 Os episódios estão disponíveis no Spotify e no Youtube.
🔗 Saiba mais em gt-infra.org.br
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