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O Grupo de Trabalho (GT) Infraestrutura é uma rede de 40 organizações unidas para debater modelos sustentáveis de desenvolvimento baseados na justiça socioambiental para o Brasil e os brasileiros.

🚨 O Tapajós está secando, e mesmo assim, ainda há quem queira aprofundar o rio para fazer passar ainda mais soja.📰 No ar...
05/08/2026

🚨 O Tapajós está secando, e mesmo assim, ainda há quem queira aprofundar o rio para fazer passar ainda mais soja.

📰 No artigo publicado na Folha de São Paulo, Lucas Tupinambá, Caetano Scannavino e Renata Utsunomiya explicam por que proteger o Tapajós também exige repensar o modelo de infraestrutura imposto à Amazônia.

💚 Acreditamos que a Amazônia é maior que o agro. O Rio Tapajós também é nosso território, nossa vida.

02/06/2026

“Para nós, o que está em risco? Tudo.”

Durante formação realizada em território Munduruku sobre os impactos do Arco Norte, lideranças indígenas compartilharam reflexões sobre os grandes projetos de infraestrutura que avançam sobre a Amazônia e seus efeitos sobre os territórios, modos de vida e direitos dos povos indígenas.

Nos relatos, a preocupação é uma só. O que acontece quando rios, florestas, locais sagrados e formas de viver passam a ser tratados apenas como parte de uma rota de exportação?

Este mini-documentário reúne vozes de lideranças indígenas e pesquisadores que participaram da atividade, realizada na aldeia Sawré Aboy, para discutir os impactos, resistências e os futuros que os povos da Amazônia buscam defender.

▶️ Assista e compartilhe.

21/05/2026

A maioria dos ministros do STF julgou, neste quinta-feira (21), como constitucional a Lei 3.452/2017, que permitiu a redução de 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para a construção da Ferrogrão (EF-170) e da BR-163, obras de forte interesse e defesa do agronegócio.

A decisão do Supremo não decidiu pela viabilidade ambiental da Ferrogrão. A construção da ferrovia de quase mil quilômetros para escoar grãos do município de Sinop (MT) até os portos em Miritituba (PA) tem sido contestada por diversos órgãos, entre eles o TCU, por conter irregularidades e violações dos direitos de povos impactados pela obra.

📱 *A assessora jurídica da Terra e Direitos, Bruna Balbi, conta mais:* https://www.instagram.com/p/DYnR2pRxpiQ/

▶️ _Conheça 7 mentiras do agronegócio sobre a Ferrogrão:_ https://www.terradedireitos.org.br/noticias/noticias/7-mentiras-do-agronegocio-sobre-a-ferrograo/24314

20/05/2026

🫵🏽 Ministros do STF, esse recado vem de quem vive nos territórios ameaçados pela Ferrogrão. Vem do Tapajós, do Xingu, das aldeias, dos rios, das florestas, dos lugares sagrados e das comunidades que sentem no corpo os impactos da soja, dos portos, das barcaças e da BR-163.

🔎 O STF volta hoje a analisar a ADI 6.553, ação que questiona a redução do Parque Nacional do Jamanxim para abrir caminho à Ferrogrão, ferrovia planejada para escoar soja de Mato Grosso aos portos do Pará. Mas os povos impactados alertam: a obra não é só uma linha no mapa, ela faz parte de um corredor de pressão sobre territórios, rios e modos de vida.

🚨 Antes de qualquer decisão, escutem os povos tradicionais! A Ferrogrão não pode passar por cima da Constituição, da consulta prévia e do futuro da Amazônia e Cerrado. A soja não pode valer mais que a vida.

🔎 A revogação do Decreto 12.600/25, que incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de ...
05/03/2026

🔎 A revogação do Decreto 12.600/25, que incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização, foi tratada por editoriais de grandes jornais como um retrocesso e uma concessão a “pressões indígenas”. Mas essa leitura reduz um debate que é ao mesmo tempo jurídico, técnico e político.

👉🏽 Ao contrário do que afirmam os editoriais, estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEAs) não dependem da inclusão de projetos no programa de desestatização para serem realizados. Pelo contrário: esses estudos deveriam anteceder decisões políticas, avaliando de forma aberta a viabilidade das hidrovias, seus impactos socioambientais e as alternativas logísticas possíveis.

⚠️ Ao tratar a reação indígena como “chantagem” e a queda do decreto como retrocesso, os editoriais esvaziam o debate e ignoram que decisões sobre os rios da Amazônia exigem planejamento técnico, análise territorial robusta e respeito a direitos — incluindo a consulta prévia a povos e comunidades afetadas.

05/03/2026

▶️ Para quem vive às margens do Baixo Madeira, o rio não é apenas rota de passagem: é território, alimento, memória e futuro. É nele que se sustenta a vida das famílias e das próximas gerações.

“O rio é a vida das nossas crianças, dos nossos filhos e netos, é o começo da nossa sobrevivência”, diz Leninina Leão, da comunidade Fortaleza do Bom Intento.

🔎 Veja este e outros relatos no vídeo acima 👆🏽

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🔎O Arco Norte é apresentado como solução logística para exportar mais rápido e reduzir custos. Mas ele também redefine t...
02/03/2026

🔎O Arco Norte é apresentado como solução logística para exportar mais rápido e reduzir custos. Mas ele também redefine territórios, pressiona territórios e amplia conflitos na Amazônia.

Enquanto a produção de soja mais que triplicou nas últimas décadas, cresceu junto a corrida por portos, hidrovias e corredores de exportação no Norte do país. Quem se beneficia? Quem arca com os impactos?

Infraestrutura é decisão política ⚠️. E entender o Arco Norte é parte do debate sobre o futuro da Amazônia.

26/02/2026

‼️ No Baixo Rio Madeira, a rotina das comunidades ribeirinhas tem sido marcada pelo aumento da circulação de barcaças do agronegócio. Moradores denunciam acidentes, destruição de canoas e danos a flutuantes, estruturas essenciais para quem vive do e no rio.

“Hoje, as barcaças que circulam pelo rio já causam grande impacto para nós, provocando acidentes, destruição de canoas e flutuantes”, afirma Maria Civita de Carvalho. “O rio representa nossa vida e não podemos ficar sem ele.”

🔎Assista aos depoimentos no vídeo acima 👆🏽

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✊🏽🏹Vitória dos povos indígenas!Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a revogação do Decreto 12...
24/02/2026

✊🏽🏹Vitória dos povos indígenas!

Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a revogação do Decreto 12.600, que abria caminho para a concessão de cerca de três mil quilômetros dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins. O GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental comemora essa conquista do movimento indígena e de organizações da sociedade civil, que há mais de um mês mantinham ocupação na sede da Cargill, em Santarém (PA), em resistência a uma medida tomada sem consulta prévia aos povos e comunidades tradicionais que vivem às margens desses importantes rios amazônicos.

A revogação representa uma vitória significativa e deve ser celebrada. Ao mesmo tempo, trata-se também de um tema que merece permanente estado de alerta: o governo ainda pode avançar com projetos hidroviários baseados no mesmo modelo, liderados pelo DNIT e financiados com recursos públicos, incluindo iniciativas articuladas com governos estaduais, como já ocorre no Pará, com dragagens e derrocamentos previstos em diferentes trechos desses rios amazônicos.

Nesse contexto, torna-se fundamental fortalecer um debate público qualificado e participativo sobre o modelo de hidrovias e seus impactos socioambientais. Iniciativas como seminários, incidência junto aos órgãos de controle — como TCU e CGU — e o acompanhamento de casos concretos, como o Pedral do Lourenção, no rio Tocantins, seguem sendo estratégicas para garantir transparência, respeito a direitos e avaliação adequada dos riscos.

De forma mais ampla, também é essencial aprofundar os diálogos sobre os corredores logísticos do chamado Arco Norte e suas alternativas, especialmente diante da fase final de elaboração do Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050). A construção de políticas de infraestrutura precisa incorporar critérios socioambientais, participação efetiva da sociedade e respeito aos territórios amazônicos.

📰 Participação efetiva da sociedade na logísticaEm artigo publicado em O Globo, Renata Utsunomiya e Brent Millikan anali...
23/02/2026

📰 Participação efetiva da sociedade na logística

Em artigo publicado em O Globo, Renata Utsunomiya e Brent Millikan analisam os riscos do Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050) reproduzir exclusões históricas caso não incorpore, de forma estruturante, critérios de governança socioambiental e respeito aos direitos territoriais desde a fase de planejamento.

A análise aponta que, embora haja ampliação de espaços participativos, o diagnóstico do plano prioriza gargalos logísticos e percepções de grandes grupos empresariais, enquanto contribuições de povos indígenas, comunidades tradicionais e populações afetadas aparecem de forma residual.

👉 Leia o artigo completo:
https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/02/participacao-efetiva-da-sociedade-na-logistica.ghtml

Endereço

Brasília, DF
70.322-917

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