Sindieletro-MG

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Sindieletro-MG Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais, com sede em BH. Ninguém pôde protestar, sob ameaça de prisão e tortura.

O começo da organização dos eletricitários

A união dos eletricitários começou bem antes da sua organização em uma entidade representativa. Em 1946, os trabalhadores da Força e Luz - empresa de capital inglês e canadense que fornecia energia aos bondes de Belo Horizonte, Santa Bárbara e Itabirito - realizavam as primeiras reuniões para a criação da Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Minas Gerais. Em 25 de julho de 1951, a entidade foi fundada, no mesmo ano em que o governador Juscelino Kubitschek anunciava a construção da Cemig. Em 1952 a empresa era inaugurada por JK e a Associação dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica se tornou, de fato, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia HidroElétrica de Belo Horizonte, Santa Bárbara e Itabirito, com a eleição da sua primeira diretoria e do seu primeiro presidente, Geraldo Cardoso Soares. Anos 50: Indignação e revolta com as más condições de trabalho

Na década de 1950 a organização dos trabalhadores ganhou muita força devido à indignação e revolta com as más condições de trabalho, pressões, retaliações e baixos salários na Força e Luz e Cemig. O trabalhador de escritório tinha que mendigar do chefe um lápis, uma caneta e um papel carbono e qualquer reclamação resultava em demissão. Já os eletricistas amargavam situação pior, porque sempre estiveram expostos aos riscos de acidentes graves e fatais na rede elétrica. As condições de trabalho nesta época eram parecidas com as condições dos trabalhadores terceirizados de hoje: não havia treinamento, os salários eram baixíssimos, não se pagava horas extras e muito menos adicional noturno. A ocorrência de acidentes era um fato rotineiro, assim como também era comum Belo Horizonte e cidades próximas ficarem sem energia por mais de 48 horas. O primeiro jornal do sindicato foi o Kilowatt, lançado em 1956 e publicado até o golpe militar de 1964. Já nas primeiras edições relatos de trabalhadores apontavam que eles eram escravos da Força e Luz e Cemig, tamanho o grau de exploração. Mas são também os jornais que registram as lutas da época e conquistas históricas da categoria. Com inflação sempre galopante e salários defasados, as principais mobilizações eram por reajustes salariais. Outra grande mobilização da década de 1950 foi por uma Previdência Social mais eficiente. Na época a Previdência abarcava, além dos benefícios de aposentadoria e pensão, serviços de empréstimos para habitação de casas populares e serviços médicos, com gestão individual por grupos de categorias de trabalhadores. Já nesta época, as discussões do sindicato envolviam o plano de carreiras, com o encaminhamento de reivindicação à Cemig para a criação de quadro de carreiras nas empresas. Havia também um incipiente trabalho de formação; o sindicato garantia, gratuitamente, cursos de cultura operária para os trabalhadores, com aulas de português, aritmética e geografia econômica. Anos 60: Intervenção, prisões e torturas

Do início da década de 1960 até o golpe militar, em 1964, o movimento sindical viveu um momento de efervescência em suas lutas e organização. Em Minas Gerais havia uma organização sindical razoável em torno da CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), com a vice-presidência ocupada pelo então presidente do Sindieletro, Delmyr Villela, que realizou nesta época três congressos sindicais que definiram como diretrizes políticas mobilizações pela reforma agrária, em defesa da liberdade e autonomia sindicais, pela nacionalização dos bancos e combate à carestia. No sindicato, as mudanças se traduziam também pela nova conduta política, que incluía a discussão previa de toda a pauta das assembléias antes das decisões e a elaboração de estratégias para as negociações com a Cemig. Com esta postura combativa, o Sindieletro foi alvo fácil do golpe de 1964. O regime militar fez intervenção no sindicato e o presidente Delmyr Vilela teve de se esconder para não ser preso. A diretoria foi destituída e em seu lugar foi nomeada uma Junta Governativa Provisória. Em Minas, 350 sindicatos, 22 federações de trabalhadores e seis confederações tiveram suas diretorias destituídas e substituídas por interventores. Muitos dirigentes sindicais foram presos, outros exilados e alguns que desapareceram sem deixar vestígio. De acordo com um dos livros de ata do sindicato da época, houve uma assembléia em 23 de março de 1964 e somente em 23 de março de 1966, dois anos depois, há novo registro de atividades sindicais, mesmo assim, ainda sob o olhar atento da ditadura. De fato positivo, destaca-se o início da construção da sede do Sindieletro, na rua Mucuri, 271, bairro Floresta, cujas obras terminaram e foram inauguradas em 26 de junho de 1971. Além disso, pela primeira vez, uma mulher ocupou a diretoria do sindicato, Maria Felícia Macedo, que cumpriu mandatos no período de 1967 a 1982, chegando, nos anos 1970, a ocupar a presidência do sindicato. Anos 70: O movimento sindical sai do marasmo

O marasmo que tomou conta da categoria até 1970, em função das intensas perseguições políticas do regime autoritário, foi espantado. A década de 70 foi marcada pela ousadia e coragem dos dirigentes sindicais de criticarem a ditadura e exigirem a volta da democracia. As mobilizações dos trabalhadores em todo o país se fortaleceram quando os metalúrgicos do ABC, liderados por Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, realizaram as greves históricas nos anos de 1978 e 1979. O movimento, além de incentivar outras greves Brasil a fora, foi um embrião para o nascimento da Central Única dos trabalhadores (CUT) na década seguinte. Em 1973, a Força e Luz e seu quadro de pessoal são transferidos para a Cemig. A transferência não é pacífica, visto que a empresa promoveu demissões em massa. O sindicato denunciou publicamente as demissões, já demonstrando que o autoritarismo, perseguições, prisões e torturas não impediam a reação do movimento sindical e nem a inauguração da nova fase de reestruturação rumo a um sindicalismo combativo. Uma das maiores lutas da categoria foi pela volta do pagamento da Maria Rosa. Sem se intimidar, os trabalhadores protestaram e exigiram uma posição do sindicato. A diretoria estampa em primeira página do O Hidroelétrico um artigo assinado por Maria Felícia com críticas contundentes contra a atitude da empresa. Maria Felícia acusa a Cemig de exploração, de não pagar um direito adquirido enquanto “vendia a sede da Itambé e alugava uma grandiosa sede na avenida Barbacena e ainda construía as usinas de Jaguará, Volta Grande e São Simão”, questionava. Com intervenção da Justiça do Trabalho, a Cemig regularizou o pagamento da gratificação. São corriqueiras as matérias que defendem o livre funcionamento e autonomia dos sindicatos, já um sinal de resistência à intervenção do regime autoritário. Oportunamente, o sindicato reivindica o retorno da Lei de Greve. Já nesta época os altos índices de acidentes na Cemig são questionados e denunciados como de responsabilidade da empresa. Os acidentes acontecem, argumenta o sindicato, principalmente porque as equipes de eletricistas estão atuando incompletas, a empresa paga baixos salários, há pressões das chefias e falta treinamento para os trabalhadores. O sindicato lança em 1978 a campanha pelo adicional de periculosidade de 30%, que só veio a ser conquistado nos anos 1990, mesmo assim em função das ações movidas na Justiça pela gestão cutista do Sindieletro. Anos 80: Democracia, início da gestão cutista e 1ª Greve

O anos de 1980 foram de reestruturação do movimento sindical rumo às lutas mais combativas e isso se consolidou com o nascimento da CUT, em 1983, e a volta da democracia com o movimento das Diretas-Já e por uma nova constituinte e após 25 anos de ditadura. Nosso sindicato passou a ser chamado de Sindieletro em meados da década de 1980 e com o novo nome vieram os novos desafios, principalmente com a grande vitória da eleição da oposição eletricitária Energia na Luta, que agregou novas lideranças e adotou melhores estratégias de mobilização. A gestão Vivaldo de Souza (1982/1987) não deixou de ser um marco para a reestruturação do sindicato, mas é a chapa de oposição vitoriosa que, já como diretoria cutista, realiza as maiores e mais significativas mudanças, coordenando, inclusive, a primeira greve da categoria, em outubro de 1987, pela implantação do PCC. Com muita disposição de luta, a diretoria do Sindieletro ainda realiza a segunda greve em novembro, na Campanha Salarial, com adesão de 90% da categoria. Em janeiro de 1989 o Sindieletro se filiou à CUT, após debates intensos e aprovação dos trabalhadores. Maurílio Chaves, na época integrante da chapa de oposição e ainda diretor do Sindieletro, aponta que a mudança na direção do sindicato com a CUT veio em conseqüência do novo movimento sindical com a explosão de greves puxadas no ABC paulista. “Muitos dos diretores que assumiram a chapa cutista vieram do movimento estudantil. Foi só um passo para a CUT se consolidar em milhares de sindicatos”, destaca. Ainda de acordo com Maurílio, ao assumir o Sindieletro, a nova diretoria conseguiu implantar um programa para que os trabalhadores reassumissem o seu papel de ator de sua própria história no movimento sindical. “Não mais um papel submisso, mas o de tomada de decisões fundamentais para a defesa dos interesses da categoria e da sociedade como um todo”. Algumas conquistas da década

• Anuênio
• Pagamento do sobreaviso
• Equiparação salarial dos eletricistas da capital e interior
• Creches para filhos/as de até seis anos das eletricitárias
• Tíquete-refeição
• Garantia de emprego por um ano
• Participação de quatro representantes dos trabalhadores no Conselho Deliberativo da Forluz
• Implantação de comissões sindicais de base nos locais de trabalho
• Garantia de 13 delegados sindicais no interior
• Organização das mulheres eletricitárias com a criação de uma comissão feminina do Sindieletro

Amanhã tem EletroCast muuuuuito especial com a deputada federal eleita Bella Gonçalves! Falamos de 6x1, da reta final da...
21/10/2026

Amanhã tem EletroCast muuuuuito especial com a deputada federal eleita Bella Gonçalves! Falamos de 6x1, da reta final das eleições e dos desafios que vem por aí no Congresso Nacional. Quem vem assistir? Valeu demais, Bella! ❤️⚡

O futuro da Cemig Saúde também passa pelas decisões políticas sobre o papel do Estado, os direitos dos trabalhadores e o...
20/10/2026

O futuro da Cemig Saúde também passa pelas decisões políticas sobre o papel do Estado, os direitos dos trabalhadores e o destino das empresas públicas.

Quando esses temas entram em debate, a categoria precisa estar atenta. A experiência mostra que manter direitos exige acompanhamento, negociação e mobilização permanente.

O plano de governo de Flávio Bolsonaro coloca a retomada das privatizações na agenda. O que isso pode representar para os eletricitários? E quais garantias precisam ser defendidas para preservar a assistência à saúde?

Deslize, confira os pontos de atenção e participe dessa discussão. Defender a Cemig Saúde é defender os direitos de quem constrói a energia de Minas Gerais! ⚡

🗳️ Atenção ao local de votação no 2º turno!Mais de 4 mil seções eleitorais tiveram o endereço alterado para o segundo tu...
20/10/2026

🗳️ Atenção ao local de votação no 2º turno!

Mais de 4 mil seções eleitorais tiveram o endereço alterado para o segundo turno das eleições. Em Minas Gerais, foram 514 seções afetadas.

Por isso, mesmo que você tenha votado normalmente no primeiro turno, confira se o endereço continua o mesmo. A consulta pode ser feita pelo e-Título ou pelo site oficial do TSE.

📲 Deslize o carrossel, consulte seu local de votação e planeje seu deslocamento com antecedência. Compartilhe essa informação!

A adesão a ideias autoritárias não acontece apenas pelo apoio explícito a lideranças como Hi**er e Bolsonaro, se manifes...
19/10/2026

A adesão a ideias autoritárias não acontece apenas pelo apoio explícito a lideranças como Hi**er e Bolsonaro, se manifesta também quando a intolerância é aceita, a violência é relativizada e a injustiça passa a ser tratada como algo normal.

No Eletrocast #14, Ênio Dutra e Emerson Andrada provocam uma reflexão sobre como o fascismo ganha espaço na sociedade e por que enfrentá-lo exige mais do que discordar de seus representantes. Exige reconhecer e combater a lógica autoritária também nas relações e nas escolhas do dia a dia.

▶️ Assista ao Eletrocast #14 no YouTube ou ouça o episódio no Spotify!

Flávio Bolsonaro quer mudar a Constituição. Só não disse o quê. 🚨Em Goiânia, no dia 6 de outubro, ele disse que vai usar...
19/10/2026

Flávio Bolsonaro quer mudar a Constituição. Só não disse o quê. 🚨

Em Goiânia, no dia 6 de outubro, ele disse que vai usar a nova composição do Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”. Não explicou quais artigos. Quem sobe no poste, encara plantão na chuva e guarda a aposentadoria na Forluz tem o direito de saber o que está em jogo.

O que sabemos até agora:

• O coordenador da campanha dele, senador Rogério Marinho, apresentou uma PEC de pagamento por hora, com férias, 13º e FGTS proporcionais ao tempo trabalhado.
• Marinho também diz que é preciso “revisitar” a Previdência e a reforma trabalhista.
• O plano de governo defende o “negociado sobre o legislado”: cada trabalhador combinando direto com a empresa, sem uma regra única para todos.
• Quem conduziu a privatização da Eletrobras em 2022 (a chamada capitalização) hoje coordena o plano econômico dele.

ACT, periculosidade, hora extra, férias, 13º, aposentadoria, Forluz, Cemig Saúde: nada disso veio de graça. Foi construído por muita gente, durante muitos anos, na luta coletiva da categoria. Mudar a Constituição sem dizer como pode colocar tudo isso em risco. E categoria só é forte quando está unida.

🗳️ O segundo turno é dia 25. Informe-se, converse com os colegas e decida com consciência.

📲 Compartilhe com quem está no plantão, na subestação, na linha viva e com quem já se aposentou.

⚡ Direitos e conquistas da categoria eletricitária foram construídos com organização, mobilização e luta coletiva.Neste ...
17/10/2026

⚡ Direitos e conquistas da categoria eletricitária foram construídos com organização, mobilização e luta coletiva.

Neste 17 de outubro, celebramos quem faz a Cemig funcionar e reafirmamos que a riqueza produzida pelo trabalho precisa ser acompanhada de reconhecimento e participação justa nos resultados. A categoria tem direito a uma PLR que respeite sua contribuição.

Conquista nenhuma vem de favor. É com a força da organização coletiva que seguimos nessa luta.

✊🏽 PLR JUSTA JÁ!

“O fascismo não está só ali pronto, no Hi**er, no Bolsonaro. Ele está no cotidiano da vida.” A afirmação de Noca, lidera...
16/10/2026

“O fascismo não está só ali pronto, no Hi**er, no Bolsonaro. Ele está no cotidiano da vida.” A afirmação de Noca, liderança histórica do Sindieletro-MG, é um alerta sobre como a intolerância e a perda de sensibilidade diante da injustiça abrem caminho para o avanço fascista.

No Eletrocast #14, Noca fala sobre quem apoia esse projeto, mesmo com vergonha de assumir o voto, critica a naturalização do fascismo no debate público e defende que é preciso denunciar essas escolhas.

A conversa também aponta um caminho para enfrentar esse avanço: fortalecer os movimentos sociais, o movimento sindical e a organização coletiva. A resistência não pode ficar restrita às urnas.

▶️ Assista ao episódio completo no YouTube e ouça no Spotify.

✊🏽🔥 É CONQUISTA DA CLASSE TRABALHADORA!O Senado aprovou o fim da escala 6x1! Uma vitória para quem move o país com seu t...
15/10/2026

✊🏽🔥 É CONQUISTA DA CLASSE TRABALHADORA!

O Senado aprovou o fim da escala 6x1! Uma vitória para quem move o país com seu trabalho e reivindica o direito de descansar, conviver com a família e ter tempo para si.

O Sindieletro-MG celebra esse avanço e reafirma uma bandeira histórica do movimento sindical: reduzir a jornada sem cortar salários. Afinal, quem produz a riqueza tem direito a condições dignas de trabalho e a uma vida que não se resuma ao expediente.

Essa conquista também é fruto da mobilização popular, que ganhou expressão no Plebiscito Popular de 2025, quando milhões de brasileiros se manifestaram pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada.

A luta faz a lei! A aprovação no Senado mostra a força que as reivindicações populares podem alcançar quando ganham espaço no debate público.

Trabalhador tem direito a viver. E direito se conquista na luta! 👊🏾

🚨 URGENTE: A escala 6x1 pode acabar amanhã! E está na mão dos senadores e senadoras. Hora de mobilização máxima: compart...
14/10/2026

🚨 URGENTE: A escala 6x1 pode acabar amanhã! E está na mão dos senadores e senadoras. Hora de mobilização máxima: compartilhe essa arte nos stories e marque os senadores do seu estado!!!

Reposted from Bruno Pedralva

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