08/06/2026
Quando falamos sobre a perda de um bebê, costumamos falar pouco.
Pouco sobre a dor.
Pouco sobre o impacto emocional.
Pouco sobre o que acontece com as famílias depois que todos voltam para suas rotinas.
A perda gestacional, fetal ou neonatal não representa apenas o fim de uma gestação. Ela interrompe sonhos, expectativas, planos e vínculos que já estavam sendo construídos.
Ainda assim, muitas famílias enfrentam essa experiência cercadas por silêncio, incompreensão e frases que tentam apressar um processo que precisa ser vivido e acolhido.
Reconhecer o luto parental é o primeiro passo para oferecer um cuidado mais humano.
Porque antes de falarmos sobre leis, protocolos ou direitos, precisamos compreender algo fundamental: essa dor existe, é legítima e merece ser vista.
Este é o primeiro conteúdo de uma série sobre a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental.
Ao longo dos próximos carrosséis, vamos conversar sobre a importância da lei, os direitos das famílias e os desafios para transformar o acolhimento em realidade dentro dos serviços de saúde.
Você já refletiu sobre como o luto parental é acolhido na sua prática profissional?