05/10/2026
O que está em jogo para o trabalhador na disputa de segundo turno?
A CLT é uma das principais garantias de direitos históricos da classe trabalhadora. Carteira assinada, jornada definida, férias, 13º salário, FGTS e repouso remunerado são conquistas que vieram de décadas de organização e luta.
Para o governo Lula, a defesa dos trabalhadores passa pela manutenção e pelo fortalecimento da CLT, pelo combate à precarização e pela ampliação da proteção social. A proposta também é avançar na garantia de direitos para quem está na informalidade, como motoristas de aplicativo, MEIs e pequenos empreendedores.
Já Flávio Bolsonaro fala em “modernizar” a CLT e flexibilizar as relações de trabalho, mas não apresenta de forma clara o que será alterado e como isso pode impactar os direitos já conquistados. Também é contrário ao fim da escala 6x1 e defende que trabalhador e empregador possam negociar a jornada diretamente.
Mas f**a a pergunta: flexibilizar direitos é realmente a solução para quem trabalha?
Nenhum direito foi dado de presente. Férias, 13º salário, FGTS, licença-maternidade e jornada de trabalho são frutos da luta da classe trabalhadora.
O que está em jogo é o futuro do trabalho: mais direitos e proteção social ou mais flexibilização e precarização?
Um trabalhador que entende de lutas sabe que direito se defende, se amplia e se conquista coletivamente.
Neste segundo turno, é preciso saber de que lado está cada projeto.