MRU - Movimento Resistência Underground

MRU - Movimento Resistência  Underground O MRU é um Coletivo Plural, mas movido por um ideal em comum: a luta por um Underground verdadeiramente subversivo, libertário e livre de conservadorismo.

Talvez seja consenso no Underground Rock ‘n’ Roll e Heavy Metal que sua essência esteja intimamente ligada ao espírito transgressor, revolucionário e libertário, que avança em marcha sobre o statu quo, negando os dogmas e tabus judaico-cristãos que norteiam e organizam as sociedades e culturas em que vivemos. Contudo, a despeito da certeza de que nosso cerne é aquele que nos liberta das amarras da

moral conservadora, muitos em nosso meio seguem reproduzindo, sobretudo internamente às cenas as quais integram, ideias e posturas de natureza e origem inteiramente judaico-cristãs, embora muitas vezes sequer possam se dar conta disso. Em outras palavras, apesar de originalmente transgressor, tem se tornado habitual a conformação de ideias retrógradas em nosso meio. Na realidade, não há uma novidade nesta constatação. A liberdade e transgressão outrora proclamadas ostensivamente no underground, mais especificamente no rock ‘n’ roll, heavy metal e no punk/HC, ocultavam valores e posturas misóginas, racistas, homofóbicas, dentre outros. Ambos os gêneros surgiram libertários, mas libertários em primazia para aqueles que comumente compunham o tipo ideal de roqueiro ou headbanger. Basta nos lembrarmos das polêmicas a cada época à medida que novos perfis de sujeitos foram adentrando nessas subculturas. Mulheres, por exemplo, já foram consideradas exógenas ao estilo, o que acabou mudando ao longo dos notórios debates da década de 1990. Felizmente, assistimos ao longo dos anos a uma contínua evolução dessas cenas em todo o Ocidente. Aproximávamo-nos cada vez mais de nosso gérmen libertário, transgressor, e desta vez de maneira plural, não apenas para perfis específicos de indivíduos. Contudo, como normalmente ocorre com toda subcultura e modo de existência, uma vez que estamos inseridos na sociedade como um todo, tendemos a reproduzir o que se passa “no lado de fora”. Em momentos de maior progressismo no mundo, tornamo-nos uma cena mais progressista, assim como agora, em um momento em que todo o Ocidente experimenta a insurgência do conservadorismo, aliado ao fascismo e ao moralismo religioso, temos sido cada vez mais confrontados com o recrudescimento e a contaminação da cena por tais ideias, posturas e convicções retrógradas, judaico-cristãs. No Brasil, a maioria dos punks e headbangers que têm multiplicado discursos misóginos, racistas, homofóbicos, xenofóbicos, transfóbicos e fascistas em geral, sequer observam que o fazem. Apenas apegam-se aos bordões débeis, largamente propagados por determinadas figuras públicas, e os reproduzem sentindo-se heróis, viris, fortes, singulares. Contribuem assim com a decadência de uma cena que deveria estar apartada de toda esta idiotia que serve ao único propósito de manter a sociedade e os indivíduos em suas rédeas, escravizados por valores falidos e moldados pela lógica do poder. O Movimento Resistência Underground é uma resposta ao recrudescimento conservador nas cenas rock ‘n’roll, punk e metal. Acreditamos que o silêncio diante da degradação de nossas cenas acaba por nos tornar cúmplices desse processo. Assim, nos posicionamos e hasteamos a bandeira M.R.U. em prol de um underground livre de toda a praga moralista, conservadora e fascista que afeta nossos tempos. Lutamos em nossa cena contra o cristianismo enrustido, o racismo, o nazismo, a misoginia, o machismo, a LGBTfobia e toda a sorte de idiotia reacionária e fascista de base judaico-cristã que insiste em permear nosso submundo transgressor e obscuro. O M.R.U. é um Coletivo composto por indivíduos com opiniões e posicionamentos diferentes sobre muitos assuntos. É, portanto, um Coletivo Plural, mas movido por um ideal em comum: a luta por um Underground verdadeiramente subversivo e libertário. SE VOCÊ TAMBÉM SE IDENTIFICA COM ESTA CAUSA, JUNTE-SE A NÓS NA LUTA... AVANT-GARDE!

Há 8 anos o .resistencia.underground lançou a coletânea   com 16 bandas de metal extremo. Continuamos no combate ao fasc...
30/01/2025

Há 8 anos o .resistencia.underground lançou a coletânea com 16 bandas de metal extremo. Continuamos no combate ao fascismo no Underground, sempre!

Amanhã é dia de eleições municipais. Vamos pedalar com o 13
26/10/2024

Amanhã é dia de eleições municipais. Vamos pedalar com o 13



Notas sobre Futebol e democracia: aos insurgentes torcedores do LeãoO apoio da maior torcida do Fortaleza Esporte Clube ...
23/10/2024

Notas sobre Futebol e democracia: aos insurgentes torcedores do Leão

O apoio da maior torcida do Fortaleza Esporte Clube ao candidato a prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) fez com que os dirigentes do Conselho Deliberativo do Clube cancelassem a maior honraria do clube a Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), a medalha Alcides Santos, ocasião dos 106 anos do clube. Além disso, o clube escreveu uma nota criticando a atitude da organizada por utilizar as cores e emblemas do clube, bem como a declaração de apoio ao candidato Leitão - que é ex-presidente do Ceará Sporting Club (2008-2015), principal rival do tricolor.

João Paulo “Bombado”, então presidente da TUF, esteve com o colega da Ceará Amor, na ocasião da entrega de um programa contendo propostas das torcidas organizadas ao candidato petista. Uma dessas propostas é a construção de Mini Terminais exclusivos para ônibus em dias de jogos no estádio Castelão. Segundo eles, a medida é de grande valia para a mobilidade dos torcedores em momentos de jogos dos dois clubes, sobretudo, no período noturno.

Em nota o conselho do Fortaleza diz que é “democrático” que apóia todas as “manifestações políticas”, mas que na ocasião do período eleitoral é “neutro”. Que o candidato “iria prejudicar o clube”. E por isso condenou a atitude da torcida.

Os integrantes da TUF rebateram a nota, e no primeiro momento mantiveram o apoio ao candidato a prefeito Evandro Leitão, afirmando que a torcida organizada era um coletivo independente, uma entidade da sociedade civil, não uma extensão, um apêndice do clube. E que foram procurados pelas assessorias dos dois candidatos e que só Leitão havia assumido o compromisso com a TUF de construção de Mini Terminal no entorno do Castelão. Entretanto, a pressão do conselho deliberativo fez com que o então presidente da organizada pedisse afastamento e a torcida optasse pela “neutralidade”.

Em conversa com uma fonte ligada a TUF, este me relatou que o Conselho Deliberativo do Fortaleza encontra-se permeado, povoado por bolsonaristas, entre eles o senador e ex-candidato a prefeito de Fortaleza pelo Partido Novo, Eduardo Girão.
A atitude considerada autoritária e antidemocrática fez com que com que muitos torcedores do “Leão” que estavam indecisos declarassem voto ao candidato Leitão. E que a outra parte da torcida comprometida com a democracia mantivesse o apoio.

O futebol, o mais democrático dos esportes, com torcedores de todas as classes sociais, deve dar exemplo e não ser administrado de forma arcaica, ditatorial, levando em conta tão somente a opinião de um ou outro dirigente que se impõe pelo autoritarismo, pela vaidade, pelo abuso do poder econômico e menos pela inteligência, pela sensatez, pela defesa da democracia e pela negação do fascismo e do autoritarismo. Viva os torcedores insurgentes do Leão!

Amaudson Ximenes Veras Mendonça é sociólogo e músico

A banda Aggresion, referência do Black Thrash Metal brasileirodesde 2003, tem o orgulho de anunciar o lançamento de seu ...
15/10/2024

A banda Aggresion, referência do Black Thrash Metal brasileiro
desde 2003, tem o orgulho de anunciar o lançamento de seu terceiro álbum, intitulado
"Covil de Feras". Gravado no estúdio 45 em Mato Grosso do Sul e produzido por Anderson
Rocha, este novo trabalho marca uma nova fase na sonoridade da banda, que busca um
som mais cru e autêntico, com um forte apelo às suas influências "old school".
Composto por oito faixas poderosas, "Covil de Feras" traz à tona temas profundos e
provocativos, inspirando-se nos documentos das missões jesuíticas e na resistência dos
povos indígenas diante da colonização. As letras são um convite à reflexão, abordando a
luta e a resiliência desses povos em meio à opressão.
A arte da capa, assinada pelo renomado artista gaúcho Marcos Miller, complementa a
força do álbum, capturando a essência do que a Aggresion representa: um grito de
resistência e autenticidade em meio à música pesada.
O lançamento, marcado para 15/10/2024 e a distribuição do álbum ficarão a cargo da Cianeto Discos, uma gravadora
que se destaca por sua dedicação a grandes lançamentos nacionais e internacionais. Com
a expertise da Cianeto, "Covil de Feras" promete alcançar novos ouvintes e consolidar a
Aggresion como uma das forças do Metal no Brasil.
Fique atento, pois a Aggresion está pronta para devastar com seu som brutal e mensagens
impactantes. "Covil de Feras" será lançado em breve, e os fãs de Metal podem esperar um
trabalho que reverbera a essência da luta e da resistência.
Para mais informações e solicitações de imprensa, entre em contato com:
https://cianetodiscos.com.br/
[email protected]
54992347542com.br
Redes sociais da banda:
● E-mail: [email protected]
● Instagram:
Prepare-se para entrar no "Covil de Feras" e vivenciar uma experiência musical intensa e
reflexiva!

O futebol da “era digital”: o mercado de apostas online e os jogos de azarAs duas últimas derrotas do Ceará Sporting Clu...
04/09/2024

O futebol da “era digital”: o mercado de apostas online e os jogos de azar

As duas últimas derrotas do Ceará Sporting Club pelo Campeonato Brasileiro da Série B - 2024 acenderam o farol amarelo. A semelhança na marcação de dois pênaltis, ambas sem consulta ao Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), acendem uma polêmica sobre uma nova variante no “mercado da bola”: a provável interferência das empresas de apostas online e “jogos de azar” no resultado dos jogos.

A participação das referidas empresas nos campeonatos das séries A e B é uma realidade. Só para termos uma ideia, 100% dos times da Série B são patrocinados pelas empresas do gênero, e 70% são patrocinadores Máster. Dos 20 times que disputam a Série A, 18 recebem algum recurso financeiro do referido segmento. Ou seja, além da disputa dentro de campo, ou nos bastidores e tribunais, o futebol da “era digital” é influenciado pelo mercado de apostas online e os jogos de azar.

No ano de 2022 vieram à tona inúmeras denúncias da compra de arbitragens e jogadores que tinham como objetivo manipular os resultados dos jogos para favorecer o lucrativo mercado de apostas. Naquela época, foram denunciados, inclusive, jogadores do Ceará que estavam no elenco que foi rebaixado para a série B após cinco anos consecutivos na Divisão de Elite do Futebol Brasileiro, a série A. Foi também naquele ano, que na Inglaterra, o povo britânico, até então hegemônico no mercado de apostas online, perdeu o posto para os brasileiros.

Segundo uma pesquisa do Instituto Data Folha, divulgada pela Revista Superinteressante (Fevereiro/2024): 15% dos brasileiros já apostaram em sites de Bet, sendo eles mais populares entre os jovens com idade entre 16 e 24 anos, ante 15% da média nacional. Entre homens (21%) e mulheres (9%) cujo gasto médio mensal com apostas é de R$ 263,00 por mês.

Outro dado importante de 2022: doze companhias do tipo figuraram entre as 300 maiores empresas anunciantes em solo brasileiro. Só para termos uma idéia, a Sportingbet, 49ª na referida lista, desembolsou R$ 200 milhões em publicidade.

Mesmo tendo sido regulamentado no ano de 2023, o mercado de apostas esportivas é difícil de ser regulado e fiscalizado, sobretudo no âmbito futebolístico. A briga nos bastidores pela manipulação de resultados é uma realidade. Prevalece uma verdadeira “briga de foices no escuro” por espaço, publicidade, mais clientes e manipulação de resultados favoráveis.

Com a chegada das BET ao “mercado da bola”, o chamado “futebol arte” desaparece. Por outro lado, o “futebol da era digital” caminha a passos largos para se tornar uma mercadoria cada vez mais lucrativa. Dessa forma, agora nem sempre o melhor time vence, mas supostamente aquele que possui uma oferta maior no chamado mercado de apostas online. Sombria perspectiva para o esporte, lucro garantido para os empresários do ramo dos jogos de azar do futebol.

Amaudson Ximenes Veras Mendonça é sociólogo, músico e torcedor do Ceará.

No último sábado estivemos na mobilização contra a "PEC do Estupro"
17/06/2024

No último sábado estivemos na mobilização contra a "PEC do Estupro"

METALPUNK OVERKILL, INSTITUTO HELENA GRECO E AFROHEADBANGER APRESENTAM: *UNDERGROUND PELA LIBERDADE.* 60 ANOS DE RESISTÊ...
26/04/2024

METALPUNK OVERKILL, INSTITUTO HELENA GRECO E AFROHEADBANGER APRESENTAM:

*UNDERGROUND PELA LIBERDADE.*

60 ANOS DE RESISTÊNCIA E REPÚDIO À DITADURA MILITAR.

Neste abril de 2024 relembramos que a 6 décadas atrás era deflagrado o golpe militar fascista no Brasil. A ditadura militar, durante mais de 30 anos, aprofundou a exploração da classe trabalhadora, perseguiu movimentos sociais, sequestrou, torturou e assassinou lutadores e lutadoras do povo brasileiro que se colocaram em luta contra o regime nefasto e reacionário. Isso sem falar no apagamento cultural afro-indígena, no genocídio em massa dos povos originários e populações do campo, ampla censura nos meios de comunicação, proibição de associações e sindicatos e fechamento das poucas e frágeis instituições da democracia burguesa.

A luta continua, pois os resquícios dessa mesma ditadura ainda perduram, seja na polícia militar repressora, na impunidade dos generais e cúmplices dos crimes desse regime autoritário, e infelizmente em setores da política institucional que defendem e evocam o retorno deste regime ma***to.

Entendemos que denunciar essa memória maldita e combater as heranças da ditadura é fundamental para a reparação histórica e é CENTRAL para extirpar o neo-fascismo do cotidiano brasileiro. Sem "perdão" e "anistia" para torturadores e golpistas!

O underground sempre será um espaço de resistência, e para demarcar essa pauta e contribuir com esse diálogo na sociedade, vamos realizar um encontro sonoro e cultural, em um dos espaços mais importantes para a luta por memória, verdade e justiça de BH, com shows, feira independente e espaços de debate.

Junte-se a nós nesse sábado ANTIFASCISTA de arte e luta.

BANDAS:
*Manger Cadavre* (SJC - SP)
*Tumor* (BH)
*Kaos Attack* (Divinópolis)

SÁBADO 18/05 16H
Instituto Helena Greco
R. Hermínio Alves 290. Santa Tereza - Belo Horizonte

Contribuição 20 reais.
Ingressos limitados e somente na porta, devido ao limite de lotação do local.

PARA QUE NUNCA SE ESQUEÇA
PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA.

Maria, a redemocratização e a surpresa nas eleições de 1985O documentário retrata a eleição da primeira prefeita de uma ...
07/04/2024

Maria, a redemocratização e a surpresa nas eleições de 1985

O documentário retrata a eleição da primeira prefeita de uma capital brasileira: Maria Luiza Fontenelle pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Produzido pelo jornal O Povo o vídeo narra momentos da eleição de 1985, em que sete candidatos e candidatas disputavam a Prefeitura de Fortaleza. A gestão foi marcada por tensões e conflitos. Foram diversas crises: no transporte público, na coleta de lixo, no transporte coletivo, no funcionalismo público. O grupo ligado a Prefeita Maria Luíza acabaria isolado e expulso do Partido dos Trabalhadores (PT) que só voltaria novamente ao poder em 2005. O documentário retrata um momento histórico da vida política, social e cultural daquela década.

Palestrante: Maria Luíza Fontenelle, socióloga, professora universitária, ex-prefeita de Fortaleza
Mediação: Amaudson Ximenes Veras Mendonça, sociólogo e produtor cultural
Participação especial: Jorge Paiva, filósofo e ativista político
Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=pdBr4MqTfL4

Endereço

Rua Hermilo Alves, Nº 290, Santa Tereza
Belo Horizonte, MG
31010-070

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando MRU - Movimento Resistência Underground posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar