20/03/2026
Ele nasceu em Sacramento, em 1880.
Desde cedo chamou atenção pela inteligência. Tornou-se professor ainda jovem, fundou jornal e participou da vida pública da cidade. Era respeitado. Tinha espaço, reconhecimento e um caminho social bem definido.
Poderia ter construído uma carreira confortável, respeitada e socialmente segura, mas decidiu viver de acordo com aquilo que compreendeu como verdade.
Seu encontro com o Espiritismo não foi impulsivo. Foi fruto de estudo. Leu, comparou, questionou, especialmente as obras de Allan Kardec, até assumir, com consciência, uma nova forma de ver e viver a espiritualidade.
Em 1907, fundou o Colégio Allan Kardec, em Sacramento, considerado o primeiro colégio espírita do Brasil.
Ali, colocou em prática uma proposta incomum para a época: ensinava as disciplinas tradicionais, mas também trabalhava valores, comportamento e responsabilidade. Mantinha proximidade com os alunos, acompanhava suas dificuldades e buscava formar não só estudantes, mas pessoas.
Sua atuação não se limitava à escola. As biografias espíritas registram que atendia pessoas que o procuravam, orientava famílias e auxiliava doentes. Também são atribuídas a ele práticas de receituário mediúnico, bastante citadas nos relatos sobre sua vida.
Sua espiritualidade não era discurso.
Era presença.
Durante a epidemia de gripe espanhola, em 1918, percorreu a cidade auxiliando enfermos e famílias, em um período de grande sofrimento coletivo.
Nesse contexto, adoeceu e desencarnou aos 38 anos.
Não construiu patrimônio.
Não buscou projeção pessoal.
Não publicou obras autorais em vida.
O que deixou foi diferente.
Uma forma de ensinar.
Uma forma de cuidar.
Uma forma de viver a espiritualidade com coerência.
Algumas biografias também registram relatos sobre sua mediunidade, incluindo episódios de bicorporeidade, quando teria sido visto em mais de um lugar ao mesmo tempo. São narrativas preservadas na tradição espírita sobre sua vida.
Se você ainda não conhece a história de Eurípedes Barsanulfo, f**a o convite.🤍