06/08/2026
Sebastiao Pereira Chaves
* 19/10/1951
+ 05/08/2026
Homenagem ao nosso eterno Tiãozinho, 74 anos encantado as pessoas.
Tem dias que faltam palavras, que perdemos o foco e que f**a um vazio imenso. Como falar do Sebastião Pereira Chaves, o nosso Tiãozinho, que chegou ao Lar em 21 de janeiro de 2013 e viveu conosco por 13 anos?
Cada um de nós tem uma história para contar sobre ele. Seja pedindo doces ou roupas para a dona Vera; seja pedindo um dinheirinho ou a identidade para guardar na carteira; ou ainda pedindo para ver o signo do dia — e olha que, para ele, o signo de Escorpião estava sempre bem, todo dia seria um dia especial!
Quem o conheceu sabe o quanto ele perguntava que dia o seu time do coração iria jogar. Sim, todos sabiam o tamanho do seu amor pelo Cruzeiro. Pouquíssimas foram as vezes em que ele não estava com a camisa celeste, e quase nunca — ou nunca mesmo — aceitava usar preto.
Devoto fervoroso de Nossa Senhora, era lindo ver o seu respeito singular. Cada vez que passava perto de uma imagem ou da capela, tirava o boné e fazia o sinal da cruz, não importava quantas vezes passasse por ali no mesmo dia.
Se existiu alguém com o coração puro, esse alguém foi o Sebastião. Ele amava do seu próprio jeito. Teve a moreninha com quem se casou e, recentemente, encontrou outra moreninha. Todo dia ele precisava escrever o nome dele e o dela. Quantas vezes nos pediu caixas de papelão para preparar a mudança, dizendo que iria alugar um barracão para se casar? Nos momentos de crise, a única coisa que acalmava o seu coração era passar o dia inteiro colorindo. E quantas vezes acordou de madrugada para colher as mangas que caiam do pé? Com certeza, era quem mais chupava manga na época.
Como esquecer o seu aniversário, no dia 19 de outubro? Desde o mês de julho ele já começava a anunciar que o sábado seria o seu aniversário e que queria um bolo do Cruzeiro.
Agora, como olhar para o jardim e não lembrar de você ali, ajoelhado catando as folhas, fosse sob o sol ou sob a chuva? Quantos tombos você tomou e quase nos matou de susto... e agora, finalmente descansa dormindo.
Colega, neném, cruzeirense, inconha... foram tantas as formas de tratar uma pessoa tão única, que cativou absolutamente todos que cruzaram o seu caminho.
Descanse em paz, Tiãozinho. Cuide de cada um de nós aí de cima agora.
Ah, só para constar: o Cruzeiro ganhou ontem por 2 a 0. Foi por você!