Jardim Beija Flor

Jardim  Beija Flor Jardim de arte e cultura, inspirado na Arte Educação Waldorf, atendimentos online em tempos de distanciamento social.

12/04/2021

Olá amigos... O jardim Beija-flor está de volta.
Ainda não temos aulas presenciais, e nem casa física definida.
Temos uma professora de Ed infantil que pode te ajudar.
Atendimentos on-line (31)973632406

31/07/2019
27/06/2019

PROBLEMAS DE SONO SÃO RECENTES?

As pessoas me perguntam: problemas de sono em crianças são recentes? Por que minha mãe sempre diz que essas coisas não existiam na época dela?

A resposta para sua mãe é que provavelmente ela esqueceu essa fase tão difícil da vida que é ter um (ou mais) bebê(s) em casa. Rs.

De fato, o sono infantil passa por uma queda em sua qualidade e quantidade, assim como o sono adulto... nunca dormimos tão pouco e tão mal.
Isso passa principalmente pelo âmbito da evolução (?) cultural e social, e alguns hábitos atuais contribuem e muito para que isso aconteça:

O excesso de luminosidade: nunca fomos tão expostos à luz como agora. Luzes de LED interferem diretamente na produção do nosso hormônio do sono, que nos ajuda a dormir e a manter o sono. Tudo que usamos tem luz de LED...
Um bom começo é trocar as lâmpadas de casa por halógenas amarelas, evitar a exposição a telas ao menos 2 horas antes de dormir – crianças precisam de mais tempo longe dos aparelhos eletrônicos – e diminuir a luz de casa para penumbra uma hora antes de dormir.

O excesso de estímulos: crianças são bombardeadas diariamente com uma oferta de estímulos que não são capazes de absorver, e por isso chamamos isso de excesso. Crianças estão sendo entretidas o tempo todo sem necessidade alguma. Crianças perderam a capacidade de aprender a contemplação porque nós adultos não “temos” mais tempo e não paramos mais para ensina-las a olhar o céu, ou observar uma planta nascendo e crescendo... estamos afastando as crianças dos processos e levando-as direto aos fins. E isso impacta diretamente na construção do paradigma delas em relação ao mundo.
Não é à toa que a Sociedade Americana de Pediatria proíbe a exposição de menores de 2 anos a qualquer tipo de tecnologia...

O excesso de assistência: quando as famílias eram maiores, não se tinha tanto tempo a se dedicar à apenas um dos filhos...era necessária uma adaptação da família como um todo para a chegada de um novo membro. Irmãos mais velhos estavam absolutamente inseridos na dinâmica de cuidados dos mais novos... em outras palavras: antigamente crianças aprendiam a “se virar” melhor e mais cedo que as atuais principalmente devido ao excesso de atendimento de hoje em dia... não deixamos mais nossos filhos lidarem com mínimas frustrações. Por isso que eles crescem querendo tudo para agora ou nunca.

O excesso de pressa: os pais estabeleceram uma competição: quanto antes, melhor.
– Meu filho andou com 1 ano!;
- Ah, mas o meu andou com 10 meses...
Aos 2 anos já sabem manusear tablets e telefones, mas não sabem nem ao menos se equilibrar quando seu corpo muda o eixo...

Fora isso, crianças estão cada vez mais afastadas do “sentir”... o que naturalmente as “ensina” a dormir: ter o máximo de experiências sensoriais em seu primeiro setênio de vida, para que os sentidos e seu desenvolvimento cognitivo aconteça de maneira plena. O afastamento da natureza nos faz deixá-los cada vez mais dentro da caixa, cada vez mais dependentes de entretenimento, de super atendimento, de super estímulos...

Estamos fazendo isso errado.
A absorção do mundo pela criança pequena é através do sentir. Eles não aprendem o mundo; eles o apreendem.

27/06/2019
22/06/2019

NENÉM DORME, MAMÃE DORME
Sempre me surpreendo com o grau de conexão entre mãe e filho. Esse vínculo - que se inicia no útero e permanece ao longo da vida- é como um grande cordão umbilical: com o tempo, vai se desenrolando e afastando os filhos de suas mães, porém ainda os mantendo ligados a elas.

No caso de mães e bebês, a conexão se dá primeiramente pela natureza, com suas programações incríveis para a evolução da vida. Mães acordam em qualquer estágio de seu sono, quando seu bebê chora. Aquela frequência sonora é gravada em seu cérebro e ela factualmente acordará, se a ouvir. Mães acordam ANTES que seu bebê, pois seus ciclos de sono sofrem uma alteração para sincronizar-se com os dele, além dos hormônios que favorecem seu despertar para o atendimento imediato de seu filhote.

Mas para além destes mecanismos biológicos de perpetuação da espécie, existe uma relação – especialmente no primeiro setênio de vida da criança – que muitos ignoram dentro do universo do desenvolvimento infantil. É uma espécie de simbiose emocional: o filho se alimenta das emoções de sua mãe -– e as reflete de volta. Quem nunca sentiu isso na pele quando chegou exausta para fazer uma criança dormir, e a criança então “propositalmente” levou o dobro do tempo habitual para adormecer?

Levar em consideração este entendimento dentro do sono faz total diferença. Não existe sono infantil antes dos 7 anos. O sono é materno-infantil. Eles estão ligados, vinculados e simbioticamente conectados.

Existem aquelas mães que já dormem com medo do bebê acordar, o que com toda certeza contribui para que ele de fato acorde! O desprendimento da mãe com relação ao sono de seu filho é uma das chaves para alcançar noites tranquilas. Por isso, o uso de babá eletrônica à noite costuma ser um grande fator de ansiedade, além de prejudicar a qualidade do sono da mãe, pois o aparelho emite luzes estimulantes. Deitar e dormir – certa que irá acordar caso o bebê chore – recupera a mãe de seu cansaço extremo e evita o aumento das taxas de cortisol no sangue materno – que contribui para muitos desdobramentos indesejáveis como depressão pós-parto, aumento de peso, stress, etc.

Nada muda em mim o sentimento de que quando uma mãe relaxa, assim seu filho também o faz. Desconectar-se, um pouco que seja, facilita a entrega para o sono - de todos. Após colocar seu bebê para dormir, faça algo exclusivamente para você. Relaxe e esqueça-o, por um período. Cuide de você! É em ti que mora toda a fonte de vida do seu filho. Abasteça-se!

Texto por Debora Coghi - publicado na edição de maio da Revista Travessura
Ilustração de Verônica Calandra

21/06/2019
20/06/2019

O SONO DA MÃE É SAGRADO
Já disse em outro texto que considero o sono da mãe tão importante quanto o sono do bebê, senão mais. Não simplesmente por que ela é a origem de tudo, mas por que ela é a causa, e o bebê seu sintoma. É um grande e árduo exercício de autoconhecimento, o ser mãe diário. É a missão mais exaustiva que eu já conheci.
Paradoxalmente, diante da grandeza deste ministério, perdemos o direito ao sono, ao descanso. Nos primeiros anos de vida de uma criança, dormir se transforma em artigo de luxo de primeira categoria, facilmente mais importante até do que comer.
Sob o ponto de vista fisiológico, se a recém-mãe não dorme tudo que lhe é possível e permitido, suas taxas do hormônio cortisol sobem desenfreadamente. O cortisol é o hormônio responsável pela vigília e é ativado sob luz natural, porém, em situações estressantes é secretado em excesso na corrente sanguínea. Leite materno é sangue materno, e então o alimento físico ofertado passa a estar contaminado e desencadeia um círculo vicioso de estresse e vigília, para o binômio mãe/bebê.
Tendo em vista esta relação simbiótica e que o bebê se alimenta de sua mãe – tanto fisicamente quanto emocionalmente – o sono da mãe passa a ter outro calibre, trazendo à tona também uma relevante relação: mãe que descansa, dorme e tem algum tempo para si mesma é uma mãe mais relaxada, disponível e com certeza, suficientemente boa¹.
Algumas mães, quando me procuram, dizem que o fazem pelo bem de seus filhos. Mas eu digo para elas: para além de fazer bem para ele e para todos os elementos desta família, o meu objetivo – de fato - é que faça bem para você, mãe.
Por Debora Coghi
¹ D. W. Winnicott, “A criança e o seu mundo”, Rio de Janeiro: LTC, 1982.

20/06/2019

DETALHES FAZEM TODA A DIFERENÇA: O AJUSTE FINO DA ILUMINAÇÃO DO QUARTO DO SEU FILHO

Você sabia que o projeto de iluminação da sua casa – especialmente nas salas e nos quartos – pode estar atrapalhando a qualidade e a quantidade de sono de toda a sua família? Pois é exatamente isso: até mesmo a lâmpada que você usa pode estar impedindo você e seu(s) filho(s) de dormirem mais e melhor.

Atualmente, quase todas as casas são iluminadas por lâmpadas de LED. Apesar de economicamente superiores às incandescentes, este tipo de lâmpada, em sua grande maioria, emite luzes brancas possuidoras de espectro azul (vibrações luminosas que nem sempre são visíveis a nós) que atuam diretamente nas mitocôndrias da nossa retina, inibindo nosso hormônio do sono, a melatonina – o melhor amigo, de fato, de toda mãe.

Nada de luzes brancas, portanto! Luzes brancas são sempre estimulantes. Uma casa precisa de luzes amarelas, alaranjadas ou vermelhas, que relaxam e auxiliam na chegada do sono. A melatonina é secretada em penumbra de no máximo 5 watts de luminosidade e é ela a responsável pela nossa sonolência e também pela manutenção do sono ao longo da noite.

Nos quartos, o ideal é lançar mão de acessórios de iluminação suave que possam ser utilizados em momentos pré-sono, como na troca de roupa após o banho noturno e no ritual como um todo, favorecendo a secreção da melatonina. Mas atenção: apesar de algumas luzes não afetarem a produção de melatonina, apenas o escuro total pode proporcionar uma produção completa desse hormônio. Portanto, o lugar ideal para dormir deve ser totalmente escuro, livre de barulhos, confortável e de temperatura agradável. Só assim, as tão sonhadas noites inteiras chegarão para nossos filhos, e consequentemente, para nós!

Por Debora Coghi para o blog da loja Casa de Mimos Decoração .

14/06/2019

A EXPECTATIVA MATERNA E O IMPACTO DA REALIDADE

Recebo, diariamente, muitos novos contatos para consultoria e noto em praticamente 100% das mães de bebês pequenos altas expectativas com relação ao comportamento de seus filhos. Frases como “meu filho de 40 dias ainda não dorme a noite toda” ou “meu bebê de 4 dias de vida troca o dia pela noite” me levam a crer que não estamos falando a verdade para as pessoas.

Quando decidimos pela empreitada de um filho - e com toda a certeza em algum momento você se decidiu, mesmo que ele tenha vindo sem planejamento - nós não sabemos o que vai acontecer em nossas vidas dentro de poucos meses. E a imaginação, na grande maioria dos casos, é bem afastada da realidade do cotidiano da criação de filhos. Não haveria outra maneira de saber senão vivenciando. Mas o tamanho da revolução você só terá real dimensão - de fato - após alguns anos.

Mesmo assim, após alguns meses, já é possível perceber que certas crenças e lógicas do mundo dos adultos simplesmente não se aplicam ao universo infantil. O aprendizado é diário e um que sempre nos acompanha é que é preciso entender e aceitar que processos humanos não são lineares, e muito menos ascendentes. Não há como ter precisão na totalidade do tempo. Esta noção da falta de controle muitas vezes nos deixa muito frustrados, e imaginando o que estamos fazendo de errado. Mas o fato é que, no processo do sono – assim como em muitos outros relacionados a nós – sempre teremos oscilações de altos e baixos.

Bebês pequenos acordam muito durante a noite, demandam cuidados praticamente 24 horas por dia, choram por horas seguidas... crianças pequenas batem umas nas outras, batem em você, te desafiam, se jogam no chão e choram por horas seguidas... ou seja: a missão exige da gente. E muito. Em meio a tudo isso, a privação de sono deixa tudo mais difícil ainda. Mas se a gente consegue ter a maioria das nossas noites e dias tranquilos, podemos passar pelas fases dos “baixos” do sono sabendo que elas passarão. E tendo certeza de que elas também voltarão, sempre. Afinal, dentes nascem até quase os 3 anos, picos de crescimento existem durante toda a primeira infância, pesadelos, medos e doenças são frequentes no dia a dia da criança. E nem por isso, tudo está perdido, ou algo errado esta acontecendo. É apenas seu filho sendo humano, mutável, e claro, evoluindo. E quanto maior for o salto para frente, maior será o recuo para ganhar impulso. Lembre-se sempre disso!

Por Debora Coghi
Arte de Veronica Calandra

Endereço

Belo Horizonte, MG
30644110

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