24/11/2023
Uma vereadora morta, polícia assassina e um país à beira do precipício.
Antes mesmo de Marielle houveram outras como ela. Da mesma cor, da mesma origem e personalidade, possivelmente, da mesma avidez cujas motivações, por mais que oriundas de lugares expurgados de mapas escolares e até mesmo dos do governo, eram as que faziam-na viva de certo modo. Aquela ânsia, aquele desejo endógeno pelas mudanças, a importância de recusar-se a ser categorizada como um simples número em uma estatística periódica feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu bairro de origem.
Era seu ímpeto de mudar as coisas, de carregar consigo mesma todos os desejos de uma mãe solteira, de mudar o destino de sua vindoura filha através de transformações sociais. Era o destino que viria a enfrentar. O drama, a anti-ficção, o ultra-realismo, a periferia, o apartheid pessoal e racial. Era a atmosfera universitária, talvez a mais perversa de todas, o drama de ser a única mulher preta em uma sala de aula, o drama do concílio estudantil com o pessoal, o drama de acordar cedo, trabalhar e ainda ir para a faculdade. O drama da violência na Favela da Maré, o drama do encarceramento em massa, o drama da fome, o drama da morte súbita, o drama da cor de pele mais escura, esse que carregaria por toda a sua carreira profissional...
Este texto não termina por aqui. Se você quer ler esse artigo por completo, corre lá na nossa página do LinkedIn. O link está na bio!