26/11/2025
Maria Sklodowska nasceu em 1867 em Varsóvia, na Polônia. Filha de professores pobres, tornou-se governanta quando a família não pôde mais sustentá-la, estudando sempre em seu próprio tempo. Em 1891 recebeu um convite de sua irmã para morar em Paris e ingressar na universidade. Entrou na Sorbonne, estudou física e matemática e descobriu ali seu amor pelas ciências. Em 1894 conheceu Pierre Curie, com quem se casou um ano depois. Juntos trabalharam na Escola de Química e Física de Paris, iniciando pesquisas sobre raios invisíveis emitidos por urânio. Após vários experimentos, concluíram que outros componentes do urânio também eram radioativos e publicaram evidências de um novo elemento, o rádio, usado mais tarde nas imagens de raio-X.
Enquanto estudavam a radioatividade, identificaram dois elementos químicos ainda mais radioativos que o urânio. Assim, em 1898 Marie anunciou à Academia Francesa de Ciências a descoberta do rádio e do polônio. Mesmo responsáveis pelo feito, Marie e Pierre não quiseram patentear as descobertas para permitir avanços de outros cientistas.
O casal recebeu o Prêmio Nobel de Física junto com Henri Becquerel por seus estudos sobre radioatividade. No mesmo ano, Marie defendeu sua tese de doutorado. Em 1911 recebeu um segundo Nobel, agora em Química, ao criar um meio de medir a radioatividade. Foi a primeira mulher laureada e a única a ganhar o prêmio duas vezes em áreas distintas, além de ser a primeira professora mulher na Sorbonne.
A ciência era majoritariamente masculina, e Marie enfrentou forte resistência. Perdeu por um voto a eleição para a Academia Francesa de Ciências, resultado de uma campanha machista. A Academia só passou a aceitar mulheres em 1979.
Marie Curie visitou o Brasil em 1926 para uma convenção em Belo Horizonte, onde conheceu o Instituto Radium e doou duas agulhas de rádio para tratamento do câncer. O hospital tornou-se referência em radioterapia, atendendo pessoas de todo o país.
Fonte: https://www.ibnd.com.br/blog/quem-foi-marie-curie.html