23/01/2025
Em 2003, duas mulheres, duas amigas, iniciaram um projeto de dança circular, inspiradas por um livro sobre Hera, a deusa Grega e seu poder feminino. As duas visitaram comunidades vizinhas ao Ver-o-Rio para trazer o convite a pessoas mais vulneráveis à prática da dança circular. Por muito tempo, a dança da Roda de Hera se deu às quartas-feiras, apenas com as duas amigas - Harpreet e Ritinha.
Era, e sempre foi, uma roda feita em um espaço aberto ao público, que recebia e dava as boas-vindas a todas as pessoas que se interessassem em participar – fossem pessoas vulneráveis, ou aquelas em busca de um lugar de co***lo, de acolhimento, e até viajantes que por acaso davam de cara com aquela expressão de cultura e sagrado.
Com a entrada de novos focalizadores/focalizadoras e com o passar do tempo, a Roda de Hera foi estabelecendo um calendário de temas para as rodas de cada mês - a roda referente ao eixo solar-lunar na lua cheia, a roda dos aniversariantes do mês, a roda da Kabalah na lua nova (que foi substituída pela a roda do Karam Kryia mais tarde) e as rodas de temas livres.
Muitos focalizadores e focalizadoras passaram pela Roda de Hera, aprendendo na prática - na roda - o que é ser focalizador, forma característica de como Harpreet passava esses ensinamentos: Bruno, Magno, Jerônimo, Ataíde Júnior, Sheime, Rômulo, Henrique, Edmir, João, Daniela e Eric.
Muitos grupos de estudos aconteceram dentro do grupo de focalizadores - estudos sobre a Dança Circular, estudos da Kabalah, e estudos sobre o Karam Kryia, que é uma numerologia consciente do Kundalini Yoga.
A dança é circular, é popular, é aberta e é sagrada - movimenta-se uma energia, a energia da meditação em movimento, e essa energia é sagrada. E como todo ciclo, chega aquele momento em que novas paisagens se abrem para serem descobertas, novos desafios chegam para serem superados, novos caminhos se abrem para serem aprendidos. E é nessa toada que anunciamos que o ciclo da Roda de Hera - um ciclo de 21 anos - chega ao fim. Mas não ao fim absoluto, onde apenas há a perda e o luto; é o fim de algo para que outro algo tenha espaço - a porta que se fecha para que outras se abram. Finda-se a Hera, mas novos poderes femininos, masculinos, e todos sagrados, darão continuidade a esse trabalho tão compassivo, terapêutico, acolhedor, vibrante e vivo – o trabalho das Danças Circulares Sagradas.
Venham dançar com a gente! DIa 19/02, às 19h30, no Ver-o-Rio.
Depois da roda, teremos comes e bebes. Quem quiser contribuir, é só trazer. Mas lembrem-se: sem sofrimento animal!