12/03/2026
O artigo “Sem bibliotecas e seus profissionais, não há ciência”, do pesquisador Leonardo da Silva de Assis, chama atenção para um aspecto essencial — e muitas vezes invisibilizado — da produção do conhecimento: o papel das bibliotecas e de seus profissionais. Como destaca o autor, quando uma descoberta científica ganha reconhecimento, os créditos geralmente recaem sobre os pesquisadores. No entanto, por trás de cada investigação existe um trabalho silencioso de organização, preservação e acesso à informação realizado por bibliotecários, técnicos e demais trabalhadores dessas instituições.
Leonardo da Silva de Assis lembra que bibliotecas não são apenas espaços de armazenamento de livros e documentos. Elas funcionam como verdadeiras infraestruturas do conhecimento, responsáveis por estruturar caminhos para que a informação circule, seja recuperada e continue gerando novas pesquisas. A organização de acervos, a seleção de fontes e o apoio às estratégias de busca impactam diretamente a qualidade e os rumos da produção científica em todas as áreas.
O autor também destaca os desafios contemporâneos enfrentados por essas instituições. Em um contexto marcado pela digitalização de acervos, debates sobre acesso aberto, direitos autorais e o uso crescente da inteligência artificial na produção científica, as bibliotecas passam por processos constantes de reinvenção. Nesse cenário, bibliotecários e profissionais da informação assumem papel ainda mais estratégico, mediando a relação entre tecnologia, pesquisa e acesso democrático ao conhecimento.
Para a Apeoesp Bauru, reflexões como essa reforçam a importância de valorizar as bibliotecas e todos os profissionais que atuam nesses espaços. Defender bibliotecas é defender o acesso público ao conhecimento, a produção científica e o direito à educação de qualidade. Sem acervos organizados e sem profissionais qualificados para mediar esse patrimônio informacional, a própria construção do conhecimento coletivo se torna inviável.
DefesaDaEducação Apeoesp ApeoespBauru