Ora, foram cerca de 300 anos de duro preconceito, de hostilização do ser humano. Visto isso, criou-se essa cultura de inferiorização dos negros – uma grande falácia. A Constituição Federal nos considera iguais, sem distinção de raça, s**o, religião etc. Os direitos humanos nos tratam da mesma forma; porém, é mais difícil ver isso na sociedade, ou seja, a teoria está aí. A partir dos anos 1960, a d
itadura militar brasileira inviabilizou todas as manifestações de cunho racial. Os militares transformaram o mito da "democracia racial" em peça-chave da sua propaganda oficial, e tacharam os que insistiam em levantar o tema da discriminação como "impatrióticos", "racistas" e "imitadores baratos" dos ativistas estadunidenses que lutavam pelos direitos civis. O movimento negro, enquanto proposta política, só ressurgiria realmente em 7 de Julho de 1978, quando um ato público organizado em São Paulo contra a discriminação sofrida por quatro jovens negros no Clube de Regatas Tietê, deu origem ao Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU). A data, posteriormente, ficaria conhecida como o Dia Nacional de Luta Contra o Racismo. Foi a partir daí que em 20 de Novembro de 1997 que nasce em Barueri a Associação Ação Negra de Integração e Desenvolvimento – ANID visando provocar ações para resgatar a memória de um povo que batalhou por sua liberdade. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu primeiro artigo, diz que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos...”. Por séculos da história do mundo, os negros não experimentaram esse direito. A mobilização do povo negro se deu um ano após a abolição da escravatura, em 1888. Aliás, no mesmo ano da Proclamação da República, em 1889. O Brasil se tornou soberano, o povo chegou ao poder, a democracia se estabeleceu, mas a situação dos negros não mudou, deu continuidade a prática da marginalização deles. Dessa forma a Associação que neste ano de 2012 completou 15 anos de atividades, sendo pioneira em diversas modalidades de cursos em Barueri, sempre pautados pelo recorte racial, dessa forma preparou e colocou centenas de jovens e adultos em universidades públicas, e também no mercado de trabalho, além do trabalho de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, e para tanto contou com a parceria da Prefeitura Municipal de Barueri e de outros tantos parceiros da Iniciativa Privada, Governo Estadual e Governo Federal. Hoje a Associação ANID entende ter alcançado suas metas institucionais e dessa forma a partir do ano de 2013 não mais atuará com o oferecimento de cursos para crianças, jovens ou adultos, uma vez que continuará com atividades, mas agora fortemente focada nas discussões mais amplas das questões de Inserção Racial, por meio ações pontuais, tais como, Palestras, Seminários, Cursos de Formação, Consultorias, Formação de Lideranças, Formação de Professores, Publicações, dentre outros.