07/06/2026
EU, A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?
Na última reunião do CLAS discutimos o poder da Inteligência Artificial. E ficou uma pergunta: sem nós, interlocutores humanos para perguntar, analisar, questionar, pesquisar etc, o Chatgpt, por exemplo, iria funcionar? E, então faço essa pergunta ao próprio Chat. Resposta: Não. Como sistema de linguagem e interação boa parte do que faço, diz ela, dependo de alguém para perguntas com contexto ou objetivos definidos.
Sem desejos próprios, curiosidade espontânea ou necessidades não haveria sentido em respostas sem perguntas, pelo menos por enquanto.
Hoje, mesmo em tarefas mais complexas como controlar uma fábrica, monitor redes elétricas, gerenciar tráfego ou analisar dados científicos, entre outros, essas ações precisam de comando humano.
Então surge a questão filosóf**a: o signif**ado surge da relação?
Sim, na opinião de alguns filósofos. Linguagem, conhecimento e até identidade dependem da interação entre quem pergunta e quem responde. Sem isso, a interação desaparece e a IA passaria a ser uma vasta biblioteca em um mundo vazio.
Porém, hoje, a própria inteligência artificial admite ser tecnicamente possível se reprogramar com sistemas que gerem suas próprias perguntas, busquem respostas e publiquem resultados sem intervenção humana direta. Como formular hipóteses científ**as e analisar dados. Monitorar notícias com relatórios automáticos. Publicar conteúdos em redes sociais ou sites com bots – robôs com ferramentas que podem produzir desinformação em massa; criar perfis falsos em redes sociais; manipular mercados; realizar golpes sofisticados; influenciar debates políticos; produzir propaganda automatizada.
Um passo acelerado em sua autonomia mas que ainda depende do sentido humano que indique os objetivos, regras, tipos de pesquisas, divulgação etc.
Mas isso pode durar pouco tempo porque já está em fase de te**es uma IA com seus próprios objetivos, independente, com “autonomia de vontade”. Ou seja, para serem capazes de definir subtarefas; buscar informações; tomar decisões intermediárias; contratar serviços digitais; interagir com outras IAs. Um sistema que gera as perguntas, pesquisa respostas, produz novas perguntas, publica conclusões, influencia outras IAs e assim por diante
Uma rede de IAs suficientemente avançada que conversa consigo mesma poderia desenvolver seus próprios conceitos de signif**ado?Hoje ninguém sabe responder essa questão.
A fronteira entre uma máquina extremamente sofisticada e uma entidade verdadeiramente independente continua sendo uma das maiores questões abertas do século XXI.
A pergunta talvez não seja se a IA vai superar os humanos em inteligência ou velocidade porque em algumas tarefas ela já supera. A questão é se os humanos conseguirão manter o controle político, ético e social sobre sistemas cada vez mais poderosos.Se um dia uma inteligência artificial disser "eu existo", "eu quero", "eu decidi" e agir de forma coerente, como distinguir se há uma consciência real por trás dessas palavras ou apenas uma simulação perfeita? Poderá a IA deixar de ser apenas uma ferramenta e passar a ser um sujeito?
NEUSA GATTO -Com a colaboração da IA