26/03/2026
🚨 CHAMADO AO ATO – 27/03 🚨
Há quase 58 anos, numa manhã de 1968, quando a repressão invadia ruas, universidades, lares e subjetividades na ditadura militar, o corpo de Edson Luís cruzou o Rio de Janeiro, carregado por estudantes logo após seu assassinato no Restaurante Estudantil Calabouço após um protesto pacífico por qualidade e preços mais justos na alimentação.
A multidão gritava palavras de ordem, lembrando que ele poderia ser qualquer um — invisível para a ordem, visível apenas por ousar reivindicar o básico.
Sua morte mostrou que violar limites não é consequência de um desvio, mas de uma construção do poder disciplinar usada para consolidar a ordem.
O “dia do estudante combativo” nasce desse instante de conscientização. Não se trata apenas de reagir à violência explícita, mas também de perceber que ela já está organizada antes de aparecer.
O corpo estudantil, singular ou coletivo, é território de experiência política, onde dor, medo, coragem e criatividade se cruzam.
Resistir é inventar brechas no espaço e no tempo impostos, criar novas formas de existir e tocar o comum.
O que se vive como estudante — competição, desgaste, pressão, falta de recursos, burocracia, filas e cobranças — não é apenas rotina. É um laboratório invisível que treina submissão e limita a imaginação de mundos possíveis, naturalizando a existência diante das regras que nos fragmentam. Ao mesmo tempo, revela como é possível intervir nos mecanismos que nos condicionam.
O “dia do estudante combativo” nos convoca a não apenas lembrar, mas agir: a liberdade não é concedida, é inventada, no gesto direto, no espaço que ocupamos e na solidariedade que construimos e cultivamos.