31/10/2025
COP30 - A PALAVRA DO PRESIDENTE.
COMO ANALISAMOS O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? – COP30
BIODIVERSIDADE É VIDA – BIODIVERSIDADE É A NOSSA VIDA
Mudanças Climáticas, tema complexo, mas precisamos discutir sem ironias no que tange sua realização em Belém do Pará.
Só acreditaremos em mudanças climáticas, salvação do planeta e desenvolvimento sustentável quando passarmos a limpo nossa história e respeitarmos o ecossistema, o próximo com a devida dignidade, transformando-o em cidadão de fato e de direito, numa simbiose de fato.
Fato este que colocam o setor rural como o grande vilão de tudo que acontece no planeta, principalmente na Amazônia Legal.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população da Amazônia Legal é estimada em cerca de 30 milhões de habitantes.
A conservação das florestas não se faz com a visão que a área internacional tem do ser humano “brasileiro”, como um elemento externo, ignorando as relações de respeito que muitas comunidades amazônicas possuem com a floresta.
O que não falta no Brasil são legislações no âmbito ambiental, as quais outras nações não possuem, e projetos para a recuperação das degradações que fizeram ao longo dos séculos.
Conclusão: O povo amazônico não pode ser considerado um estorvo, e sim a solução para que o nosso território se mantenha soberano e as florestas em pé. Não podemos aceitar a internacionalização, muito menos a compra do Brasil, como vem acontecendo nas últimas décadas, onde transformaram nossas terras para a produção internacional de países investidores para consumo próprio. O que precisamos são de parcerias respeitosas para os interesses globalizados necessários, onde todos saiam ganhando com transferências de culturas, de conhecimentos e forças, e não subserviências.
O equilíbrio econômico e social se conquista com o estabelecimento da conservação, e reflorestamento das florestas que foram antropizadas, e desmatadas criminosamente, e respeito ao direito de todos à subsistência deste povo com: saúde, educação, cultura e, principalmente, à liberdade plena, dando a liberdade de produzir respeitando as legislações ambientais. Não se atinge esse equilíbrio sem boas políticas públicas e sem segurança e com educação ambiental.
Entendemos que a COP30 proporciona aos países mais ricos economicamente a oportunidade de apresentarem seus discursos voltados para o Engessamento Amazônico.
Observamos com preocupação a ¹ONG “Life of Pachamama “(organização não governamental sediada na Colômbia) selecionando e preparando jovens ativistas para discutirem a mudanças climáticas na COP30". Os selecionados receberão apoio integral na assistência técnica e logística. Estão sendo preparados em cursos de 44 horas abrangendo justiça climática, diplomacia, governança climática, marcos estratégicos e institucionais, processos de negociação internacional e financiamento climático. São jovens de 15 a 30 anos da América Latina, do Caribe, da África, da Ásia, e da Oceania sendo preparados para lutar por justiça social e climática. e assim fazerem turismo no Brasil tudo pago. Serão verdadeiros robôs, papagaios falantes que se espelham no ativismo ambiental radical dos influencers irresponsáveis mundiais e que pretendem tumultuar as discussões.
Queremos chegar a um processo equitativo, de forma racional, reduzindo e até erradicando a pobreza e a fome no Brasil.
Só teremos Desenvolvimento Sustentável quando o governo enxergar que os impostos e as legalizações de uma atividade devem ser simplificados. Da forma que está, não dá. Quem sofre é o Meio Ambiente e, consequentemente, o ecossistema, pois quando a fome aperta, não há árvore que fique em pé, e os criminosos de poderio econômico do meio ambiente usam disso para benefícios próprios. Destruição desenfreadas não pelo empreendedor, mas sim por criminosos, interpostos de empresários de países que se dizem defensores das florestas.
Precisamos elevar nossos propósitos, buscando o equilíbrio da natureza em um mundo consumidor consciente de seus limites, com inteligência e de forma que todos participem de uma economia e produtividade com distribuição equitativa, para que possamos ter e chamar de Desenvolvimento Sustentável!
Propomos um reflorestamento defensável com retorno econômico, de espécies nativas e frutíferas, para que os povos da floresta tenham uma melhor qualidade de vida e se fixem na terra com uma produção responsável de acordo com as legislações nacionais, e não ¹leilões de áreas degradadas que pode chegar a 15% do nosso território para capitação de recursos internacionais, e a China é o principal país ávido para tal, este não têm interesses de parcerias, mas sim de comprar o nosso país.
Outra polêmica notícia que foi assinado em Davos na Suíça pelo Ministério dos Povos Indígenas e a empresa Privada Ambipar um Protocolo de Intenções (não publicado no Diário da União) não divulgado e explicitado o teor deste protocolo, apenas a empresa diz que se refere a intenções em “Desenvolver projetos para a conservação e recuperação ambiental” com vista eventos climáticos extremos, não envolvendo dinheiro do governo (“ainda”) isto em aproximadamente 1 milhão de quilomentros quadrados de terras indígenas, equivalente a mais de 14% do território do nosso país. Perguntamos: Qual é o interesse de uma companhia multinacional presente em mais de 40 países?
Alerta Brasil! Alerta catedráticos que estão eufóricos para discutirem as mudanças climáticas.
A COP30 só atingirá seus objetivos se todas as pessoas, incluindo líderes mundiais, cientistas e organizações não governamentais da sociedade civil, ouvirem o povo amazônico, principalmente os indígenas, que permanentemente buscam sua independência econômica por meio da agricultura mecanizada e outras condições promissoras oferecidas pelo atual agronegócio, só precisam de bons parceiros e de orientações, e respeito com suas culturas milenares; essa prática já é adotada com sucesso por algumas etnias, e são os guardiões das florestas.
É fundamental que ouçam os ribeirinhos, os quilombolas, moradores desses rincões que sofrem com a falta de infraestrutura e clamam por segurança e independência financeira. Infelizmente, os países internacionais que hoje atuam na região amazônica os impedem e os controlam, estando infiltrados nos ministérios federais e nas secretarias estaduais.
As discussões precisam considerar os interesses de todos os países envolvidos, e não apenas daqueles que visam o “engessamento da Amazônia Legal”, sem se importar com as pessoas que aqui vivem.
Pesquisadores da Embrapa afirmam que, dos 100% de suas florestas originais, a África mantém hoje 7,8%, a Ásia 5,6% e continuam desmatando, a América Central 9,7% e a Europa, o pior caso do mundo, apenas 0,3%. Se os continentes e países não cuidarem de seus próprios territórios, reflorestando as áreas devastadas ao longo dos anos e compensando os efeitos decorrentes, não importa quantas COPs sejam realizadas, elas não resolverão o problema do planeta com suas mudanças climáticas.
Há cientistas que propagam: no final deste século seremos 35 bilhões de pessoas, e outros dizem: em 2050 seremos 12 bilhões. Como alimentaremos todos esses seres humanos?
A ONU estima que 8,2% da população mundial passa fome – cerca de 673 milhões de pessoas.
Só poderemos acreditar em uma discussão sobre mudanças climáticas quando todos os países voltarem seus olhares não apenas para a Amazônia, que compreende os seguintes países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname, além de parte do território da Guiana Francesa. O mundo, em particular, especifica o Brasil, referindo-se à Amazônia Legal, que compreende nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. É preciso que, além da preocupação com as mudanças climáticas, os países também observem suas próprias áreas, que regenerem suas florestas, e cuidem das emissões de gás carbônico (CO2).
Para que continuem evoluindo e produzindo riquezas para os seus, esses países precisam dos países (como o Brasil), ricos em solo e biodiversidade, o que causa inveja, enquanto seu povo vive na miséria, situação presente na Amazônia Legal. Viver com dignidade exige respeito pela terra e pelo setor produtivo com educação ambiental.
O que precisamos é de uma discussão séria e responsável, onde todos saiam ganhando: solo rico, biodiversidade rica e povo próspero numa verdadeira simbiose, e países que não manipulem seus interesses.
A educação de cada cidadão, principalmente a ambiental, aliada à saúde e a uma economia forte, é fundamental para a conservação da floresta. Falar de mudanças climáticas e Amazônia são temas complexos, mas só haverá “desenvolvimento sustentável” quando todos se beneficiarem: o Meio Ambiente, o Homem e a Economia. Esse é o tripé da sustentabilidade, e a solução para todos que habitam neste planeta.
Precisamos refletir e ter humildade, e aceitar que nossa sociedade não pode ser utópica, em supostamente achar que é tão evoluída, em um determinado tempo colapsaremos se continuarmos agindo como se vivêssemos num planeta com recursos infinitos.
Fontes:
(¹ fonte: https://oantagonico.net.br/a-cop-30-a-life-of-pachamama-a-selecao-de-ativistas-e-a-oferta-de-bolsas/)
(² fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária) Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, que utiliza o Programa Eco Invest Brasil - Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial.
(³ fonte: Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-sustentavel/entenda-o-protocolo-entre-ambipar-e-ministerio-do-povos-indigenas/)
Paulo Celso VILLAS-BÔAS.
Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil.