Trata este projeto sobre a construção de uma Aldeia Urbana a ser construída na cidade de Belém, capital do estado do Pará. OBJETIVOS
1- Resgatar a ancestralidade histórica dos povos originários;
2- Criar espaço para manifestação cultural dos povos originários;
3- Estimular a construção e vendas dos artesanatos multiétnicos;
4- Resgate da língua originária e reaproximar o indígena que mora no mei
o urbano que foi afastado do meio cultural praticado na aldeia e despertar o pertencimento e a ancestralidade nos filhos dos pindorama;
5- Fomentar o turismo e o comercio de Belém. Assim, ter-se-á o reconhecimento social dos povos pindorama com todos os costumes, tradições, forma de construção e fortalecimento da sociedade de cada etnia, bem como o inserimento será feito de forma responsável para com a Mãe Terra, com reflexo na cidade de Belém, Estado e Brasil, como se um feito pioneiro no Brasil. PROPONENTE DO PROJETO
AIAMB Associação dos Indígenas da Área Metropolitana de Belém que representa todos os indígenas que residem na capital do Estado e região metropolitana de Belém e visa adquirir conhecimentos científicos oferecidos pelos centros universitários, para serem repassados para as lideranças nas aldeias representadas pelos seus universitários. Atualmente a AIAMB é composta por 07 etnias a saber: Munduruku, Tembé Tenetehar, Guajajara, Maracajá, Aruã, Kambeba e Karipuna. JUSTIFICATIVA
Os povos indígenas, antropologicamente sofrem todos os tipos de descriminação e rejeição por falta de conhecimento dos seus costumes por parte da sociedade; os descendentes de indígenas, que moram na cidade tem sido tratados como não indígenas; a língua indígena tem sido objeto de extinção; a história dos povos tem sofrido o processo de extinção pela aglutinação sociocultural cumulado com esquecimento cultural das origens; tem-se desenvolvido nas crianças indígenas nascidas na cidade, o sentimento de vergonha em se identificarem como indígenas nos meios sociais. Os filhos dos indígenas nascidos na cidade não tem o reconhecimento dos indígenas que vivem na sociedade das aldeias; os indígenas que moram na cidade vivem em situação de exclusão social pelo não acolhimento das aldeias por viverem na cidade, bem como de exclusão na cidade pelo processo já instituído para os próprios não indígenas.