16/04/2026
Chegar à 18ª Expoepi – Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças/ Ministério da Saúde e me deparar com Maria das Chagas foi um momento profundamente emocionante. Em poucos segundos, passou diante de mim uma retrospectiva marcada por dor, pobreza, exclusão social e humilhações mas, acima de tudo, por uma força imensa, uma vontade incansável e uma fé incondicional em vencer.
Maria não nasceu em berço de ouro. Ainda assim, ao longo da vida, encontrou pessoas que olharam para além dos determinantes sociais, reconheceram sua dignidade e valorizaram quem ela era. Essas pessoas foram fundamentais para que ela ocupasse espaços antes inimagináveis.
Entre esses encontros, um fato especial, foi o médico que a atendeu, em 2014, o doutor Cicilio. Em um gesto simples, mas profundamente humano, ele perguntou se ela tinha dinheiro para comprar o almoço. Mais do que uma pergunta, foi um ato de cuidado, de escuta e de reconhecimento da sua realidade.
A história de Maria é, na verdade, a história de muitas outras “Marias” acometidas pela doença de Chagas, pessoas que seguem invisíveis para a sociedade, mas que carregam trajetórias de luta, resistência e esperança. Dar visibilidade a essas histórias é também um ato de justiça e de humanidade. , o anjo da Maria neste plano terreno, Deus e muitos amigos. Gratidão, , pelo convite.