Associação Mudar Viana

Associação Mudar  Viana A Associação Mudar Viana é fundada na cidadania, prossecução de mudanças sociais.

12/05/2026

𝐀𝐭𝐢𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐉𝐚𝐢𝐦𝐞 𝐃𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐨𝐬 𝐞 𝐄𝐝𝐠𝐚𝐫 𝐂𝐥𝐚́𝐮𝐝𝐢𝐨 𝐝𝐞𝐭𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐝𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐚𝐛𝐮𝐬𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐳𝐮𝐧𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 - 𝐑𝐞𝐥𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞𝐮:

Hoje, na sequência do trabalho de documentação das violações dos direitos humanos praticadas contra as vendedoras ambulantes no município do Benfica, e fruto das inúmeras denúncias recebidas das zungueiras, o Movimento Cívico Mudei, através da sua Comissão de Acompanhamento das Vítimas de Violações dos Direitos Humanos e da sua equipa de comunicação, deslocou-se ao local para onde os bens das vendedeiras têm sido compulsivamente levados pelos fiscais.

Importa salientar que tais apreensões têm ocorrido, em muitos casos, sem qualquer registo formal, sem auto ou nota de apreensão, numa prática administrativamente reprovável e juridicamente inadmissível num Estado que se pretende democrático e de direito.

Postos no local, fomos impedidos de entrar nas instalações. Ainda assim, os funcionários presentes atenderam-nos com alguma cordialidade, alegando, porém, que o assunto ultrapassava as suas competências, razão pela qual nos orientaram a dirigir-nos à secção do chefe da fiscalização distrital do Benfica.

Chegados ao referido gabinete, bati palmas como sinal de licença. Após alguns minutos de espera, fomos recebidos pelo responsável da secção que, curiosamente, já nos observava do outro lado da janela envidraçada, telemóvel em mãos. Apresentei-me serenamente, identificando-me como Jaime MC, e expliquei que os companheiros que me acompanhavam, portando smartphones e microfones, pertenciam à equipa de comunicação do Movimento Cívico Mudei. Informámos que estávamos ali para abordar denúncias graves relacionadas com actos flagrantes de abuso de autoridade, métodos de actuação arbitrários e práticas que consideramos legalmente censuráveis.

No exacto momento em que a conversa começava, surgiu uma senhora que, sem qualquer identificação, começou a gritar connosco, exigindo que guardássemos os telemóveis e interrompêssemos as filmagens. Questionada sobre a fundamentação legal da sua exigência, respondeu apenas que “na casa dos outros não se pode filmar”.

Foi-lhe então recordado que, até prova em contrário, estávamos diante de uma instituição pública, sustentada pelo erário público, e não da residência privada de qualquer cidadão.

Sem argumentos jurídicos ou institucionais que sustentassem a sua posição, a referida senhora ameaçou chamar a Polícia. Concordámos prontamente e até acenámos para uma viatura policial que se encontrava do outro lado da estrada.

Enquanto aguardávamos pela chegada dos agentes, o responsável da fiscalização trancou-se no gabinete, ao passo que nós permanecíamos absolutamente pacíficos, exactamente como havíamos entrado.

Com a chegada de um patrulheiro transportando cinco agentes armados, a senhora em causa correu ao encontro da Polícia, acusando-nos falsamente de vandalizar o recinto e intimidar funcionários.

Momentos depois, dois indivíduos não identificados, alegadamente ligados à fiscalização do Benfica, foram autorizados a entrar. Um deles, de aproximadamente 1,85m de altura, dirigiu-se de forma hostil na minha direcção, aparentando clara intenção de provocar agressão física. Mantive a serenidade e apresentei-me: “Prazer, eu sou o Jaime, e estes são os meus colegas Edgar Cláudio e João.”

O referido cidadão nada respondeu. Contornou-me e dirigiu-se violentamente ao companheiro Edgar Cláudio, operador de câmara da nossa equipa, arrancando-lhe o telemóvel das mãos com brutalidade e entregando-o ao comparsa, que imediatamente correu para o interior do gabinete.

Aproveitando-se do facto de o momento já não estar a ser registado, o agressor desferiu cerca de sete golpes entre chapadas e socos contra o nosso companheiro Edgar Cláudio.

Enquanto tentava recuperar o telemóvel apreendido de forma ilegal, virei-me e deparei-me com o meu colega a ser violentamente agredido. Questionei imediatamente a actuação criminosa daquele indivíduo, momento em que os agentes da Polícia se aproximaram pedindo-nos “calma”.

Respondi que calmos estávamos nós; quem não estava calmo era o agressor que espancava um cidadão diante das autoridades.

Os próprios agentes reconheceram inicialmente tratar-se de um flagrante delito e afirmaram que o agressor deveria ser conduzido à esquadra. Contudo, para espanto de todos, a Polícia acabou por deter não o agressor, mas sim os três cidadãos que ali se encontravam em exercício legítimo do direito de denúncia, fiscalização cívica e liberdade de informação.

O agressor nunca foi conduzido à esquadra do antigo controlo.

Fomos levados por volta das 11 horas da manhã e apenas postos em liberdade perto das 16 horas, após longas horas de pressão psicológica, interrogatórios abusivos e perguntas que mais se assemelhavam aos métodos sombrios do período da justiça privada do que aos procedimentos de um Estado moderno.

Importa igualmente denunciar que os vídeos e fotografias registados pela equipa de comunicação do Movimento Cívico Mudei — elementos que poderiam servir como prova material dos factos ocorridos e sustentar o exercício legítimo do nosso acto cívico — foram apagados dos aparelhos telefónicos, numa circunstância que levanta sérias preocupações quanto à preservação de provas e à transparência da actuação dos envolvidos.

Ainda assim, no final da ocorrência, o responsável da secção da fiscalização comprometeu-se a entrar em contacto com a equipa do Movimento Cívico Mudei para o agendamento de uma reunião formal, onde, em observância do princípio do contraditório, os factos poderão ser devidamente discutidos e esclarecidos.

Ainda assim, é justo reconhecer a postura relativamente serena, fria e institucional do oficial do DIIP que nos ouviu na fase final, tendo sido possível notar alguma equidistância e um mínimo de imparcialidade na apreciação dos factos.

O sucedido hoje no Benfica constitui mais um retrato preocupante da cultura de intimidação, abuso de autoridade e perseguição contra cidadãos que ousam denunciar ilegalidades e defender os direitos das populações mais vulneráveis.

Apesar de tudo, permanecemos firmes, serenos e comprometidos com a defesa da dignidade humana, da legalidade e da justiça.

Nestes termos, agradecemos profundamente todas as mensagens de solidariedade, preocupação e apoio manifestadas ao longo do dia.

12/05/2026

“Fui afastado da TPA por criticar o Presidente”- Dr. Carlos Cabaça

O jurista, ativista, músico Director do Gabinete Jurídico da Associação Mudar Viana, Jaime M C Rapper Pugna e o cineasta...
12/05/2026

O jurista, ativista, músico Director do Gabinete Jurídico da Associação Mudar Viana, Jaime M C Rapper Pugna e o cineasta Edgar Cláudio foram hoje alvos de detenção arbitrária, no período das 11h até às 15:30 no Benfica, frente ao Banco BIC, enquantam tentavam fazer um flagrante nos fiscais que recebem e se apropriam de bens dos cidadãos que são vendedores ambulantes, zungueiros. Felizmente já se encontram em Liberdade, de acordo com as ultimas informações. Entretanto, a Associação Mudar Viana repudia tal detenção arbitrária e apela as forças da ordem e segurança a pautarem pelo cumprimento da Constituição e da Lei, evitando acções que ponham em causa a liberdade e garantia fundamentais dos cidadãos.

Associação Mudar Viana: Cidadania em Acção!

11/05/2026

Os cães dos nossos dirigentes não comem coxa.
~ Dr Carlos Cabaça

‎🔵⚪🔴🟡 PROGRAMA DE RÁDIO | CIDADANIA EM AÇÃO SÁBADO 09.05.2026‎‎No último sábado, tivemos a octogésima quinta (85) edição...
11/05/2026

‎🔵⚪🔴🟡 PROGRAMA DE RÁDIO | CIDADANIA EM AÇÃO SÁBADO 09.05.2026

‎No último sábado, tivemos a octogésima quinta (85) edição do programa Cidadania Em Acção enquadrado no Projecto Promovendo o Engajamento Cívico aos Jovens, financiado pela National Endowment for Democracy (NED).

‎O programa contou com as intervenções de Geraldo Ndala, Salomão Mpanzu e Araci Moniz que abordaram o tema: "OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A PERSPETIVA DA ALTERNÂNCIA EM ANGOLA"

‎ Ler mais: https://www.mudarviana.com/noticias/110

‎Na apresentação esteve, Ruth Francisco.

‎O compromisso está marcado para todos os sábados das 17h às 18h na 91.0 FM Rádio Despertar

09/05/2026

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! Alberto Pedro Basto Tunguno, Generall Mageta Magnitude, Luzolo Domingos, Genoveva Silva, Mateus Jaime Ntiko, David Mata Mandimbas, Julio Muianga, Clemente Cabingano, Emanuel Muieji Afroket, Arsenio Barbosa, Ismael Franck, Da Silva Agostinho, Joaquim Pascoal Chuva, Esmeralda Eunice Quiala, Delson Mugabe, Divanio Miguel Sanjar, Man Nguxi, Estanislao Adelino, Fogoso Muila, Jeorge Muhongo, Osalio De Assis Matevele, Ermi Panzo, Linda Ambrosio, Jeronimo Kiala, Firmina Gregorio Gregorio, Yuri-puma Mimado Quissengue, Edson Furtado, Joao Gama, Joao Andre Neto, Valdumiro Ipanga, Nilton Sérgio Pires António, José Alberto Cadula, Inocêncio Constantino Augusto, Cremildo Rafael Mosse, Kikassissidi Nzengele, Ivone Grabarski, Manuel Dos Santos, Mateus Manuel, Paula Pinto Vaz, Fortunato Rufino Iembe, Vendeta Peho, Antonio Costa, Agostinho Moura, Francisco Cabango, Andrade Tomas, Valdo Tila, Bruno Santos, Raimundo Manuel Cherene, Iracema Caita, Tomás Nguiniti

09/05/2026

📢 NOTÍCIA: Cidadãos levam CNE ao Tribunal por Falta de Transparência na Contratação da INDRA

​LUANDA – Um grupo de cidadãos angolanos, liderado por Cesaltina Abreu e apoiado pelas organizações Handeka/Mudei, Kutakesa e Uyele, avançou com uma ação judicial urgente no Tribunal da Relação de Luanda contra a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Resposta à Opacidade

Esta nova etapa surge na sequência da primeira ação intentada pelas organizações no dia 20 de Março, em resposta direta à opacidade da CNE perante as solicitações sobre o processo de contratação da empresa espanhola INDRA. A empresa foi selecionada para a gestão técnica do processo eleitoral, uma decisão que tem levantado sérias dúvidas sobre a transparência e integridade do sistema.

​O que os Cidadãos Exigem?

Os requerentes exigem acesso total aos documentos de 10 concursos públicos (incluindo o da INDRA) para a aquisição de bens e serviços destinados ao processo eleitoral de 2027. A CNE recusou facultar os relatórios de avaliação e atas de adjudicação, alegando a proteção de "dados pessoais".

​Por que isto é importante?

• ​O Caso INDRA: A gestão técnica do processo eleitoral é crítica. Os cidadãos querem garantir que a escolha da empresa obedeceu a critérios rigorosos e transparentes.
• ​Dinheiro Público: Estão em causa contratos financiados pelo Estado que exigem prestação de contas rigorosa.
• ​Confiança Eleitoral: A transparência na contratação é o primeiro passo para que as eleições de 2027 sejam credíveis.

​Direito de Fiscalizar

As organizações Handeka/Mudei, Kutakesa e Uyele reiteram que a Constituição de Angola garante o direito de monitorizar a legalidade dos atos das instituições públicas.

"A transparência não é um favor, é um dever constitucional", defendem os requerentes.

​O processo corre agora como urgente na Câmara do Contencioso Administrativo. O tribunal decidirá se o segredo invocado pela CNE pode impedir os angolanos de fiscalizarem a gestão do seu próprio processo democrático.

​⚖️ Justiça, Transparência e Cidadania Ativa.

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‎🔵⚪🔴🟡 PROGRAMA DE RÁDIO | CIDADANIA EM AÇÃO SÁBADO 09.05.2026‎‎Movimentos Sociais são grupos de pressão que actuam conju...
08/05/2026

‎🔵⚪🔴🟡 PROGRAMA DE RÁDIO | CIDADANIA EM AÇÃO SÁBADO 09.05.2026

‎Movimentos Sociais são grupos de pressão que actuam conjuntamente para modificar alguns aspectos anómalis na sociedade. Desde os tempos idos os movimentos sociais desempenharam e continuam a desempenhar um papel cada vez mais visível na mobilização cívica, na consciencialização política e no debate sobre o futuro de Angola.

Mas afinal, qual é o verdadeiro impacto desses movimentos na construção da ALTERNÂNCIA POLÌTICA no país?

‎E é com base à esta reflexão que nesta edição do programa Cidadania Em Ação, vamos abordar o tema “OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A PERSPECTIVA DA ALTERNÂNCIA EM ANGOLA”.

‎Teremos como convidados:
‎Geraldo Ndala, Porta-voz da Sociedade Civil Contestátaria.
‎Araci Moniz, Coordenadora Nacional do Movimento Cívico Fazemos e
‎Salomão Mpanzu, Sociólogo e Mestre em História de Angola.

‎Participe e acompanhe! O compromisso está marcado para todos os sábados das 17h às 18h na 91.0 FM Rádio Despertar





NOTA DE REPÚDIO | BIBLIOTECA 10PADRONIZADA"Hoje começámos a nossa oficina de crochê, gratuita, para meninas adolescentes...
08/05/2026

NOTA DE REPÚDIO | BIBLIOTECA 10PADRONIZADA

"Hoje começámos a nossa oficina de crochê, gratuita, para meninas adolescentes da nossa comunidade e também para outras interessadas. Tínhamos tudo para celebrar, pois, mesmo sem apoio institucional, conseguimos mobilizar parceiros para agregar valor às pessoas por meio deste ciclo formativo ao longo de dois meses.

Mas, infelizmente, o primeiro dia foi marcado pela invasão desnecessária e desproporcional de agentes da fiscalização e da polícia do município dos Mulenvos, que sequer se dignaram a deixar as armas no carro antes de entrar num espaço com crianças tendo aulas. A alegação foi de denúncia de poluição sonora, quando estávamos apenas a iniciar a oficina, sem o uso sequer de um aparelho de som.

Importa lembrar que não somos um espaço surgido da noite para o dia na ilegalidade. Para a revitalização da biblioteca, tivemos o apoio da administração de Viana e recebemos um diploma de mérito do governo de Luanda pelo trabalho social que desempenhamos. A nossa existência precede a própria criação do município dos Mulenvos, formado por antigos funcionários da administração de Viana.

O mais estranho é que, antes do aparato de fiscais e polícias armados, passou por nós o Diretor de mobilidade e transportes do mesmo município. Veio pedir que lhe apresentássemos a licença que nos autoriza a usar o espaço público para o bem comum — um espaço que, antes da nossa requalificação, era apenas uma "pedonal banheiro". Tentou fazer chantagem: caso não tivéssemos o documento, deveríamos colaborar com a fiscalização na remoção das vendedoras de rua, sob ameaça de fechamento da biblioteca, pois, segundo ele, protegemos as senhoras quando são atacadas pelos fiscais. Recusámos.

Não satisfeitos com a nossa resposta, enviaram cerca de dez fiscais e três agentes da polícia fortemente armados para, mais uma vez, importunarem o nosso trabalho e, sobretudo, as aulas de crochê.

Quando os questionámos sobre as razões da invasão armada a um local que não representa perigo, o responsável pela operação — da área da cultura e lazer do município — afirmou, arrogantemente, que a biblioteca era apenas o contentor. Tentou assim invisibilizar toda a área da pedonal, onde os utentes leem, limitando o nosso trabalho ao contentor, mesmo vendo crianças e jovens a usufruir dos serviços debaixo da pedonal. Requalificámos esse espaço há seis anos; antes, era apenas uma casa de banho ao ar livre. Ficou clara, nas entrelinhas, a intenção da actual administração (com pouco menos de um ano) de tomar parte do espaço para colocar uma tenda da fiscalização.

A pergunta que não quer calar: porquê esta perseguição sem tréguas contra um espaço que nada mais faz senão contribuir, do seu jeito, para uma Angola melhor por meio da arte, cultura e educação numa comunidade periférica e esquecida? As respostas, só eles têm.

Com isto, repudiamos veementemente a actuação deselegante dos fiscais afetos à administração municipal dos Mulenvos e qualquer tentativa de perturbar o nosso trabalho em prol da comunidade e do país. O espaço público é de todos, e o nosso trabalho valoriza-o e engrandece a arte e a cultura. Esta tentativa de amedrontar para controlar representa má-fé e constitui um golpe na melhoria da qualidade de vida das comunidades, pois os livros libertam a mente e entretêm de forma saudável as pessoas." 10Padronizada

06/05/2026

Quando a justiça se cala, a sociedade grita: liberdade aos presos políticos já!

05/05/2026

Será que nossos policiais têm abordado de maneira correta os cidadãos?

Endereço

Zona 10, Bairro Vila Nova, , Município De Viana, Luanda/Angola
Viana

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:30 - 15:00
Terça-feira 08:30 - 15:00
Quarta-feira 08:30 - 15:00
Quinta-feira 08:30 - 15:00
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