14/07/2026
Quando uma criança angolana cresce sem falar Umbundu, Kimbundu, Kikongo ou Cokwe, não perde apenas um idioma — perde um mapa inteiro de pensamento.
Angola prepara a integração das línguas nativas no ensino formal, e há quem pergunte: "para quê, se o mundo fala inglês?" A pergunta revela o problema. A língua não é só instrumento de comunicação; é a arquitectura onde a identidade se constrói. Um povo que pensa exclusivamente na gramática dos outros aprende também a desejar com os desejos dos outros, a medir-se com as réguas dos outros.
A sociologia é clara: não há modernidade sólida construída sobre amnésia cultural. O Japão industrializou-se em japonês. A Coreia digitalizou-se em coreano.
E você: em que língua sonha? 👇🏿