Associação Das Vítimas Da Jamba

Associação Das Vítimas Da Jamba A verdadeira história do lado oculto de Jonas Savimbi e Jamba, Sede da UNITA: 1979-1992. Depois, vem o progresso como resultado das lições aprendidas.

Os grandes países são construídos com base em histórias reais, independentemente da dor vivida. Vivemos para o bem e não é o tempo que limpa o mal. O perdão é para quem pede e aceita os delitos e crimes cometidos. A história em qualquer sociedade normal não está oculta, é contada, da maneira como aconteceu. Esta página e os livros a serem publicados sobre o verdadeiro lado criminoso de Savimbi, nã

o é para satisfazer a falácia de seus discípulos dementes, mas sim, um espaço para contar a história dos anos 1950 até 2002 Angolanos do bem, e vivência com o assassino Savimbi, e a sociedade que ele queria criar impor em Angola. Por muitas gerações, essa página será consultada por milhares. Estamos felizes que os nossos leitores e pesquisadores, agora sejam de todo o mundo. Aceitamos que, como outros déspotas como Hitler, Idi Amin, Foday Saybana Sankoh, etc, etc, os seus seguidores os amam, até hoje. Mas, felizmente, a nossa norma é universal, onde bebés e crianças são vidas sagradas, qualquer homem como Savimbi que massacrou crianças, e no caso dele publicamente, não é um exemplo a seguir. Ele é simplesmente definido como psicopata/sóciopata e criminoso! Para cada homem ou humano que elogia um homem que violou mulheres, meninas e, a sangue frio, incendiou e queimou crianças até a morte, tais discípulos humanos de tais déspotas são moralmente deploráveis na sociedade. Nenhum país pode ser construído por qualquer pessoa que apóie tais crimes ou muito menos se desculpe por eles. Em sociedades normais, até mesmo um Presidente de uma grande empresa é demitido, se suspeito de tais crimes. Se o PCA recusar de sair, a empresa é boicotada e entra em falência e desaparece na Bolsa de valores.

05/06/2026
A Rádio Mais 99.1 FM, estreia, no próximo dia 6 de Junho de 2026 no PROGRAMA: “     ” DEDICADO À "MEMÓRIA DAS     DE  .A...
04/06/2026

A Rádio Mais 99.1 FM, estreia, no próximo dia 6 de Junho de 2026 no PROGRAMA:

“ ” DEDICADO À "MEMÓRIA DAS DE .

A família #



14h00 às 17h00, sob a condução do jornalista e contador de estórias Mariano de Almeida.

Essa página é 100% para a narração de factos escamoteados sobre uma parte importante pós independência. Não é para agrad...
14/05/2026

Essa página é 100% para a narração de factos escamoteados sobre uma parte importante pós independência. Não é para agradar ninguém. Existe há anos 🙏🏾

*  a     que   nas    *Sou obrigado a intervir no debate que praticamente nunca cessou desde o fim da guerra. Em particu...
23/04/2026

* a que nas *

Sou obrigado a intervir no debate que praticamente nunca cessou desde o fim da guerra. Em particular desde o período posterior às eleições de 2008, e o fim do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional.
Desde então, a narrativa tem sido a criação de uma opinião imposta à maioria da população, segundo a qual a Reconciliação é uma lógica unilateral, cuja responsabilidade recai unicamente sobre o governo Angolano.

O significado da Reconciliação nacional para o caso Angolano, diferente de qualquer outro lugar do mundo, é que um lado (o Governo, e a população que viveu sob o seu regime desde 1975) suporta ou é culpado de todos os aspetos negativos do período pós-independência até o fim definitivo da guerra 2002, e a situação daí resultante de 2009 até ao presente.

Do outro lado, a UNITA é a principal vítima de sempre, desde a luta anticolonial até aos dias de hoje. É um movimento independentista que, com o seu líder, tem sofrido maus tratos sob regimes coloniais e independentistas, enquanto a sua trajectória tem sido inteiramente a nobre causa da justiça social e da defesa dos direitos humanos.

O que temos tido desde 2008 é uma estratégia revisionista da história, mas acentuada no negacionismo, dirigida principalmente aos jovens e às massas ingênuas ignorantes, e a muitos daqueles que se recusam a estudar a história da nossa nação e do mundo em geral, em particular a história política que molda mundo nos últimos 80 anos.

Em primeiro lugar, o epicentro da narrativa era mudar o raciocínio e a realidade sobre o fim da guerra e a conquista da paz, e seus merecedores protagonistas, nacionais e estrangeiros, que se sacrificaram para que ela se tornasse uma realidade após inúmeras tentativas desastrosas desde 1988.

Assim, a estratégia passou para inverter a realidade de que a guerra em Angola foi ganha através da derrota completa de uma persistente rebelião armada, e apresentando essa derrota como uma vitória gloriosa e uma vindicação para aqueles que durante anos almejaram a paz e a democracia.

A derrota em batalha de um guerreiro que muitas vezes levava o seu povo a crer que era invencível, até mesmo imortal e prova de bala, e a forma vergonhosa como encontrou o seu fim, precisavam de ser retratadas como a gloriosa forma pela qual os grandes guerreiros costumam tombar nas frentes da batalha.

Assim, tornou-se proibido narrar como a guerra terminou e como JMS encontrou o seu fim. A justificação era que mencionar a realidade que mostrasse qualquer aspecto de como uma organização outrora poderosa, provavelmente até mais poderosa do que muitos países Africanos, foi levada a uma derrota terrivelmente humilhante, equivalia à rejeição da reconciliação nacional entre Angolanos.

JMS teve de ser considerado um herói e o salvador de Angola acima de qualquer outro líder dos três movimentos independentistas.

Por outro, de alguma forma, o gesto nobre de Zedú, ao ordenar um cessar-fogo imediato e salvar todos os dirigentes da UNITA que ainda restavam vivos, foi minimizado e considerado de valor secundário para a nação que nascia das cinzas da guerra que terminou em 2002.

A história do mundo e os paralelismos com a nossa realidade sofreram, desde então, uma terrível distorção. Pior foi o facto de que vivemos num país onde a procura de conhecimento é muito limitada. A fofoca, intrigas, mentiras têm melhor espaço na nossa convivência quotidiana. Por isso a geração jovem e muitas pessoas ignorantes são alimentadas com uma versão falsa sobre as guerras no Mundo e de como elas terminaram.

Foi distorcido a verdade sobre o fim da nossa guerra e os respectivos merecidos dos heróis mortos ou vivos que deram tanto para que isso pudesse acontecer. Quando, não há guerras que tenham terminado com a derrota completa do adversário, com centenas de pessoas a morrer a cada hora, onde vencedor acolhê-las de braços abertos, chegando mesmo a implementar um programa de resgate urgente para salvar vidas, enviando os sobreviventes para tratamento de qualidade em vários hospitais de excelência no país e no estrangeiro.

Além disso, simulam-se negociações de paz para cobrir a vergonha e humilhação, onde os líderes capturados até são transportados com dignidade para diversas rondas de conversações, com o objetivo de inspirar a população a aceitar que a paz chegou para sempre, e que a reconciliação nacional era a nova ferramenta fundamental para a vida quotidiana.

E não esqueçamos que se trata de um país Africano que parecia destinado a viver pelo menos 50 anos de conflito contínuo e centenas de mortes diárias da população. Portanto, José Eduardo dos Santos é um caso único no mundo. Se os papéis se invertessem, JMS teria eliminado não só Zedú e a sua família, mas quase todos os dirigentes importantes do MPLA e das respectivas famílias, desde os níveis locais até aos mais altos escalões. Além disso, sendo o menino bonito das potências ocidentais, teria imposto o seu domínio sem contestação, tanto interna como externamente, e com o apoio de muitas organizações internacionais poderosas que influenciam o mundo.

O que foi imposto à sociedade Angolana é a negação da história e uma lavagem cerebral que hoje infelizmente, conta com a colaboração de muitos indivíduos e grupos que se fazem de sábios, analistas políticos e intelectuais, ou mesmo vozes do povo.

Por um lado, existe uma falsa analogia de reconciliação à qual a maioria de nós deve aderir. Por outro lado, JMS e os seus discípulos têm liberdade para fabricar a história, expurgando todos os aspetos da nossa história nacional a seu favor, e ninguém pode contrariar. Eles são os especiais que têm carta branca para fazer e desfazer tudo.

É assim que todos os anos convivemos com a realização de grandes eventos, como seminários e palestras sobre JMS e os ditos seus grandes feitos, como humanista, pai da paz, salvador da pátria e até mesmo líder mundial.

Aparentemente, JMS é a única pessoa especial no mundo inteiro, que ninguém pode questionar. Quando é pessoal singular que em Angola, depois da independência, deixou milhares de vítimas que hoje já não estão vivas por causa das suas acções pessoais. Até mesmo nos seu próprio partido, deixou um rasto de sangue, órfãos e viúvas. Liderou uma purga pessoal de mulheres e crianças, que incluiu até as suas esposas e amantes que lhe deram vários filhos ainda vivos hoje. Violou as esposas dos seus colegas líderes, e as azaradas raparigas cujos pais assistiram o pesadelo pelo que passaram totalmente impotentes, com medo pelas suas vidas. Em tais situações, os pais das vítimas até temiam tossir ou espirrar, caso fosse interpretado como um acto grosseiro de desafio.

O homem, assassinou as esposas dos seus subordinados sem sequer lhes informar previamente da sua decisão.

O pior é que, ainda hoje, os seus discípulos dão entrevistas na rádio e noutros meios de comunicação, onde justificam as suas acções e até o apoiam. Ouvi um deles, hoje considerado a autoridade moral do partido, declarar na rádio que não se arrependia de ter participado na queima pública de crianças, pois considerava as crianças de 4 ou 5 anos bruxas e inimigas da revolução. Até acrescentou que a sua mãe também foi queimada viva juntamente com as mulheres e crianças que foram queimadas publicamente. E que a culpa era dela.

Somente em Angola que as pessoas são levadas a acreditar que alguém que cria numa parcela de terra em Angola como país livre e democrática, onde pratica acções que há de pior nonmundo em termos de comportamento humano, supostamente, se ele governasse, seria o melhor democrata e defensor dos direitos humanos em África. Quanta insanidade!

Como escudo e forma de fazer calar as novas das pessoas, introduziram a palavra *diabolização*, como escudo contra a narração das verdades do seu desviou mental e crimes cometidos.

Durante a guerra civil, tanto a UNITA como o governo do MPLA utilizaram propaganda hostil como arma útil. A propaganda era uma ferramenta da Guerra Fria, que ganhou destaque durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Hoje, foi substituída por notícias falsas e difamações na internet e nas redes sociais. A estratégia foi sempre a de fazer do inimigo o actor ou culpado principal no conflito armado, e rotulado como inimigo da povo. Portanto , o governo do MPLA tinha a RNA, e do outro lado, a UNITA tinha a VORGAN (A Voz do Galo Negro). Além disso, existia também a imprensa escrita de ambos os lados. Portanto, o que hoje se designa por *diabolização* era algo que ambos os lados utilizavam para destruir o outro.

Contudo, hoje, com a estratégia do revisionismo e negacionismo, a narrativa dos factos históricos, em particular das ações de JMS, incluindo as da UNITA, faz com que qualquer um que ouse narrar a história dizendo a verdade, seja alvo de ataques, ameaças e insultos, sob a alegação de que se trata da diabolização do Messias e de seu partido. Confundindo assim as mentes fracas para dar a impressão de que tudo são mentiras.

Nós últimos anos, muito se tem escrito e dito sobre o MPLA e a FNLA desde os anos 60 até ao fim da guerra. No entanto, não podemos escrever verdades nem quaisquer críticas a JMS e à UNITA. Isto é imediatamente rotulado como demonização/ou seja diabolização.

Existe até uma narrativa doentia que afirma que, pelo do facto do JMS ter deixado familiares e descendentes, nada do que fez deve ser mencionado ou criticado, sendo apenas permitidos elogios. Daí que a profusão de elogios, seminários, palestras, programas de TV e anúncios no YouTube seja considerada legítima, e as vítimas de JMS e seus descendentes devem simplesmente engolir tudo e calar-se, pois qualquer dissidência desta norma é vista como traição e uma tentativa contra a reconciliação nacional, estabilidade e progresso de Angola.

A maioria da nova geração obtém as suas notícias e informações históricas das redes sociais (podcasts, chats, YouTube, etc.). Quase ninguém, ou uma minoria ínfima, utiliza aplicações e ferramentas de verificação. Consequentemente, quando questionados sobre algo, a resposta é que viram nas redes sociais, nos Facebook ou no WhatsApp.

Em Angola, estas plataformas são dominadas por aqueles que propagam a narrativa do revisionismo e do negacionismo. Existe Orchestras de ódio, difamações, intimidações e fábricas de mentiras, que basta alguém falar algumas verdades, em uns segundos, em sintonia, começa o show dos mesmos.

O MPLA simplesmente não consegue acompanhar o ritmo. Além disso, encontra-se em grande desvantagem devido aos fracassos que levaram à má gestão da economia, a fome, miséria, e políticas erradas. E que o MPLA até sofre sabotagem interna pelos que preferem ver o povo a sofrer, para tirarem lucros da sua desgraça.

Numa nação sem mecanismos de controlo sobre a difusão de notícias nas redes sociais, o monopólio está nas mãos de quem divulga notícias sensacionalistas, escândalos e difamação.

É que o MPLA agora sofrem com o ditado de que, "a mão que deu alimento à cobra moribunda, no futuro a mesma voltou para a morder.

À medida que o mundo muda mais uma vez, nós, como país, estamos a entrar em águas perigosas, a menos que pessoas de boa vontade e moderadas intervenham a tempo.

Na própria UNITA, descobriu-se que o nome JMS é um bom negócio para obter vantagens. Tornou-se oportunista afirmar-se discípulo apenas para obter benefícios. Portanto, ultimamente lá também está a ocorrer uma mudança interna. Uns tantos esperançoso por muitos anos que a parte positiva que fez com que adirissemm a causa, estão a desistir. O país nem sabe que a maioria dos bons quadros da UNITA, há muito saíram depois de verem que os que tanto fizeram para destruir o bem que lá entrou em 1975/76 em diante, são os mesmos que nos tempo da paz, ficaram outra vez com a máquina do destino do partido. Muitos dos bons quadros estão nos aparelho do estado como funcionários públicos, longe de qualquer activismo político.

Portanto, hoje vivemos uma realidade em que, dentro da UNITA e do MPLA, estão a acontecer coisas nunca vistos. As divisões e as alianças transbordaram para as ruas e para os olhos do público, para que muitos vejam.

Eu, por exemplo, sempre disse, depois de 1991, que Angola, na ausência da FNLA, precisava de uma nova força política. Uma que se pudesse manter confortavelmente no meio como equilíbrio do espaço político, enquanto se mantém a longa rivalidade entre o MPLA e a UNITA, até que um dia possa ser relegada para o passado.

Assim, 2027 é a oportunidade para Angola acertar e pôr fim ao que parece ser uma situação que mantém a nação refém desde 1975.

Às pessoas que agora fizeram com que o absentismo sejam mais de 51% dos eleitores actualizados, não podem continuar nos muros assistindo a desgraça e sofrimento que na prática afecta a inteira nação.

O triste é verificar que indivíduos políticos que contribuíram terrivelmente para a má situação em que vivemos criaram herdeiros e clones que se estão a tornar como eles, e facilmente manipulam a opinião pública e os mais vulneráveis.

Portanto, na terra da fome, muitas pessoas aceitam a mão que lhes dá um pouco de comida, nem que seja por algumas horas. Assim está a maioria da população, que faz com que haja seguidores de fakenews, falacias, difamações e distorção da história em geral.

Eu não sigo modas.

O meu percurso é longo e, quando se trata dos princípios básicos que são a base da maioria das boas sociedades, nunca fui abalado ou derrotado.

Por me ter mantido firme mesmo quando a maioria dos poderosos se acobardou, e se virou contra nós, não posso ser populista.

Por ser totalmente contra o feminicídio e os maus tratos à crianças, tenho inimigos, mas é próprio. Não me adapto à história, mas é a história que é obrigada a adaptar-se a mim.

A minha opinião é apenas uma entre muitas, e são as muitas opiniões que moldam a sociedade. Mas nunca sucumbirei a ideologias e narrativas falsas, sejam quais forem os extremistas.

2027 já está começar. É para os fortes. Mais que tudo, hoje o mundo mudou, país que não entende geopolítica, e fazer políticas adequadas para sua própria grandeza e sustentabilidade, não vai conseguir o progresso merecido.

Até que fim até às superpotências dos últimos 80 anos, estão em crises sem saber o que será do futuro que vem aí.

Se o país é para todos, então, ninguém nos pode manter reféns. Mas também, anarquia e libertinagem, não criar países de sucesso.

Quando a maioria concorda… a verdade não muda. O mal não se transforma em bem.“Uma mentira não se torna verdade, o errad...
03/04/2026

Quando a maioria concorda… a verdade não muda. O mal não se transforma em bem.

“Uma mentira não se torna verdade, o errado não se torna certo e o mal não se torna bom, só porque é aceite pela maioria.”

— Booker T. Washington

Palavras poderosas, mas surpreendentemente relevantes hoje.

A história está repleta de momentos em que a maioria decidiu o que era “normal” — escravatura, colonização, segregação, exploração. Milhões aceitaram. E, no entanto, isso não tornou certo. Não tornou justo. Não apagou o mal.

As palavras de Washington recordam-nos que a moralidade não é determinada pelo voto ou pela popularidade. Está enraizada na justiça, na empatia e na verdade. A multidão pode aplaudir a opressão. Pode normalizar a injustiça. Mas a realidade essencial permanece inalterada.

Isto não se trata apenas de história. Trata-se do presente. Com que frequência as sociedades aceitam mentiras porque “toda a gente acredita”? Com que frequência as comunidades toleram injustiças porque “é tradição”?

A verdadeira coragem é defender o que está certo, mesmo quando é impopular. Mesmo quando a multidão grita o contrário. Mesmo quando o silêncio parece mais seguro.

Que esta citação o desafie: está a seguir a maioria… ou a seguir a verdade?

A história está a observar. A moralidade está a observar. E as gerações futuras também estão a observar.

Siga .echo para mais histórias impactantes da história africana e relatos inéditos que desafiam o que pensava saber.

Apoie o movimento e celebre mentes corajosas adquirindo o nosso livro de estreia, “20 Mulheres Africanas Incríveis que Mudaram a História”.

Referências:

• Ascensão da Escravatura
• Booker T. Washington

• História Afro-Americana

De repente, aquela sensação profunda de boas recordações do passado. Mesmo passados 40 anos, os sorrisos, as piadas e a ...
01/03/2026

De repente, aquela sensação profunda de boas recordações do passado. Mesmo passados 40 anos, os sorrisos, as piadas e a boa e velha camaradagem.

Saudades eternas. Muito obrigado 🙏🏾❤️

COMO MORREU SAVIMBI SEGUNDO EX GENERAL DA UNITA E DAS FORÇAS ARMADAS "NUNDA SACHIPENDO".As circunstâncias exactas que ro...
22/02/2026

COMO MORREU SAVIMBI SEGUNDO EX GENERAL DA UNITA E DAS FORÇAS ARMADAS "NUNDA SACHIPENDO".

As circunstâncias exactas que rodearam a morte de Jonas Savimbi, faz hoje 15 anos, continuam a ser objecto de uma natural curiosidade do público. Mas, acima de qualquer objectivo macabro, é a busca da verdade histórica que está em causa, já que a morte do líder-fundador da UNITA se constituiu numa peça crucial para a paz que hoje se vive em Angola, cujo armistício foi definitivamente rubricado a 4 de Abril de 2002.

Dois anos depois, quando o país comemorava a efeméride da Paz, eu e o Graça Campos, na pista de como foi que as coisas aconteceram realmente no dia 22 de Fevereiro nas matas do Moxico, entrevistamos o general Geraldo Sachipengo Nunda, à época ainda nas vestes de chefe-adjunto do Estado-Maior General das FAA.
Nessa conversa, tendo como cenário o Hotel Trópico em Luanda, Sachipengo Nunda fez declarações inéditas sobre o passamento de Savimbi. Ao ponto de superar a versão oficial propagada até então pelo Governo, que concorria com versões mais místicas e populares que foram sendo propaladas, envolvendo inclusive a hipótese do suicídio.

A versão que o general Nunda contou ao Semanário Angolense, sobre os derradeiros instantes de Jonas Savimbi, permite gerar a conclusão de que ele podia ter sido poupado, não fossem as circunstâncias difíceis que rodearam o seu «último combate». O actual CEMG-FAA adicionou, na ocasião, um outro elemento inédito acerca do local exacto em que ocorreu a morte de Savimbi. Segundo ele, foi nas margens do Lweio que tudo se deu. Lukusse foi apenas o local escolhido pelas autoridades para apresentar à imprensa e ao mundo o cadáver de Savimbi, exposto numa padiola, e assim lograr o «facto consumado».

De facto, a História é para ser contada de forma objectiva. Ela não se compadece com meias-verdades nem com subjectivismos. Num dossier como esse, que sempre foi propício à manipulação política e outros processos de «intelligence», a questão consiste em avaliar se as declarações de Nunda ao Semanário Angolense constituem, afinal, «toda a verdade». Ou ainda se tais declarações colocam definitivamente uma pedra sobre o assunto.

Uma resposta cabal não será dada nestes tempos, em que ainda há muita gente com os nervos a flor da pele. Mas apenas no futuro quando for realmente possível trazer à cena historiadores e pesquisadores e não protagonistas imbuídos de ódios e paixões. Por ora, contudo, temos as declarações do general Geraldo Sachipengo Nunda feitas ao Semanário Angolense há 13 anos. É o mais longe que já se foi nesta controversa matéria.

Quando, em Janeiro de 1993, partiu do Huambo para Luanda numa rocambolesca fuga das fileiras do galo negro, para a qual contou com o apoio dos generais Sukissa e João de Matos, o general Nunda tinha consciência de que deixava para trás um Jonas Savimbi possesso de raiva pelo rombo que lhe causara. Mas, ainda assim, estava longe de imaginar que volvidos alguns anos subiria tanto na hierarquia das FAA. E muito menos ainda que desempenharia um papel-chave na desarticulação da máquina militar da UNITA e colocaria, decisivamente, as suas impressões digitais na morte de Savimbi, seu antigo chefe, e com isso acelerasse a obtenção da paz em Angola. Mas foi mesmo assim. Uma hora depois do suspiro do velho galo negro, Nunda estava lá. Não ergueu uma taça de champanhe, mas também não se revolveu em remorsos.

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SEMANÁRIO ANGOLENSE Nº 55 / 3 A 10 DE ABRIL DE 2004
Revelações do vice-chefe do EMG das FAA desfazem a tese oficial

SAVIMBI PODIA TER SIDO... POUPADO
«Não atirem! Não me matem!» Implorou o líder rebelde, de joelhos, ferido pelos primeiros disparos no dia 22 de Fevereiro de 2002, nas margens do Lweio e não em Lukusse»
Jonas Savimbi podia ter sido poupado e capturado durante a refrega que resultou na sua morte em 22 de Fevereiro de 2002, de acordo com revelações feitas esta semana, num exclusivo ao Semanário Angolense (SA), pelo vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas. O general Geraldo Sachipengo Nunda, que falava ao jornal a propósito das comemorações do 4 de Abril, contou que o líder rebelde não morreu aos primeiros disparos. Ferido, ainda implorou que o poupassem, mas na azáfama que se havia gerado no local da refrega, as tropas não tiveram condições de atender ao pedido de Jonas Savimbi que acabaria por sucumbir a novos disparos.

De acordo com o quadro descrito por aquele oficial general, obtido através de testemunhos e relatos de soldados e oficiais que estiveram directamente envolvidos na acção que resultou na morte de Savimbi, ao fim de vários dias no encalço da coluna do líder da UNITA, este foi surpreendido no momento exacto em que descansava numa tenda de campanha acabadinha de montar, na suposição de que havia ludibriado os seus perseguidores. Puro engano.

Quando os efectivos das FAA estavam a cerca de 20 metros da tenda, um dos guardas de Savimbi viu as tropas inimigas. E acto contínuo entrou espavorido na tenda para advertir o chefe. Savimbi saiu a correr do outro lado da tenda. Só que os comandos avançados das FAA (muitos deles eram «desertores» da própria guarda do chefe rebelde), que o conheciam perfeitamente, atiraram imediatamente sobre ele.

«Ele saiu da tenda a correr, mas alguém disse que era Jonas Savimbi que estava a correr. Então, a tropa atira e ele cai de frente mas não morre. Depois virou-se e, ainda de joelhos, disse: “Sou eu, não me matem”», conta o general Nunda. «Mas, na azáfama, a tropa continuou a atirar.»

Indagado, entretanto, se perante esse cenário não teria sido possível a captura de Jonas Savimbi, o general Nunda considerou que em função da informação recebida dos soldados que participaram na acção, poupá-lo teria sido muito difícil naquelas circunstâncias. «Quando uma batalha começa, não é muito fácil controlá-la. Podem-se controlar os seus aspectos mais gerais, as linhas de avanço, etc. Mas, no meio do fogo, muitas vezes não se percebe aquilo que este ou aquele diz. Deve ter havido um ou dois que ouviram ele [Savimbi] a dizer “Olha, não me matem”, mas os outros não ouviram...»

Segundo esclareceu aquele responsável militar, havia orientações gerais para que todo o indivíduo que se apresentasse e não opusesse resistência fosse capturado e poupado. «A tropa tinha indicações para que quem levantasse as mãos fosse capturado. Mas Savimbi, na altura em que pediu para que não o matassem, já tinha levado uns quatro ou cinco tiros. A tropa concentrou-se nele ao sair da tenda a fugir...», sublinhou.

Com essas declarações, o chefe-adjunto do Estado-Maior General das FAA é a personalidade que mais longe foi na descrição das circunstâncias que rodearam os instantes finais de Jonas Savimbi. Pode mesmo dizer-se que é um contributo importante para a História. De acordo com essas revelações, sabe-se agora, com precisão, que não foi em Lukusse que Savimbi tombou, mas sim nas margens do Lweio, às 15 horas do dia 22.

Uma hora depois de Savimbi ter expirado, já o general Nunda, que estava em permanência no posto de comando dessa operação no Luena, chegava ao local na companhia de outros responsáveis das Forças Armadas, entre os quais os generais Kopelipa e Hanga, e o sub-comissário Panda.

Lukusse foi apenas o local escolhido para o acto em que o cadáver de Savimbi foi mostrado à imprensa e ao mundo. Nessa entrevista ao «SA», o general Nunda disse também que em momento algum o corpo do líder rebelde veio à Luanda. «Nós trouxemos o corpo do Lweio para o Lukusse, onde passou a noite, e no dia seguinte foi enterrado no Luena», asseverou.

F**a também registado que foram os seus antigos discípulos que puseram fim aos sonhos de poder alimentados por Jonas Savimbi ao longo de quatro décadas. O general Geraldo Sachipengo Nunda é, ele próprio, um cabo-de-guerra que veio das forças da UNITA antes de integrar as Forças Armadas nacionais, uma instituição que caminha rápida e decisivamente para um estágio apolítico. Dois antigos coronéis das FALA, Kivo e Calado, estiveram na última linha de combate e viram Jonas Savimbi sucumbir aos disparos das FAA.
Enfim, são ironias do destino. Mas a entrevista de Geraldo Sachipengo Nunda é mais extensa do que isto. É um documento histórico e político da nossa época, dois anos depois de obtida a paz para os angolanos.

ESTERTORES FINAIS
Os estertores de Jonas Savimbi começaram praticamente com a queda das suas praças-fortes, Andulo e Bailundo, em finais de 1999. Mas os derradeiros combates para desarticular a espinha dorsal da UNITA iniciaram-se, segundo revelações do chefe-adjunto do Estado-Maior General das FAA, a 17 de Dezembro de 2001.

Na acção desencadeada nesse dia, na margem direita do rio Lungue-Bungo, Savimbi sofreu duros e rudes golpes. As suas comunicações eram praticamente desfeitas ao mesmo tempo que vários dos mais importantes oficiais das suas forças eram capturados ou se rendiam como um baralho de cartas. Dois casos: os brigadeiros Sopite e Lulu que chefiavam, respectivamente, a segurança do líder da UNITA e as telecomunicações das suas forças. Depois rendeu-se o coronel Calado, outra peça basilar, chefe do reconhecimento.

Este foi o primeiro recontro directo com a coluna de Savimbi e parte do seu êxito focou a dever-se a informações cruciais prestadas por um desertor que se entregara às FAA, no dia 9, o tenente-coronel Orlando. Nessa altura, Savimbi jogava ao gato e o rato com as forças governamentais, saltando de uma margem para outra do Lungue-Bungo. As indicações de Orlando permitiram a sua localização na margem esquerda do rio, quando se supunha que ele andaria pela margem direita. Quando Jonas Savimbi se apercebeu da fuga daquele oficial, procurou passar outra vez para a margem direita, mas não conseguiu evitar o recontro com as FAA.

A 4 de Fevereiro ocorreu novo embate directo com a coluna de Savimbi, na chamada Base C, resultando na perda do que restava das suas comunicações, sobretudo o telefone-satélite. Depois, os ataques foram em crescendo: um ataque no dia 14, um bombardeamento a 17 e outro ataque no dia seguinte.
No dia 20 foi destroçado o último grupo do flanco de Savimbi, em que é posto fora de combate o brigadeiro Bule. Dois dias depois, o líder da UNITA manobrava para ir ao encontro do brigadeiro Big Jó, quando este sucumbe num ataque de manhã. Ao princípio da tarde, Savimbi teve de recuar, acoitando-se na nascente do Lweio, onde foi surpreendido por comandos avançados das FAA. E foi o fim...
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Os desígnios de Savimbi
PORQUÊ AS MATAS DO LESTE?
Por que razão Jonas Savimbi escolheu o Moxico como palco da batalha final? É uma questão que muita gente se tem colocado e um tema que ainda suscitará apaixonadas discussões, sejam académicas ou simples tertúlias. O general Nunda, que foi no encalço de Savimbi desde que este ficou sem as suas cidadelas, no Bailundo e Andulo, garante que as matas do Leste não foram uma escolha voluntária do líder da UNITA. «Ele foi compulsivamente levado a isso.»

Segundo o vice-chefe do Estado-Maior General das FAA, depois de Bailundo e Andulo, Jonas Savimbi idealizou a construção de um novo quartel-general num triângulo nas matas do Leste que, segundo os seus desígnios, oferecia a vantagem de estar fora das linhas de acesso fácil.
Mas não levou muito tempo para o líder rebelde perceber que a região escolhida, nas circunstâncias dos acontecimentos, passara a ser bastante vulnerável. Afinal, facilmente, as FAA podiam chegar aos afluentes do rio Cutato e facilmente também poderiam atingir todas as margens do rio Cuanza.

Depois das forças governamentais terem saltado o rio Cuanza, Savimbi também foi obrigado a isso. Aliás, sabe-se hoje que foi isso que o obrigou a abandonar as viaturas e outros meios motorizados que ainda possuía. Tinha à perna uma brigada a vir do Luena para o Cuemba e outra a saltar o rio Cuanza em direcção ao Cuemba.

Entre o Cuemba e o Dande, a coluna de Savimbi, apelidada de «coluna presidencial», atravessou o rio Kuiva para a margem esquerda, a sul do Caminho-de-Ferro Benguela, para se acoitar nos afluentes do Kuito e Lungue-Bungo, rios que nascem naquela faixa. É neste perímetro, no fundo, que Jonas Savimbi, forçado a isso, entendeu que podia ser uma área com condições favoráveis para a criação de uma base a partir da qual poderia voltar à acção armada.

Savimbi não contou, porém, com a mudança operada pelo comando das FAA no formato operacional táctico das tropas. A determinada altura, as unidades das FAA naquele teatro de operações não precisaram de se movimentar por meios motorizados. Mas passaram a realizar inúmeras movimentações tácticas, o que criou imensas dificuldades para as hostes adversárias.

«Nós disseminámos tropas por toda a região, após o que começamos a captar o apoio da população ou retirando-a das áreas que podiam se constituir em fonte logística para as colunas da UNITA. Portanto, ele ficou sem possibilidade de fazer a guerra», explicou o general Nunda.
Em todo o caso, outro factor que determinou a inflexão, ainda que compulsiva, de Jonas Savimbi para o Leste, foi a proximidade da fronteira com a Zâmbia. Não foi em vão que o líder da UNITA enviou nos derradeiros momentos homens à Zâmbia para adquirir mantimentos, nomeadamente alimentos, medicamentos, roupas e até munições.

Questionado, entretanto, se o próprio líder da UNITA estaria em condições de saltar a fronteira, Nunda disse que teria sido «um bocado difícil». «Não é que ele não pensasse nisso. Mas talvez estivesse a pensar em deixar isso para o último momento. Mas, seja como for, ele não sabia o que podia lhe acontecer...», sublinhou o general Nunda.

Por: Severino Carlos, in jornal Angolense.

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