Liga Africana

Como chegar Website

Liga Africana Desde 1996 foi reconhecida com o estatuto de Instituição de Utilidade Pública pelo Governo da República de Angola.

A Liga Africana é uma Instituição de Utilidade Pública angolana, fundada em 1996, percursora dos nobres ideais de acção sócio-cultural e patriótica da sua antecessora - Liga Nacional Africana - fundada em 1930 e da Liga Angolana, fundada em 1912. A Liga Africana é uma organização centenária da sociedade civil angolana recriada em 1996 como sucessora da Liga Angolana e da Liga Nacional Africana, instituídas respectivamente em 1912 e 1930, e que desempenharam um importante papel na formação e acolhimento dos mais célebres nacionalistas e na promoção de ideais independentistas, até ao último quartel do século XX. Desenvolve projectos de carácter social e acções que valorizam o nacionalismo e o resgate de valores morais, cívicos, culturais e sociais. Tem a sua sede no edifício da Liga Nacional Africana, na Rua do mesmo nome, com o Nº 76/E em Luanda. A Liga Africana tornou-se Observador Consultivo da CPLP por aceitação do seu processo de candidatura, aprovado pelo Conselho de Ministros da CPLP que decorreu em Dili, em 24 de Julho de 2015.

Colóquio “CPLP 30 anos – Uma Comunidade de Língua e de Futuro” – CCB, 8 de outubro de 2026
08/10/2026

Colóquio “CPLP 30 anos – Uma Comunidade de Língua e de Futuro” – CCB, 8 de outubro de 2026

28/09/2026
Estamos de LUTO.
30/07/2026

Estamos de LUTO.

Eis o Programa das Exéquias Fúnebres do nosso Vice-Presidente ☆ Carlos Alberto Simões Ferreira ☆
30/07/2026

Eis o Programa das Exéquias Fúnebres do nosso Vice-Presidente ☆ Carlos Alberto Simões Ferreira ☆

😪🤍🕊
29/07/2026

😪🤍🕊

A  ARQUITETA DA DIPLOMACIA PREVENTIVADe acordo com fontes próximas da CPLP e da CEDEAO e a informação que circula em mei...
27/07/2026

A ARQUITETA DA DIPLOMACIA PREVENTIVA

De acordo com fontes próximas da CPLP e da CEDEAO e a informação que circula em meios diplomáticos e políticos da sub‑região confirma que Maria de Fátima Monteiro Jardim desempenhou um papel discreto mas decisivo na mediação que levou à libertação de Domingos Simões Pereira (DSP).

No momento em que a Guiné‑Bissau se encontrava à beira de uma escalada institucional, ela atuou como ponte entre Luanda, Bissau e Lisboa, articulando uma solução que evitasse o pior cenário: um novo ciclo de instabilidade capaz de mergulhar o país em crise ainda mais profunda.

O seu prestígio como Secretária Executiva da CPLP e a confiança que mantém junto de líderes como António Guterres e João Lourenço deram‑lhe a margem necessária para conduzir negociações sensíveis fora dos holofotes.

A pronta reação de Fátima Jardim, Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi um verdadeiro ato de diplomacia preventiva, que preservou não apenas a integridade de Domingos Simões Pereira (DSP), mas também a imagem internacional da Guiné‑Bissau, evitando que o país fosse arrastado para o pior dos cenários.

A história registará e o povo guineense agradece.
Editorial Povo Atento

= ​NOTA DE CONDOLÊNCIAS =​Pelo Falecimento de Sua Excelência Reverendíssima Dom Zacarias Kamwenho.​A Liga Africana tomou...
30/05/2026

= ​NOTA DE CONDOLÊNCIAS =

​Pelo Falecimento de Sua Excelência Reverendíssima Dom Zacarias Kamwenho.

​A Liga Africana tomou conhecimento, com profunda tristeza e dor social, do falecimento de Sua Excelência Reverendíssima Dom Zacarias Kamwenho, Arcebispo Emérito do Lubango, ocorrido a 29 de Maio de 2026, em Luanda, vítima de doença.

​Dom Zacarias Kamwenho não foi apenas uma figura proeminente da Igreja Católica em Angola e São Tomé; foi, acima de tudo, um farol de esperança, um incansável promotor da paz, da reconciliação nacional e da dignidade humana.

O seu legado ultrapassa as fronteiras da fé, inscrevendo-se na história contemporânea como um dos mais dedicados defensores do bem-estar social, do diálogo e da harmonia entre os povos.

​A sua perda deixa um vazio incomensurável no seio da sociedade e da comunidade eclesiástica, mas a sua memória e os seus ensinamentos continuarão a inspirar as presentes e futuras gerações na busca por um continente mais justo e fraterno.

​"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." (Mateus 11, 28)

​Neste momento de profunda consternação, a Liga Africana endereça à Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), à Arquidiocese do Lubango, à Diocese do Sumbe, às Irmãs Franciscanas da Visitação de Maria, bem como à família enlutada e a todos os fiéis, os seus mais sentidos pêsames e a sua solidariedade institucional.

​Que a sua alma descanse em paz.

​Luanda, 30 de Maio de 2026.
​A Direcção da Liga Africana

07/05/2026

Dia Mundial da Língua Portuguesa.
Celebrado ontem 05/05/2026, nas Nações Unidas - Genève.

19/04/2026

Preso pela PIDE

Nacionalista e escritor.

LUANDINO VIERA

José Vieira Mateus da Graça

Data da primeira prisão
20 de Novembro de 1961
Nasceu em Vila Nova de Ourém (Portugal) a 4 de maio de 1935, filho de Maria Alice Vieira e de Joaquim Mateus da Graça Júnior, tendo vivido em Luanda desde a infância. Fez-se angolano pela sua participação no Movimento de Libertação Nacional de Angola. Foi preso antes da guerra colonial, em 1959. Em 1961, voltou a ser preso e condenado a 14 anos de prisão, por «actividades subversivas contra a segurança externa do Estado», sendo enviado para o «Campo da morte lenta», no Tarrafal.
A sua obra foi precursora da literatura angolana e tem raízes na terra e na cultura do país. Luandino Vieira é também um marco revolucionário pelo movimento que criou em Portugal a favor da liberdade de expressão. A Literatura constituiu uma importante arma de combate no processo da luta de libertação nacional, porque foi a partir dos escritos de nacionalistas que muitos outros angolanos foram sensibilizados e mobilizados para a luta de libertação nacional.
José Vieira Mateus da Graça (com pseudónimo literário Luandino Vieira) nasceu em Lagoa de Furadouro, Vila Nova de Ourém, a 4 de Maio de 1935. Passou a juventude em Luanda, onde concluiu os estudos secundários. Durante a guerra colonial, combateu nas fileiras do MPLA, contribuindo para a criação da República Popular de Angola. Era um nome proscrito pelo salazarismo, cuja citação podia constituir delito de opinião. Em 1965, a simples notícia da atribuição de um prémio literário a José Luandino Vieira, pela Sociedade Portuguesa de Escritores, desencadeou uma das mais violentas ondas de repressão do salazarismo. Luandino Vieira cumpria, então, a pena de 14 anos de prisão no Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, de onde regressou a Portugal em 1972, em liberdade condicional e com residência vigiada, em Lisboa. Viria a trabalhar com o editor Sá da Costa até à Revolução de Abril. Em 1975 regressou a Angola. Na sequência do reinício da guerra civil angolana, veio residir em Portugal. Radicou-se no Minho, em Vila Nova De Cerveira.
Ligado aos círculos culturais de Angola, foi preso pela primeira vez em 1959. Em 1961, com dois camaradas poetas, António Jacinto e António Cardoso, andou de cadeia em cadeia, em Angola. Em 13-08-1964 deram entrada no Campo de Concentração do Tarrafal.
Em 1965 a Sociedade Portuguesa de Escritores distinguiu Luandino Vieira com o «Grande Prémio da Novela» atribuído ao livro Luuanda. A SPE não tardou a ser extinta, a sua sede assaltada, vandalizada e encerrada pela PIDE, por despacho do Ministério da Educação. Os escritores Alexandre Pinheiro Torres, Augusto Abelaira e Manuel da Fonseca, membros do júri, foram detidos pela PIDE, pela ousadia de premiarem um escritor em choque com a ditadura salazarista.
A referência a este acontecimento foi proibida em todos os jornais. O Jornal do Fundão (JF), que divulgara a notícia, foi suspenso por cinco meses e depois submetido a censura especial; Jaime Gama, que escreveu um artigo sobre o assunto no jornal «Açores», (depois, «Açoriano Oriental»), foi detido. Cópias das primeiras provas tipográficas do Luuanda corriam desde 1963 nos musseques de Luanda, enquanto que, em Portugal, a edição que iria circular em 1965, adquirida pelos democratas, havia sido feita por agentes da PIDE, numa patifaria de objectivos inomináveis.
Luandino Vieira, que contava então apenas 29 anos, começara a sua actividade literária em O Estudante, órgão dos alunos do Liceu de Luanda. De 1957 a 1960 apareceu integrado numa camada de novos escritores angolanos que elaboraram «CULTURA», jornal literário da Sociedade Cultural de Angola: poemas, contos, ilustrações com a sua assinatura. Em 1960 publica o seu livro de estreia A Cidade e a Infância, tendo publicado depois Duas Histórias de Pequenos Burgueses (1961) e Luuanda (1964), que lhe valeu o Grande Prémio.
Na verdade, Luuanda, que traz histórias dos musseques e exibe uma linguagem inovadora, foi escrito (Luandino já preso) e o texto passado pelo escritor para a mulher, que o dactilografa para ser editado. E quando o prémio da SPE é atribuído, Luandino continua detido, não sabendo de nada. Desses tempos na prisão, ficaram notas várias, uma espécie de diário.
Sobre o livro, Alexandre Pinheiro Torres pronunciou-se no jornal Diário de Lisboa da seguinte maneira: «Três histórias que são (...) três obras-primas do nosso conto contemporâneo, e a enorme e imprevista revelação de um escritor de sensibilidade excepcional e de notável capacidade de criação dum estilo... É n’A Estória do Ladrão e do Papagaio, que desde já considero digna de figurar sem desdouro ao lado das melhores de José Cardoso Pires de Jogos de Azar, ou das melhores de Manuel da Fonseca de O Fogo e as Cinzas (e que maior elogio poderia eu fazer-lhe?), é nessa «estória» que Luandino Vieira nos dá prova das suas extraordinárias possibilidades».
O Jornal do Fundão publicou na edição de 23 de Maio de 1965, no Suplemento Literário Argumentos, dirigido por Alexandre Pinheiro Torres, a notícia sobre os Prémios da Sociedade Portuguesa de Escritores. Tinham sido distinguidos: Isabel da Nóbrega pelo romance Viver com os Outros (Prémio Camilo Castelo Branco – Romance); Luandino Vieira por Luuanda (Grande Prémio da Novela) e Armando Castro com A Evolução Económica de Portugal (Grande Prémio do Ensaio). A propósito do prémio atribuído ao escritor angolano Luandino Vieira, a notícia do JF informava que do júri tinham feito parte João Gaspar Simões, Augusto Abelaira, Alexandre Pinheiro Torres, Manuel da Fonseca e Fernanda Botelho.
Quando a Sociedade Portuguesa de Escritores lhe atribuiu o Grande Prémio de Novelística, o escritor encontrava-se em longa prisão no Tarrafal. Essa circunstância (a sua ligação ao MPLA) determinou a campanha repressiva do regime, então a braços com a guerra colonial.
Em 2009, Fernando Paulouro Neves, director do JF, escreveu em artigo nesse jornal: «A verdade, porém, é que as três narrativas de Luuanda eram «três obras-primas». A escrita de Luandino Vieira tinha consigo o futuro. Não só para a afirmação de uma literatura angolana, mas para o enriquecimento da língua portuguesa. À distância do tempo, Luuanda tem a frescura de uma linguagem inovadora, a música de uma oralidade tão próxima do universo africano, uma dimensão poética que faz dos contos de Luandino Vieira uma aventura de leitura estimulante. A obra posterior só veio confirmar o grande escritor. Sempre a condição humana no seu húmus, a batalha pela liberdade e pelo pão elementar, num compromisso que é sempre, por mais voltas que dêem, o essencial da acção criadora»
Em 2009, numa rara entrevista concedida ao jornal Público, Luandino confidenciou que as notícias do prémio chegaram tardiamente ao Tarrafal, pois o director do campo de detenção retardara a informação. Como o escritor estava impossibilitado de candidatar a obra, bem como o seu editor, foi com surpresa que percebeu que a obra fora, mesmo assim, distinguida, graças à intervenção do crítico literário Alexandre Pinheiro Torres.
Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. Luandino recusou o prémio alegando «motivos íntimos e pessoais». Em entrevista posterior ao Jornal de Letras, esclareceu que não aceitara o prémio por se considerar um escritor morto e, como tal, entendia que o mesmo deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir.

Contudo, publicou dois novos livros em 2006.
Actualmente, Luandino Vieira dedica-se, entre outras coisas, a animar uma pequena editora-livraria em Vila Nova de Cerveira, «Nóssomos», que edita jovens poetas e outros menos jovens.
Em Maio de 2015, a APE celebrou os anos de Luandino, numa cerimónia na Gulbenkian.

Honra e glória aos filhos da Pátria Angola.

✍️

Endereço

Rua Da Liga Nacional Africana, 76
Luanda

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 15:00
Terça-feira 09:00 - 15:00
Quarta-feira 09:00 - 15:00
Quinta-feira 09:00 - 15:00
Sexta-feira 09:00 - 15:00

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando Liga Africana publicar novidades e promoções. O seu endereço de e-mail não será utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Patrocinado

Partilhar