Fundação Dr. António Agostinho Neto

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Fundação Dr. António Agostinho Neto "NO ONE WILL STOP THE RAIN"
in a poem by Agostinho Neto
17 Sept 1922 - 10 Sept 1979
http://www.agostinhoneto.org/ #

Acto de Abertura da Terceira Edição do Prémio de Teatro "Agostinho Neto" No âmbito do seu objecto social fundamental, qu...
09/10/2026

Acto de Abertura da Terceira Edição do Prémio de Teatro "Agostinho Neto"

No âmbito do seu objecto social fundamental, que trata da preservação do Legado do seu Patrono, e na sequência dos seus programas regulares, artístico-culturais, o Centro Cultural Dr. António Agostinho Neto, em Catete, realizou o Acto Formal de Abertura da 3a edição ordinária, do Prémio de Teatro "Agostinho Neto" com o apoio da Fundação Dr. António Agostinho Neto (FAAN), que teve lugar no dia 06 de Outubro de 2026, no Auditório do referido Centro.

Participaram nessa terceira edição do Prémio, sete grupos:

1. Companhia "Los Zango Teatro" (Município do Calumbo).
2. Grupo Teatral "Tala Artes"(Município do Camama.
3. Grupo Teatral "Pedro Belgio"
(Município de Cabiri).
4. "Cine Arte e Cultura"(Município de Catete).
5. Grupo Teatral "Artes Sincronica"(Município de Cacuaco).
6. Grupo Teatral "Etu Ngo" (Município do Kilamba Kiaxi).
7. Grupo "Grutij"(Município do Rangel).

Na ocasião, o Director da instituição, Isaías Diogo Cristóvão, presidiu ao acto, proferindo o discurso geral de abertura, que para além de marcar o início das festividades concernentes ao prémio, reafirmou o firme compromisso com a divulgação da Vida e Obra de Agostinho Neto, através das artes cénicas (teatro).

Seguiram-se, palavras de incentivo e reconhecimento de outras personalidades, nomeadamente:

Pela Administradora Municipal-Adjunta de Catete, para o Sector Político e Social, a Dra. Yolanda Dundão, em representação do Sr. Administrador Municipal, Dr Anderson Pedro.

De igual modo, sucederam-se às palavras do Secretário-Geral da Associação Angolana de Teatro, o Actor Simão Paulino, em Representação do Presidente da referida Associação, o Actor Tony Frampénio.

Tomou a palavra, essa primeira parte do evento, pelas palavras do Director do Gabinete Provincial da Juventude e Desportos de Icolo e Bengo, que em Representação do Sr. Vice-Governador Provincial para o Sector Político Social e Econômico, o Dr. Agostinho Pedro António, marcou, abertura dos trabalhos.

Num acto bem concorrido, participaram Autoridades tradicionais; o Administrador- Municipal Adjunto de Catete, para a Área Económica, Dr. Yuri Rosa; o Director Municipal da Cultura de Catete; o Director do Complexo Escolar Gaspar de Almeida; o Representante da Associação Provincial de Teatro de Luanda; Representantes dos grupos concorrentes; e Directores e Actores de distintos grupos convidados.

Nesse primeiro dia, a Companhia "Los Zango Teatro", estreou-se com a apresentação da peça denominada; "7 Vozes de um Povo".

A organização entendeu, ainda, nesse acto, homenagear o grupo mais antigo do Município de Catete, denominado "Etu Mudyeto", com vinte anos de existência.

O Acto de Abertura, foi bastante emocionante, marcado por momentos de imensa satisfação entre os presentes, em que actores e não actores, se confundiram, posicionando-se com uma dinâmica, digna de se ver.

O acto encerrou com um ligeiro coffeebreak, momento que serviu, para que os presentes exercitassem ainda mais entre eles, afinidades e novas relacções interpessoais.

Catete, 07.10.2026.-

09/10/2026

CONGO 🇨🇬: Denis Sassou N'Guesso inaugurou o modernizado complexo escolar "Angola Libre", situado no distrito de Makélékélé, em Brazzaville, na sexta-feira, 9 de Outubro de 2026.
Esta grande reabilitação, aguardada ansiosamente pela melhoria da infra-estrutura educativa local, foi realizada com o apoio da Société Nationale des Pétroles du Congo (SNPC). O resumo da cerimónia deste relatório da imprensa presidencial.

FAAN participa nas comemorações dos 30 anos da CPLPA Fundação Dr. António Agostinho Neto (FAAN) é Observador Consultivo ...
09/10/2026

FAAN participa nas comemorações dos 30 anos da CPLP

A Fundação Dr. António Agostinho Neto (FAAN) é Observador Consultivo da CPLP desde 2 de Novembro de 2007.

O estatuto foi-lhe atribuído na XII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, realizada em Lisboa nessa data.

A Presidente do Conselho de Administração da Fundação Dr. António Agostinho Neto (FAAN), Dra. Irene Alexandra Neto, participou, no dia 8 de Outubro, em Lisboa, na cerimónia comemorativa dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A presença da PCA da FAAN nesta importante efeméride inscreve-se na ligação institucional da Fundação à Comunidade, na qualidade de Observador Consultivo da CPLP, e reafirma o seu compromisso com a valorização dos laços históricos, culturais e humanos que unem os povos dos países de língua portuguesa.

A cerimónia constituiu um momento de celebração das três décadas de existência da CPLP, bem como de reflexão sobre a importância do diálogo, da cooperação e do conhecimento mútuo entre os países e povos que integram a Comunidade.

Lisboa, 8 de Outubro de 2026

Presidente Agostinho Neto e o Secretário-Geral da ONU, o austríaco Kurt Waldheim durante a sua visita oficial à Angola d...
06/10/2026

Presidente Agostinho Neto e o Secretário-Geral da ONU, o austríaco Kurt Waldheim durante a sua visita oficial à Angola de 14 a 16 de Julho de 1979 durante a qual abordaram o desenvolvimento regional, assuntos internos e questões internacionais, incluindo o futuro político da vizinha Namíbia e as lutas de libertação na África Austral.
Durante a estadia, também estiveram na casa de praia de Agostinho Neto (nesta foto) no Mussulo, em Luanda. Afonso Van Dúnem MBinda e Venâncio de Moura acompanharam a delegação.

06/10/2026
Lançamento da Obra Poética Completa de Agostinho Netoem Kimbundu, Umbundu, Kikongo e Cokwe no Memorial Agostinho Neto em...
30/09/2026

Lançamento da Obra Poética Completa de Agostinho Neto
em Kimbundu, Umbundu, Kikongo e Cokwe no Memorial Agostinho Neto em Luanda, 30.9.2026.

Excelências,
Distintos convidados,
Caros representantes das instituições parceiras,
Queridos amigos,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Evuenu! Evuenu! Ouvi! Ouvi!
Hoje, Sagrada Esperança, Renúncia Impossível e Amanhecer ganham novas vozes.
Vozes em Kimbundu.
Vozes em Umbundu.
Vozes em Kikongo.
Vozes em Cokwe.

Vamos começar este acto fazendo uma pergunta:
O que sentiria Agostinho Neto se pudesse estar aqui connosco e ouvir a sua poesia nestas quatro línguas de Angola?
Não podemos responder por ele.
Mas podemos procurar uma resposta naquilo que escreveu, naquilo que disse e na importância que atribuiu à construção de uma cultura verdadeiramente nacional.
Talvez se emocionasse ao ouvir os seus versos ganharem outras sonoridades.
Talvez sorrisse.
Talvez sentisse curiosidade perante as escolhas dos tradutores, procurando perceber como uma imagem, um sentimento, uma palavra ou uma cadência da sua poesia encontraram expressão noutra língua de Angola.
Sabemos, porém, alguma coisa sobre aquilo em que acreditava.

Em 1979, ao reflectir sobre a Cultura Nacional, defendia a valorização das expressões culturais do país “sem qualquer preconceito de carácter artístico ou linguístico”.
Quarenta e sete anos depois, é difícil não pensar nessas palavras quando olhamos para estes quatro livros.

Antes de prosseguir, permitam-me transmitir a todos os presentes uma saudação muito calorosa da escritora Dra. Maria Eugénia Neto, Presidente do Conselho de Fundadores da Fundação Dr. António Agostinho Neto.
A Senhora Dra. Maria Eugénia Neto associa-se com particular emoção a este momento e dirige a todos quantos nos honram hoje com a sua presença uma palavra de boas-vindas, de reconhecimento e de agradecimento por partilharem connosco esta celebração da obra, da memória e do legado de Agostinho Neto, mas também das línguas e da diversidade cultural de Angola.
Esta ocasião adquire, em 2026, um significado ainda mais especial, juntando três datas.
Celebramos este ano o 104.º aniversário do nascimento de Agostinho Neto.
Assinalamos também 47 anos desde o seu desaparecimento físico, em 10 de Setembro de 1979. E celebramos os 20 anos da Fundação Dr. António Agostinho Neto, criada em 2006 para preservar, estudar, divulgar e fazer viver o seu legado.

Para nós, na Fundação, este é um momento de profunda satisfação.
Porque estes livros demoraram a chegar.
Os trabalhos que conduziram a esta edição remontam a 2018.
Foram anos de contactos, investigação, tradução, revisão, correcções, esperas e recomeços.
Houve momentos em que gostaríamos de ter avançado mais depressa.
Houve ocasiões em que desejámos que estes livros já estivessem prontos.
Não estavam.
Mas não desistimos deles.
E hoje, finalmente, aqui estão. Tutondele!

Cada um destes quatro volumes reúne três obras fundamentais da produção poética de Agostinho Neto: Sagrada Esperança, Renúncia Impossível e Amanhecer.

A Fundação Dr. António Agostinho Neto enfrenta, como é sabido, importantes limitações de recursos. Ainda assim, entendemos que preservar e transmitir o património intelectual, literário, histórico e cultural de Agostinho Neto não é uma tarefa que possa ser interrompida pelas dificuldades do presente.
É uma responsabilidade perante as gerações futuras.
Mas estes quatro livros dizem-nos também algo que ultrapassa a própria obra de Agostinho Neto.
Falam-nos de nós.
Das nossas línguas.
Da nossa memória.
E da relação, por vezes dolorosa, que a nossa própria história estabeleceu com elas.
Uma língua transporta muito mais do que palavras.
Transporta formas de pensar, de sentir e de interpretar o mundo.
Transporta histórias familiares, provérbios, canções, conhecimentos, afectos e memórias.
Transporta aquilo que uma geração entrega à geração seguinte.
Mas, para nós, africanos, falar das nossas línguas é tocar também numa ferida da nossa história.
Durante o período colonial, as línguas africanas foram remetidas para uma posição subalterna, e muitas gerações aprenderam que, para aceder à instrução, para ascender socialmente ou simplesmente para serem consideradas “assimiladas”, tinham de dominar a língua colonial.
E dominámo-la.
Fizemo-la nossa também.
E alguns fizeram-no de forma excelsa — como Agostinho Neto, que escreveu em português uma poesia profundamente angolana e que, nessa língua, atravessou fronteiras e chegou ao mundo.
Mas há coisas que nenhuma imposição histórica consegue apagar.
Uma língua materna não desaparece simplesmente porque lhe disseram que devia calar-se.

Uma língua tão bela, tão melódica, tão intimamente ligada à voz da mãe e da avó, não se despe como uma roupa.
Não se guarda numa gaveta.
Não se esconde debaixo de um turbante.
Ela irrompe!
Irrompe numa expressão que nos escapa espontaneamente.
Numa interjeição.
Num “haka!” irritado e veemente. Num suspiro: “aiuê”!
Num provérbio que, traduzido, já não parece dizer exactamente a mesma coisa.
Irrompe na música.
No humor.
Na conversa da rua.
E nessa extraordinária mestiçagem da linguagem urbana angolana, onde palavras das nossas línguas entram, saem, transformam-se e acabam tantas vezes classificadas simplesmente como “gíria”.
Mas não desapareceram.
Continuam connosco.
Décadas depois da Independência, reconhecemos essa presença até no orgulho com que recuperamos e damos aos nossos filhos nomes próprios angolanos.
Encontramo-la também nos nomes escolhidos para empresas, projectos, marcas, restaurantes, músicas e tantas outras criações contemporâneas.
Até o marketing descobriu a força de uma palavra das nossas línguas quando procura afirmar diferença, proximidade ou pertença. Não é exotismo. É identidade.
E há um pequeno momento que muitos de nós conhecemos.
Ouvimos ou lemos uma palavra.
Percebemos o seu significado.
Reconhecemo-nos nela.
E sorrimos.
Porque aquilo não nos é estranho.
Aquilo é nosso.
É também por isso que estes quatro livros têm um significado que ultrapassa a tradução literária.
Há neles um reencontro.
A poesia que Agostinho Neto escreveu com extraordinário domínio da língua portuguesa encontra agora outras línguas que também pertencem à história, à memória e à intimidade do povo sobre o qual e para o qual tantas vezes escreveu.
E importa dizê-lo claramente:
não se trata de rejeitar a língua portuguesa.
A língua portuguesa faz também parte da nossa história e da nossa identidade contemporânea. Fizemo-la nossa, transformámo-la, enriquecemo-la e nela produzimos literatura, pensamento e conhecimento.
O que hoje fazemos é outra coisa.
Alargamos a casa.
Reconhecemos que a identidade angolana pode habitar plenamente a língua portuguesa sem, para isso, silenciar as outras línguas que a constituem.

E talvez seja esta uma das imagens mais bonitas deste lançamento:
as línguas que durante tanto tempo viveram sobretudo na voz da mãe, da avó, da família e da comunidade entram hoje no livro e encontram-se com a poesia de Agostinho Neto.

Durante décadas, os seus poemas viajaram pelo mundo.
Foram publicados, estudados e traduzidos em numerosas línguas estrangeiras.
Hoje fazem uma viagem diferente.
A poesia netiana aproxima-se das raízes culturais da terra que a inspirou e passa a falar também através de algumas das línguas do seu próprio povo.
E não estamos simplesmente a substituir palavras de uma língua por palavras de outra.

Traduzir poesia é um dos exercícios mais exigentes da tradução.
Como se traduz uma emoção?
Como se transporta um ritmo?
Como se preserva uma imagem?
Como fazer com que um verso continue a ser poesia quando muda de língua?
É transportar ritmo, imagem, emoção, história e sentido.
É procurar noutra língua uma forma de conservar a força de uma palavra e a respiração de um verso.
Quando um poema passa para outra língua, passa também a habitar outro universo de sons, referências e sensibilidades.
Pode ser lido por outros leitores.
Pode ser dito por outras vozes.
Pode ser transmitido entre gerações de outra maneira.
Por isso, desejamos que estes livros sejam não apenas lidos, mas também ouvidos.
Que a poesia de Agostinho Neto seja declamada em Kimbundu. Em Umbundu. Em Kikongo. Em Cokwe.
Twasakwila.

UMA OBRA FEITA POR MUITAS MÃOS
Uma caminhada tão longa não se faz sozinha.
Por isso, quero, em nome da Fundação Dr. António Agostinho Neto, deixar o nosso reconhecimento a todos aqueles que, em diferentes momentos e com diferentes responsabilidades, tornaram possível chegarmos a este dia.
Ao ISCED de Luanda, parceiro fundamental deste projecto, o nosso profundo agradecimento.
Uma palavra muito especial ao Prof. Doutor Abreu Paxe, Coordenador das Traduções, pelo empenho, pela persistência e pelo rigor com que coordenou este exigente trabalho, envolvendo diferentes línguas, tradutores e sucessivas etapas de revisão.
O nosso reconhecimento aos Supervisores Linguísticos, Professores Doutores Zavoni Ntondo e Mbiavanga Fernando.
E aos tradutores e revisores — Drs. Nsiona Lumbanzila, Domingos Amadeu, Josefa Conde, Gabriel Chimbaieca, Carvalho Lucas, José Soladi, Rosália Bonifácio e Arlindo Constantino — o nosso profundo agradecimento.
Estes livros também têm um pouco de cada um de vós.
Foram o vosso conhecimento das línguas, o vosso trabalho, a vossa sensibilidade e o vosso rigor que permitiram que a voz poética de Agostinho Neto encontrasse expressão em Kimbundu, Umbundu, Kikongo e Cokwe. Nga sakidila.

Recordamos igualmente o Dr. Arlindo Isabel.
Ele pertence a uma etapa mais antiga desta história. Há muitos anos, quando estes livros ainda eram sobretudo uma ideia e um desejo, fez parte dos primeiros passos desta caminhada. E quando finalmente se chega a um momento como este, é importante olhar para trás e não esquecer aqueles que começaram a caminhar connosco.

À Mayamba Editora, o nosso agradecimento por se ter prontificado a dar à estampa estes quatro volumes e por ter transformado em livros o trabalho realizado ao longo de tantos anos. À Palmira Simões, muito obrigada pelo cuidado com que acompanhou esta edição.

Não poderíamos deixar de mencionar o Victor Neves, designer da FAAN há duas décadas.
São vinte anos a acompanhar-nos com profissionalismo e uma dedicação extraordinária. Vinte anos a dar forma visual a livros, exposições, iniciativas e momentos da vida da Fundação. Também estes quatro volumes levam a sua marca. Mesmo sem falar qualquer das línguas nacionais!

Nenhum destes livros chegou aqui sozinho.
Há muitas mãos dentro deles.
E talvez seja essa uma das coisas bonitas de um livro: vemos o nome do autor na capa, mas há sempre muitas pessoas por detrás das páginas que seguramos.
A todos, muito obrigada. Twapandula.

AGORA É PRECISO FAZER CHEGAR
Mas a publicação destes quatro volumes não encerra a nossa responsabilidade.
Pelo contrário.
Publicar não basta. É preciso fazer chegar.
Queremos que estes livros circulem.
Que cheguem às províncias.
Que sejam lidos nas escolas, nas universidades, nas bibliotecas e nos centros culturais.
Que cheguem, sobretudo, aos lugares onde estas línguas são faladas, transmitidas e recriadas todos os dias.
Queremos ouvir jovens a declamar Agostinho Neto em Kimbundu, Umbundu, Kikongo e Cokwe.
Queremos que alguém abra um destes livros por curiosidade e descubra escrita uma língua que talvez tenha ouvido toda a vida em casa, mas que nunca tenha encontrado num livro de poesia.
Gostaríamos que um avô ou uma avó pudesse ouvir um neto ler um poema numa língua que atravessou gerações dentro da própria família.

É também para isso que os livros existem: para criar encontros.

Esta caminhada continuará, por isso, no Centro Cultural Dr. António Agostinho Neto, em Catete, terra natal do nosso Patrono.
Pretendemos igualmente apresentar estas obras nas províncias da Lunda-Sul, Moxico, Bié e Zaire, entre o último trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2027, contando, para esse efeito, com a participação e colaboração dos respectivos Governos Provinciais.
E desejamos, progressivamente, chegar às restantes províncias do país.
Mas temos um desejo ainda maior.

Gostaríamos que um dia não fossem apenas quatro línguas.
Angola possui um património linguístico muito mais vasto.
Estes quatro volumes não são, portanto, um ponto de chegada.
São um começo.
Esperamos que outras línguas nacionais possam, no futuro, acolher também a poesia de Agostinho Neto.
E queremos, sobretudo, dizer aos mais jovens que as nossas línguas não pertencem apenas ao passado.
Pertencem-lhes também a eles. Podem ser línguas de poesia. De literatura. De conhecimento.
De investigação. De criação. De afecto.
E de futuro.
Porque uma língua permanece viva quando é falada, mas fortalece-se também quando é escrita, ensinada, estudada, publicada e transmitida.
Uma Nação que conhece as suas línguas conhece melhor a sua própria história.
Uma Nação que respeita a sua diversidade fortalece a sua unidade.
E uma Nação que preserva a sua memória está mais preparada para construir o seu futuro.

Neste final do mês de Setembro, quando Angola recorda Agostinho Neto, talvez esta seja uma das homenagens mais simples e, ao mesmo tempo, mais profundas que lhe podemos prestar:
deixar que a sua poesia continue a falar.
Noutras línguas. Noutras vozes. Para outras gerações.

Ao longo destes vinte anos, a Fundação tem procurado preservar e promover o legado de Agostinho Neto. Mas preservar não pode significar apenas guardar.
Não basta conservar livros, documentos, fotografias e memórias.
Um legado tem de continuar a viver.
E é isso que sentimos hoje.
Não estamos apenas a guardar a poesia de Agostinho Neto.
Estamos a fazê-la caminhar.
A fazê-la encontrar outros leitores.
A fazê-la ganhar outras sonoridades.
A fazê-la chegar a outras casas.
E a entregá-la às gerações que vêm depois de nós.
Por isso, este lançamento não é o fim de uma longa caminhada.
É o início de outra.
Que estes livros sejam abertos. Que sejam lidos.
Que sejam estudados. Que sejam declamados.
Que circulem. Que passem de mão em mão.
E que, daqui a muitos anos, alguém possa pegar num destes volumes e lembrar que houve pessoas que acreditaram que as línguas de Angola também deveriam ser casas para a poesia de Agostinho Neto.
Se isso acontecer, todo este longo caminho terá valido a pena.
Nga sakidila.
Twapandula.
Tutondele.
Twasakwila.
Muito obrigada.

Memorial Dr. António Agostinho Neto
Luanda, 30 de Setembro de 2026

Endereço

Avenida António Agostinho Neto, Edifício AAA, 1º Andar, Praia Do Bispo
Luanda

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 15:00
Terça-feira 09:00 - 15:00
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