24/03/2025
Numa pesquisa desenvolvida pela Pesquisadora Sénior do Instituto IGARAPÉ revelou que África é o continente onde meninas e mulheres têm o maior risco de serem mortas pelos parceiros e membros da família. Isto é, em 2021 o nível de assassinatos foi estimado em 2.500 em cada 100 mil mulheres africanas (ONU, 2022)
Um outro estudo realizado INE e divulgado pela Afrobarometro denuncia que 32% das mulheres angolanas sofreram violência física desde os 15 anos de idade; 8% serão vítimas de violência sexual em algum momento de suas vidas; e 34% foram vítimas de violência física ou sexual perpetrada por seus maridos ou parceiros (Instituto Nacional de Estatística, 2017).
Hodiernamente, os órgão de difusão massiva e as mídias sociais informam permanentemente a ocorrência de crimes bárbaros contra a mulher.
Não obstante, as músicas e as danças também denunciam a participação da mulher nas recorrente ofensa moral bem como no seu rebaixamento, insinuando a sua utilização como objecto de prazer. O que, de alguma forma, torna a vítima uma agente activa do comportamento desviante.
Analisando os números e o contexto, não precisamos ser expert para perceber que alguma coisa não vai bem, se tivermos em conta que a violência contra a mulher representa uma regressão da espécie humana, uma barbárie, uma falta a sociedade, um pecado, uma grosseira imoralidade e, acima de tudo um comportamento altamente desviante;
O projectos visa, num primeiro momento blindar a mulher de informações e posteriormente ensinar as medidas profilática para que estas mulheres não sejam vítimas ou revitimizadas.
Nesta senda, o Núcleo de Especialistas em Estudos de Comportamentos Desviantes *NEECODE* leva à cabo o projecto *A Emancipação da Mulher Angolana na Prevenção dos Crimes de Género* sob lema *Mulher Emancipada, segurança garantida* trata-se de um ciclo de palestra, mesa redonda, colóquios, experiência de vida entre outros eventos. Projecto que já está na 3a edição, Começando no dia 1 e encerra no dia 27 de Março com uma mega actividade alusivo aos 50 anos da Independência de Angola
Para o encerramento da 3a edição, o NEECODE realiza a mesa redonda sob tema: A Emancipação da Mulher Angolana na prevenção dos Crimes de Género.
O tema a ser debatido pelas preletoras Maria Jouba (Criminóloga), Amélia de Almeida (Psicóloga Africana), Inês Graça (Presidente da Junta da Mulheres da IEPA), Conceição Nhanga (jurista e Directora Provincial do SIC)
A violência contra uma mulher é uma violência contra um Estado.