20/01/2026
Olá, metamorfoses!
Meu nome é Silvia e faço parte da nossa Comunidade de Lúpus. Fui diagnosticada com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e Nefrite há seis anos. Hoje, quero partilhar com vocês o meu testemunho de superação após um dos períodos mais desafiadores da minha jornada.
Em 2024, devido a complicações do lúpus, desenvolvi Herpes Zoster, uma infecção oportunista ao sistema imune enfraquecido.
Foi um período difícil, em que lutei contra a baixa autoestima. Como mulheres, sabemos o quanto a estética impacta o nosso bem-estar, e ser afectada justamente no rosto (o nosso cartão de visita), foi um verdadeiro balde de água fria.
Além do impacto visual, enfrentei problemas de socialização. Qualquer comentário sobre a minha aparência, por mais cuidadoso ou sem maldade que fosse, soava como uma ofensa. Eu me fechei e evitava sair até que conseguisse me sentir minimamente bem comigo mesma novamente.
O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO
Recebi o diagnóstico em Windhoek, mas foi ao retornar para Angola que iniciei uma etapa crucial: a laserterapia de baixa intensidade, após alguns meses de medicação oral. Como o lúpus é uma condição autoimune, procedimentos agressivos estavam fora de questão, pois poderiam reativar outros sintomas.
No início, a ansiedade pelo resultado era grande. Quando a médica explicou que faríamos apenas uma sessão por mês, confesso que foi difícil aceitar o tempo do processo. Mas os meses passaram, e eu perseverei.
O que aprendi no caminho?
Hoje, finalizamos a primeira fase e os resultados são visíveis! Mas, para além da pele, houve uma cura interna. Neste processo, aprendi:
O valor da espera: Nem tudo acontece no nosso tempo, mas a paciência traz frutos sólidos.
Fé e Confiança: Aprendi a confiar mais em Deus e a entregar o controle.
Fortalecimento: Minha humanidade foi provada, virtudes renasceram e me tornei uma mulher mais forte e resiliente.
O lúpus não é apenas sobre dor; é sobre coragem!
Obrigada a todos vocês e à nossa querida Comunidade, por tornarem este período mais leve.