13/09/2026
O USO DAS CONDECORAÇÕES
Por Víctor Mendoza Coronado
Membro Efectivo da Academia Internacional de Cerimonial e Protocolo
Conversámos com o Mestre Alejandro Negro, actual Presidente da Organização Internacional de Cerimonial e Protocolo (OICP), com sede em Buenos Aires, Argentina. É licenciado em Comunicação Política, Professor de cursos de mestrado e convidado em universidades estrangeiras, Académico da Cadeira n.º 25 da Academia Internacional de Cerimonial e Protocolo (AICP), com sede no Brasil e vinculada à OICP.
É uma referência obrigatória nas artes do Cerimonial e Protocolo da República Argentina e do mundo.
Revela-nos, numa linguagem rica e esclarecedora, a importância que as condecorações assumem no formal universo do Cerimonial. Alejandro Negro afirma que «o uso de condecorações e ordens militares ou civis constitui um distintivo de honra, mérito e um elemento protocolar de grande relevância, que comunica a história pessoal e o estatuto do dignitário».
Assegura ainda que «a sua correcta exibição representa uma rigorosa observância das normas que reflectem a hierarquia das honras recebidas e o respeito pelas instituições que as atribuem».
Alejandro Negro possui um percurso profissional e docente de grande qualidade e experiência. Durante a nossa conversa, referiu:
P — O que representa o símbolo destas condecorações?
R — É um distintivo de honra, mérito e um elemento protocolar de grande relevância, que comunica a história pessoal e o estatuto do dignitário. A sua correcta exibição exige uma rigorosa observância das normas que reflectem a hierarquia das honras recebidas e o respeito pelas instituições que as atribuem.
P — E como devem ser usadas estas condecorações?
R — O Protocolo define com precisão onde e como devem ser usadas as condecorações: a ordem de precedência — geralmente determinada pela antiguidade ou pelo grau da condecoração —, se devem ser usadas em miniatura ou em tamanho completo e em que tipo de indumentária — fraque, traje de gala, uniforme militar ou traje formal.
Cada país possui as suas próprias normas, e um diplomata, bem como as equipas de Cerimonial, deve conhecer tanto as regras do seu país como as do país anfitrião, de modo a evitar erros.
P — E qual é o seu significado? Constituem um reconhecimento público do serviço e das realizações de quem recebe estas insígnias?
R — A correcta exibição das condecorações constitui um reconhecimento público do serviço e das realizações e representa, igualmente, um elemento que acrescenta solenidade à presença de um dignitário em eventos de alto nível.
P — Sei que a OICP está a organizar alguns eventos, no âmbito dos 25 anos da sua criação. Poderia dar-nos algumas informações a este respeito?
R — Sim. Estamos prestes a comemorar os 25 anos da sua fundação, em 2001. A OICP reafirma a sua missão primordial: promover uma profunda consciência estratégica sobre a transcendência do Protocolo e do Cerimonial no âmbito das relações nacionais e internacionais.
O seu objectivo é que o Cerimonial e o Protocolo sejam reconhecidos como instrumentos de ordenamento e estratégia, cuja aplicação precisa assegure a harmonia, confira fluidez e alcance eficiência em todas as interacções entre os diferentes intervenientes.
Muito obrigado, muitíssimo obrigado ao Honorável Senhor Alejandro Negro, por nos ter proporcionado algumas definições e reflexões sobre a arte e o uso das Condecorações.
Assim seja.
FONTE
Mestre Alejandro Negro
Presidente da Organização Internacional de Cerimonial e Protocolo (OICP)
Sede em Buenos Aires