04/05/2026
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A Associação de Pais da EB/JI da Azeda vem por este meio lamentar e expressar o seu apoio à criança envolvida e à sua família, na sequência da situação recentemente divulgada.
Reafirmamos a nossa total solidariedade e disponibilidade para colaborar no que for necessário, sempre com o objetivo de promover um ambiente escolar seguro, respeitador e inclusivo para todas as crianças.
Associação de EB/JI Azeda
Criança invisual de seis anos da SerEspecial agredida por colegas em escola de Setúbal
Uma criança invisual, de seis anos, foi agredida por colegas na passada quinta-feira, 30 de abril, durante a hora de almoço, na Escola Básica da Azeda, em Setúbal, estabelecimento de ensino integrado no Agrupamento Sebastião da Gama e escola de referência para alunos com baixa visão.
De acordo com a informação recolhida, a agressão terá começado com um primeiro aluno a desferir murros e pontapés nas costas e nas pernas da vítima, alegadamente sem motivo aparente.
Já caída no chão e impossibilitada de se levantar, a criança terá sido rodeada por mais seis colegas, também do pré-escolar (com idades entre os 5 e os 7 anos), que continuaram as agressões durante vários minutos.
A vítima terá pedido ajuda repetidamente, sem que nenhum adulto tenha intervindo de imediato. Segundo os relatos, apenas duas crianças, também de seis anos, terão tentado prestar auxílio.
A situação só terá sido interrompida quando uma auxiliar de ação educativa se apercebeu de um ajuntamento de alunos e se aproximou, conseguindo fazer cessar as agressões.
Os pais das crianças envolvidas terão sido informados em momentos distintos.
Enquanto os encarregados de educação dos alegados agressores terão sido contactados pouco depois do incidente, os pais da criança agredida apenas terão tido conhecimento do sucedido através de terceiros, já no momento em que se deslocavam à escola para a recolher, cerca das 16h00.
Segundo fontes próximas da família, não se trata da primeira ocorrência de agressões físicas à mesma criança, embora nunca com esta gravidade.
É ainda referido que os agressores terão evitado falar durante o ataque, cientes de que a vítima os identifica sobretudo pela voz.
Desconhece-se, até ao momento, onde se encontravam as assistentes operacionais durante o período em que decorreram os factos.
Apesar de não apresentar ferimentos físicos graves, a criança encontra-se emocionalmente abalada e manifesta recusa em regressar à escola.
A SerEspecial já contatou as entidades competentes que se comprometeram a averiguar o sucedido e tomar as necessárias e adequadas medidas.
Continuaremos a acompanhar atentamente este e todos os outros casos que envolvam crianças com necessidades especiais.