12/09/2026
Discurso de boas-vindas do Presidente da Associação dos Martins da Drave
Abertura do XIV Encontro Nacional - 12 de setembro de 2026
Caros familiares, estimados parentes e amigos da grande família Martins da Drave,
É com profunda alegria, emoção e sentido de responsabilidade que, em nome da Associação dos Martins da Drave, vos dou as mais calorosas boas-vindas ao XIV Encontro Nacional da Família Martins da Drave.
Este encontro é muito mais do que uma reunião familiar. É um regresso às nossas origens, um abraço entre gerações e uma afirmação de que a memória, quando é partilhada e preservada, se transforma num vínculo capaz de vencer a distância e o tempo.
Celebramos hoje uma data de especial significado: os 80 anos do primeiro encontro da nossa família, realizado em 12 de setembro de 1946, aqui na aldeia da Drave. Foi nesta terra de montanha, marcada pela beleza, pela resistência e pelo espírito comunitário, que o Padre João Nepomuceno de Almeida Martins teve a visão e a ousadia de reunir os descendentes dos Martins da Drave.
Ao organizar esse primeiro encontro, o Padre João Nepomuceno não promoveu apenas uma confraternização. Lançou uma semente que graças à sua dedicação germinou, fortaleceu a consciência das nossas raízes e ajudou-nos a compreender que uma família permanece unida quando conhece a sua história, honra os seus antepassados e transmite às novas gerações o legado que recebeu.
Oitenta anos depois, aqui estamos. Mudaram os tempos, os lugares onde vivemos, as profissões, os caminhos e as circunstâncias do mundo que nos rodeia. Mas permanece aquilo que nos une: a consciência de pertencermos a uma história comum, iniciada e enraizada na nossa querida Drave.
Neste momento tão marcante, prestamos também uma homenagem sentida ao saudoso Dr. Manuel Martins da Costa Magalhães.
A sua ausência física é profundamente sentida, mas a sua presença permanece viva na obra que nos deixou. Foi ele o grande impulsionador da fundação da Associação dos Martins da Drave, compreendendo que a continuidade destes encontros e a preservação da nossa memória familiar exigiam organização, dedicação e uma estrutura capaz de unir os diferentes ramos da família.
Graças à sua determinação, ao seu entusiasmo e ao seu amor pelas raízes familiares, os encontros puderam continuar e ganhar novo fôlego. Foi igualmente decisivo na preparação da segunda edição, atualizada, da obra Monografia e Árvore Genealógica dos Martins da Drave, um património de valor incalculável para todos nós.
Este livro não é apenas um registo de nomes, datas e ligações de parentesco. É um mapa da nossa identidade coletiva. Em cada página encontramos vidas, escolhas, afetos, sacrifícios e sonhos. Encontramos aqueles que vieram antes de nós e reconhecemos a responsabilidade de continuar a escrever esta história.
Ao recordarmos o Dr. Manuel Martins da Costa Magalhães, fazemos mais do que evocar uma personalidade importante da nossa família. Manifestamos a nossa gratidão por uma vida dedicada a preservar aquilo que o tempo poderia dispersar. O melhor modo de honrar a sua memória será dar continuidade ao seu trabalho, manter viva a Associação, enriquecer os nossos registos e assegurar a realização dos futuros encontros. E a respeito deste assunto convido-vos a deixar os vossos contactos no livro que vai estar à disposição de todos, onde será possível também consultar os contactos da associação, assinar a vossa presença nesta reunião, deixar os vossos comentários, sugestões e fazer uma pré-inscrição para a compra de uma medalha comemorativa dos 80 anos do primeiro encontro.
Quero também, em nome dos atuais corpos gerentes, lembrar a memória do Professor António Francisco Martins que depois de doença prolongada faleceu no ano passado. Ele foi um dedicado membro desta associação e braço direito do Dr. Manuel Magalhães.
Dirijo uma saudação muito especial aos familiares que vieram de longe, aos que participam pela primeira vez e aos mais jovens. A vossa presença demonstra que esta história continua. Aos mais velhos, guardiões de tantas recordações, expressamos o nosso carinho, respeito e reconhecimento. São os vossos testemunhos que dão rosto e voz à genealogia que procuramos preservar.
Que este XIV Encontro Nacional seja um momento de alegria, proximidade e verdadeira comunhão familiar. Que possamos reencontrar parentes, conhecer novos membros da família, partilhar memórias, recordar os que já partiram e criar laços que perdurem para além deste dia.
A Drave ensina-nos algo essencial: uma aldeia pode ficar sem habitantes permanentes e, ainda assim, continuar viva na memória, no coração e na identidade dos seus descendentes. Enquanto nos reunirmos em torno destas raízes, enquanto pronunciarmos os nomes dos nossos antepassados e transmitirmos a sua história, a Drave continuará viva em nós.
Neste dia de celebração, renovemos o compromisso de preservar o nosso património familiar e cultural. Continuemos a recolher documentos, fotografias, histórias e testemunhos. Aproximemos os diferentes ramos da família. Envolvamos os mais novos e mostremos-lhes que conhecer as próprias raízes não significa ficar preso ao passado, mas avançar para o futuro com identidade, consciência e sentido de pertença.
Em nome da Direção da Associação dos Martins da Drave, agradeço a todos os que contribuíram para a organização deste encontro. Agradeço igualmente a presença de cada um de vós, pois são as pessoas, e não apenas os documentos ou as datas, que mantêm uma família verdadeiramente viva.
Sejam todos muito bem-vindos ao XIV Encontro Nacional dos Martins da Drave. Que este encontro esteja à altura da memória do Padre João Nepomuceno de Almeida Martins, do legado do Dr. Manuel Martins da Costa Magalhães e de todos aqueles que, ao longo de oito décadas, trabalharam para manter unida esta grande família.
Que celebremos o passado com gratidão, vivamos este reencontro com alegria e preparemos o futuro com esperança.
Viva a família Martins da Drave!
Viva a memória dos nossos antepassados!
Viva o XIV Encontro Nacional!
Muito obrigado a todos.
Drave, 12 de setembro de 2026
Luís Pedro Figueiral Morujão